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7 de novembro de 2014

9

Análise Pilotwings - Super Nintendo (Snes)



Desenvolvedora- Nintendo
Gênero(s)- Simulador
Modos de jogo- Singleplayer
Ano de lançamento- 1990
Download – Pilotwings

Fala raça, tudo em paz? Desta vez faço uma análise rápida, porém com importantes detalhes, sobre um jogo de Super Nintendo que talvez muita gente conheça só pelo nome, mas nunca tiveram interesse em jogar. Geralmente era o cartucho que ficava mofando no cantinho da gaveta das locadoras. 
Através desta análise, quero provar que este jogo vale a pena ser conhecido ou re-jogado. Proporciona um bom divertimento de forma simples porém desafiadora.    
Clique em CONTINUE LENDO e preparem-se para ver todo o poder do "Mode 7" explodindo em suas caras com o jogo Pilotwings, o jogo das bolinhas voadoras!


Capa de Pilotwings - Não chama muita atenção 0.o

No finalzinho de 1990, também liderado pelo gênio Shigeru Miyamoto, o jogo Pilotwings foi um dos três primeiros jogos que vieram logo após o lançamento do Super Nintendo. O primeiro, todos os fãs tem a obrigação de saber (it's meee) e o outro é F-Zero, que compartilha da mesma técnica de escalonamento e rotacionamento de sprites chamado "Mode 7". Boa entrada para apresentar os gráficos do novato Super Nintendo não é?



Apesar de mostrar ao mundo uma das mais avançadas tecnologias de gráficos da época, Pilotwings arriscou, no pouco tempo de vida do SNES, um gênero nada tradicional para os consoles caseiros: o de simulador de vôo. Nada de salvar princesas em castelos, arrebentar a cara de punks ou atravessar a linha de chegada, apenas voar de alguma forma em um mundo aeronáutico, encorajando o jogador a brincar no ar.
Vale lembrar que a proposta de Pilotwings não foi ser um simulador de vôo realístico e sim uma simulação bem amadora e divertida (a la Nintendo).

SOBRE O JOGO
"Junte-se ao Flight Club agora!
Você sempre sonhou em voar?
O Flight Club oferece uma variedade de esportes aéreos para excitar e desafiar você. Atreva-se pelos primeiros passos e adquira sua licença."

Sim... este é a rica “história” que jogo apresenta, sendo apenas uma pequena motivação. Enganam-se aqueles que acharam que o protagonista é um ex-piloto das forças especiais da Terra com o objetivo de salvar o planeta de uma invasão de bolinhas verdes alienígenas com sua aeronave supersônica. Entretanto, conforme o manual do jogo, o "Flight Club" (não confundir com "Fight Club") é uma escola de aviação tida como misteriosa, onde ninguém sabe a respeito de seu fundador e sede. Ninguém sabe ao certo o que se passa nos bastidores (?) ou sobre sua história... background que não é mencionado no jogo.
O jogador é apenas um ser desconhecido que quer aprender a voar das formas mais radicais possíveis. Simples não? Esta é a proposta aparente.
Mesmo não tendo apelo para história ou enredo, são em outros aspectos que este jogo se destaca junto com outros clássicos do SNES: Desafio e diversão, coisas que o Miyamoto e a Nintendo  sabem fazer muito bem.
Falando em diversão, Pilotwings conta com algumas das modalidades mais radicais de vôo: pular de pára-quedas (skydiving), pilotar um avião de manobras, pilotar uma asa-delta e montar um ... JETPACK!! (chupa GTA 5!!). E tudo isso, numa boa variedade de cenários, que vão desde deserto, ilhas e até em uma plataforma de petróleo no meio do mar.

Voar, voar, subir, subir, ir por onde for.
O jogo é dividido por áreas, que nada mais são que as fases do jogo. Cada área possui um instrutor que dirá quais são as suas lições com seus objetivos. Para  avançar entre as áreas é preciso conseguir licenças que são adquiridas alcançando a quantidade mínima de pontos. Este sistema de progressão, de certa forma, lembra Gran Turismo... que só são permitidos competir em novos campeonatos após conseguir as carteiras da classe equivalente. Em Pilotwings, não há memória para salvar o jogo, então o número da licença recebida é o próprio "password" do jogo. 

