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24 de fevereiro de 2026

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Cosmic Fantasy 2 - O Verdadeiro Desastre


Vocês conseguiram Laser Soft! Cosmic Fantasy ganhou uma sequência! Agora é a chance de vocês mostrarem que é possível fazer um jogo maior e melhor. 

O que será que eles nos entregaram em praticamente um ano de desenvolvimento? Teremos um jogo digno de elevar o padrão não só de Cosmic Fantasy mas dos RPGs em si? 

É exatamente isso que vamos ver nesse artigo. Então clica aí no CONTINUE LENDO e bora. 


Antes de tudo. Já leu sobre o primeiro Cosmic Fantasy? Ainda não? Então clica no link abaixo e dedique um tempo à mais para leitura. 

Cosmic Fantasy está NESSE LINK 

Agora sim. Podemos retomar com o texto… já estamos mais do que cientes de que o advento do CD-ROM², o adaptador de CD do PC Engine trouxe muitas possibilidades em termos de jogos e conteúdo adicional nos mesmos. RPGs de uma forma geral tiraram bom proveito disso, trouxeram cenas em anime para os momentos importantes, diálogos falados para adicionar mais emoção e é claro, músicas ainda mais ricas usando o formato redbook para o áudio. 
A própria Hudson Soft, co-criadora do console foi quem deu o pontapé inicial na ideia. Tengai Makyou Ziria chegou com a proposta de trazer um lado mais anime pra dentro do jogo. Ao passo que a Telenet Japan, fazendo uso da Laser Soft, uma subsidiária/estúdio, criou Cosmic Fantasy Bouken Shounen Yuu, que tentava entregar a mesma experiência.
Apesar dos trancos e barrancos, o primeiro jogo conquistou um espaço ao sol. Ao passo que uma sequência foi encomendada. 
Uma grande oportunidade eu diria. Poder melhorar os pontos em que o primeiro jogo deixava à desejar, expandir a lore e criar muito mais… deveras tentador eu diria. 

Capa do jogo

Pois bem, em 5 de abril de 1991, os japoneses poderiam comprar Cosmic Fantasy 2 Bouken Shounen Van. Só que dessa vez eles não ficaram com o jogo todo pra eles não. Em maio de 1992, o público ocidental (leia-se EUA) poderia jogar Cosmic Fantasy 2 no poderoso Turbografx 16. Localização feita pela tenebrosa Working Designs. 

OBS: Para todos os efeitos eu joguei apenas a versão japonesa. Não tenho motivos pra jogar versões localizadas e ainda mais quando elas tem o dedo da Working Designs. Se houverem muitas diferenças além da baixa qualidade da dublagem e as mudanças regionais habituais eu fico devendo na informação.

UM NOVO HERÓI E UMA NOVA AVENTURA

Van, vai trabalhar e pare de dar trabalho!!
Foi o que ela disse, eu juro... kkkkkkkk

Apesar de ser uma sequência de Cosmic Fantasy, a história aqui não começa necessariamente depois do primeiro jogo,não sei dizer exatamente se ela começa na mesma época dos eventos do primeiro jogo ou se antes. Mas o que temos aqui é o seguinte.
Estamos no planeta Idea, um planeta sem praticamente nenhum desenvolvimento tecnológico que inclusive não faz parte da Aliança Galáctica. Aparentemente um planeta pacífico… e é no meio de toda essa paz que conhecemos o protagonista da história, o jovem Van. Um garoto rebelde que não gosta de ajudar nem mesmo sua amiga de infância Larla… e é essa a vida que ele leva no vilarejo de Shura numa ilha.
Mas tudo isso iria mudar quando ele avista ao longe um vilarejo vizinho sendo bombardeado, aparentemente quem atacou o local está procurando pela princesa de Idea. Na volta pra casa, Van descobre que o seu vilarejo também está sob ataque do mesmo grupo. Depois de repelir a invasão, Van descobre que a sua amiga Larla é a tal princesa e que ela foi sequestrada à mando de um feiticeiro poderoso chamado Galam. Ao que se sabe, a princesa do antigo reino de Idea ao atingir uma certa idade desperta poderes capazes de alcançar até a imortalidade. Mas não temos tempo pra perder com aulas de história, temos que resgatar nossa amiga, e é isso que Van tentou fazer, porém sem sucesso nessa primeira tentativa.
Deste ponto em diante o jogo vai nos fazer progredir por conta para avançar na história, o que eu disser então seria spoiler e eu prefiro evitar. Mas tem um ponto a ser observado, a história do jogo lá pela metade, avança 20 anos no futuro, indo então para o que corresponde aos tempos atuais da série, algum tempo depois dos eventos do primeiro Cosmic Fantasy. Inclusive é assim que encontramos o restante do elenco importante. E eu só disse isso porque agora é hora de apresentar o elenco jogável.