Mas voar no Super Nintendo não é uma tarefa fácil, lembram das bolinhas
verdes na capa do jogo? São elas que vão definir se o jogador é um ás no mundo de Pilotwings. Elas ficam na forma de anéis, postes, arcos, trilhas e estão localizados em regiões estratégicas pelo cenário. É necessário passar entre elas para coletar os pontos. Além disso, para conseguir mais pontos nos objetivos onde é preciso pousar no solo (pára-quedas, asa-delta e jetpack), é necessário também aterrissar em plataformas de diferentes tamanhos e alguns até móveis! No final de cada voo, o instrutor soma a nota de cada quesito: precisão, tempo, ângulo das manobras e anéis transpassados.


Desta forma já é possível ter um bom desafio no game, mas felizmente Pilotwings conta ainda com algumas leis da física. De nada adianta o jogador ir bem nas manobras aéreas se gosta de beijar o chão com força, ou seja, caiu rápido demais já era. Além do mais, tem fases que resolvem dar uma ajudinha com rajadas de vento bem na hora de um pouso complicado.

MODOS DE VOO
Skydiving (salto de pára-quedas) - Neste modo o jogador é levado por um helicóptero a uma altitude de 3800 pés. No limite do céu do jogo, é preciso pular (com a mochila claro) de forma precisa pousando nos alvos. Parte da  pontuação é conseguida "mergulhando" através dos anéis antes de abrir o pára-quedas.

  

Light Plane (avião) - Todos sabem como pilotar um avião né? O avião usado pelo "Flight Club"  é um modelo biplano pesando menos de  5700kg. O objetivo é levantar voo através da pista e após realizar as manobras sugeridas, é necessário pousar o avião precisamente na mesma pista.

Rocketbelt (conhecido como Jetpack ) - Originalmente um veículo aéreo presente somente na ficção científica, mas que o "Flight Club" disponibilizou para seus alunos de forma pioneira. Nesta modalidade é preciso manter o controle do voo sem encostar no solo. Após fazer todas as façanhas aéreas, obviamente, pousar no local certo.

Hang Glider (asa delta) - Neste modo o jogador é rebocado por um avião em pleno voo até atingir a altitude correta. Quando alcançado, a corta é rompida e o controle fica livre para o vôo. É preciso passar por regiões de ar quente para manter altitude. O pouso é o mais complicado de todos os modos de voo.
PERSONAGENS

Tony (22 anos) - É o cara que vai apresentar o primeiro treinamento. Perfeito para estudantes iniciantes. Seu modo gentil lhe permite tirar o máximo proveito de alunos tímidos. Apesar de ser jovem, é um piloto muito habilidoso.


Shirley (24 anos) - Bela instrutora que vai ensinar sobre o jetpack e vai exigir um pouco mais do jogador. Embora goste de flertar um pouco com seus alunos, ela é estritamente profissional quando se trata de graduação. Mesmo quando ela está desapontada com a performe dos alunos, ela irá oferecer incentivo para levantar a moral da equipe.

Lance (idade desconhecida) - Este instrutor já exige muito mais do jogador e apresenta a asa delta como uma nova forma de vôo. É um homem misterioso que fala fluentemente seis línguas (tudo aqui é misterioso agora?). Há rumores de que antigamente era piloto da Força Aérea.

Big Al (49 anos) - Este cara vai querer ver o jogador arrancar seu próprio couro. Exige na prática toda a habilidade aprendida e mais um pouco em suas lições. Big Al é o instrutor que tem mais experiência de todos, onde suas técnicas superiores de vôo são usados para revisar os conceitos básicos sobre o curso mais difícil. Ele parece ser durão, mas alguns afirmam terem o visto chorar.  


Eu vi :D
FASES E DESAFIOS

Como já foi explicado, as fases de Pilotwings são chamadas de áreas. Em cada uma delas, o jogador conhece um dos instrutores e o cenário em que vai voar. Além disso no fim de cada área , dependendo da performance do jogador, surge um desafio bônus que pode ser um salto de trampolim com um pinguim em uma piscina olímpica ou pulos gigantescos com uma espécie de ave gigante. 



Bônus do pinguim
A medida que vai avançando pelas áreas (4 no total), são apresentados novos modos de vôo e maiores desafios. Mas todo esse treinamento e sufoco passado manda o jogador para uma simples e única trama do game: resgatar alguns dos instrutores que foram raptados por um sindicato maligno em uma ilha chamada Izanu. Por questões políticas (que não é explicado) não podem enviar militares, então sobra para o jogador a missão de resgate... mas desta vez pilotando um helicóptero de guerra. 


Missão de resgate com o helicóptero.


Nesta parte além de simplesmente realizar manobras aéreas, é necessário atirar contra os inimigos. O objetivo é localizar dentro do enorme mapa a base inimiga  onde estão seus queridos instrutores.

Ao finalizar esta honrosa missão, o jogador é surpreendido com uma belo presente: Pilotwings Expert. Se trata do mesmo jogo, com os mesmos instrutores, mas com uma "pequena diferença": a dificuldade bem mais avançada. Também, as áreas sofrem algumas alterações nos cenários, nas plataformas de pouso e com alguns efeitos atmosféricos que fazem de tudo para atrapalhar o tranquilo voo. A quantidade de fases não muda, inclusive a estranha missão com o helicóptero.



JOGABILIDADE


Como Pilotwings é um jogo exclusivamente de vôo, a jogabilidade está toda focada no controle da física de vôo. Coisas que já devem ter visto nas aulas de Física no ensino médio como: gravidade, inércia, arrasto, pressão devem ser consideradas de forma simples para o jogo, pois não estamos tratando de um jogo de simulação realístico. Mas quem jogou outros simuladores, não terá problema em entender a mecânica de Pilotwings. 

Apesar do jogo estar no gênero simulação, os controles são muito fáceis e respondem muito bem. Basicamente  só são usados os direcionais, o botão A e o B... no máximo o L e R no caso do helicóptero para soltar os mísseis e no jetpack para mudar a visão. 


Mas não é por causa dos poucos comandos que tornará o jogo fácil. A jogabilidade varia de acordo com a modalidade de vôo. Por exemplo, no jetpack, o jogador precisa (e muito) considerar a inércia do movimento (momento ENEM), pois a lei diz que um corpo em movimento tende a ficar em movimento e o atrito no ar é muito baixo, então qualquer movimento para qualquer direção é preciso compensar com uma força de direção contrária, principalmente no pouso. Parece complexo, mas funciona muito bem em Pilotwings, aliás, sempre funcionou muito bem em jogos bem mais antigos, como por exemplo "Asteroids" de 1979.  Algumas lições forçam o jogador a fazer manobras arriscadas, muitas vezes perto do solo, então no avião, por exemplo, manobras assim fazem ser essenciais o bom uso da potência do motor. Nas áreas mais avançadas, além de exigir do jogador mais precisão, também há alguns elementos dificultadores como vento, chuva e noite. 

Boa parte da tela é ocupada com instrumentos e mostradores. Informações de combustível , altura e velocidade são essenciais para alguns objetivos. 

Todas essas características, tornam o jogo numa dificuldade perfeita, pois exige cada vez mais habilidade do jogador a medida que avança entre as fases. Não vai encontrar nenhum momento de sorte ou azar, tudo depende da habilidade de jogador.


Pilotwings une perfeitamente a precisão e simplicidade dos controles com o alto nível de desafio. Por conta disso, é um jogo agradável para qualquer tipo de jogador, mesmo não gostando muito do gênero.

GRÁFICOS
 
Quanto aos gráficos, Pilotwings simplesmente usa e abusa do poder do pioneiro "Mode 7"... praticamente todo o jogo é baseado neste modo. Para quem não sabe o Mode 7 é um modo gráfico de mapeamento de textura que permite que uma camada de background seja rotacionada e distorcida. Com isso, pode-se aplicar vários efeitos em sprites, sendo um deles o mais usado no jogo, criar um efeito de perspectiva dando a impressão de gráficos tri-dimensionais.



Não é pelo fato de ter o efeito de três dimensões que realmente o jogo seja 3D. Logo de início é possível notar que todos os elementos do cenário (tirando o plano de fundo, óbvio) estão num mesmo plano... as construções, as plataformas e o próprio terreno não tem "altura" (Mario Kart é idêntico). O jogador não precisa se preocupar com montanhas, árvores ou construções...ao nível do plano parece um horizonte sem fim. Mas como a maior parte do tempo o jogador passa voando, esses "defeitos" não são tão perceptíveis. Além disso todos esses elementos estão inseridos de forma discreta, minimizando esta percepção.

Preparando para o pouso em um tempo ruim.


Os terrenos, estão em um nível de detalhes agradável para os olhos. Facilmente conseguimos identificar qualquer coisa no cenário em que altura estiver. Aliado ao plano de fundo, alguns cenários podem até ser considerados bonitos aos olhos, como o cenário da ilha por exemplo. Obviamente para o poder de processamento do SNES, encontramos pixels de textura gigantes dependendo da área do terreno. Por outro lado, os sprites do personagem ou suas máquinas são bem  simples... nada que chame atençao.
MÚSICA E SONS

Compostas por Soyo Oka e Koji Kondo... preciso falar mais alguma coisa?
As trilhas sonoras de Pilotwings se harmonizam muito bem com cada momento do jogo... são quase fotográficas. Em circunstãncias como: bônus, pontuações, fracasso, sucesso, introdução, entre outros, possuem músicas muito marcantes. É notável a diferença das melodias quando, por exemplo, voando de asa-delta e de avião... enquanto o primeiro caracteriza um som tranquilo/leve, de um vôo sustentado apenas pelo ar, o segundo já passa uma sensação de confiança e motivação. A mesma coisa vale para a missão do helicóptero, onde é sonorizado com uma melodia forte de missão a cumprir, de honra. 

Seis faixas do jogo, foram parar no CD lançado apenas no Japão em 1992 intitulado Nintendo Super Famicom Game Music e também em 1993 no Nintendo Super Famicom Game Music ~ Fun Together With Beyer, que são versões tocadas em piano.


Já com os efeitos sonoros são bem simples e há bem poucos. Talvez o que o jogador escutará com mais frequência é o de alarme de proximidade com o solo, tirando isso resume-se a sons de motor de avião/jetpack quando usados e anéis passados (das bolinhas verdes).


Abaixo, segue as músicas do Pilotwings (Super Nintendo):





CONCLUINDO

Considerado clássico para maioria, Pilotwings consegue conquistar a simpatia de quem já jogou. Encoraja o jogador a buscar melhores pontuações e competir contra si próprio, ou com um amigo. É considerado a união perfeita de desafio com diversão.



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9 comentários:

  1. Eu frequentava uma locadora de granfinos chamada Sonic Games, e eu me lembrei de uma vez o dono ter chegado lá trazendo um cartucho desse jogo e dizendo pro filho dele: "Esse jogo acabou de chegar da importadora, é lançamento."
    O moleque pegou o jogo, colocou no SNES e começou a jogar... Eu fiquei na expectativa para ver como era esse lançamento...
    Mas...
    hm er...
    Eu fiquei muito entediado assistindo ele a jogar!
    :-)
    E o doidinho lá jogando não ajudava muito porque nem ele sabia jogar isso direito... Fazia tudo errado, morria com frequência e eu acabei saindo da-li e fui para outra locadora mais pobrezinha mas com mais gente jogando algo mais interessante...
    Confesso que volta e meia eu penso nesse jogo, de dar uma chance pra ele e quem sabe até fazer umas desconstruçãozinha :-)...
    Parabéns pelo texto... Ficou excelente!

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  2. Nossa.... Análise fantástica. Muito bem feita e ainda falou tudo e mais um pouco do que o jogador precisa saber sobre o game. NOTA 10!!

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  3. Obrigado equipe!
    Yoz, realmente não foi um jogo muito popular em locadoras, era um jogo para se jogar com calma no conforto de sua casa kkk.

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  4. Eu nunca fui com a cara desse jogo hehe, acho que era por causa da capa que não passava muita empolgação

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  5. Parceria? Já estou divulgando seu banner no meu blog :)

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  6. Muito bacana Snestalgia! Eu curto esse game, Pilotwings, aprendi a gostar dele mais ainda atualmente. Ele usa e abusa do efeito Mode7, mais ainda com o auxilio do chip DPS1, acho maneiro a simulação, e isso me impressiona até os dias de hoje.

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    1. Somos 2 então, e ainda acho que esse game merecia mais atenção

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  7. Comprei ele através de sua análise espero me divertir jogando.

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