Galam o grande vilão... 

Em Cosmic Fantasy 2 o elenco no geral é bem maior que no primeiro. Desde os personagens que temos controle, aos que por algum motivo se envolvem conosco. Apesar de podermos controlar até 4 membros na party ativamente, teremos muito mais personagens jogáveis. Porém podemos dizer que o jogo tem 4 personagens mais importantes e uns 5 ou 6 membros temporários que vão e vêm de acordo com o momento. Nem mesmo dá tempo de se apegar à alguns deles… mesmo os 4 principais às vezes não estão na party. Mas chega de enrolar, vamos fazer o seguinte, vamos conhecer os 4 personagens mais importantes e o restante entra no campo dos spoilers. 

Van: Começando pelo personagem principal, aquele que dá nome pro jogo inclusive. Van é um garoto de 16 anos que vive em paz no vilarejo de Shura. Sempre fugindo das tarefas, um dia ele vê a sua vida virar de cabeça pra baixo quando sua amiga de infância (e interesse amoroso) Larla é sequestrada. Depois de confrontar o vilão do jogo, Galam, ele é mandado pelo mesmo, 20 anos no futuro para que ele pudesse ver Idea sob o comando dele. 
Visualmente o Van é o personagem mais simples de todos, mesmo quando ele ganha algumas peças de armadura ele ainda mantém um visual bem simples… ao menos ele não usa um capacete tosco igual ao Yuu kkkkkkkkkkkkkkkkkk 
Van é um usuário de magia igual a Saya do primeiro jogo porém com o adicional da força física já que ele é o protagonista aqui. 

Rim: Nossa personagem feminina principal aqui, Rim é membro da CSC e só aparece no jogo depois do salto temporal. Ela está sobrevoando o planeta Idea quando recebe um sinal de SOS vindo do planeta. Porém como Idea não faz parte da Aliança Galáctica e é governado por um ditador (Galam) existem regras sobre estabelecer contato com habitantes de lá.
Rim não poderia estar lá, mas desobedecendo as regras e os avisos do Dandy, o computador de bordo da nave, ela vai mesmo assim. 

Eu não faço ideia da idade dela, mesmo no manual do jogo não temos essa informação, mas devo imaginar que ela tenha lá seus 15 anos, considerando que o Yuu tinha 14 e que a CSC parece não ligar para idade dos membros mesmo eles sendo expostos à situações de perigo extremo… enfim, Rim tem poderes psíquicos assim como o Yuu, porém ao contrário do jovem no jogo anterior ela tem total controle das habilidades dela. Jogar somente com ela é um pouco complicado no começo. Apesar de ser relativamente forte ela demora para obter habilidades de cura. 


Pick: Habitante do planeta Sham, Pick é o motivo da Rim entrar na história. Enquanto procurava pelo seu pai que não voltava para casa há muito tempo, ele foi atacado por piratas espaciais e caiu no planeta Idea. E se você leu o artigo anterior já deu pra notar que sim, ele é filho do Nyan, aquele gato mercenário safado do jogo anterior. Teria o Nyan ido comprar cigarro em outro planeta? Kkkkkkkkkk 
Como acabamos nos envolvendo com a treta em Idea, Pick junto da Rim passa a lutar. Ele possui habilidades psíquicas também, porém num nível mais fraco que os demais personagens. Ao menos, ao contrário do pai, ele tem um bom coração e não tenta pegar o nosso dinheiro à todo tempo. 

Annie: Uma jovem que o Van encontra em um vilarejo onde os habitantes pensam que ela é um fantasma. Ela apenas é uma estudante de magia que quer treinar com o sábio Darba. Eventualmente ela consegue iniciar o treinamento junto com o Van, embora o garoto tenha feito um curso rápido para derrotar o Galam, que também foi aprendiz do Darba… carai, o véio era brutal… de volta para a Annie que é o que interessa, ela retorna ao jogo depois da passagem de tempo como uma espécie de sucessora do mestre Darba e passa a nos acompanhar na luta contra o Galam. 
Annie deve ter a mesma idade do Van no começo do jogo mas ao contrário do garoto que foi transportado para o futuro, ela reaparece já mais velha quando à reencontramos… na moral Van, esquece a Larla… Kkkkkkkkkkkkk 

Como é de se imaginar, o foco da Annie é usar magia, nem tem muito o que falar sobre. 


Embora o elenco do jogo anterior ser basicamente o Yuu e a Saya isso não era necessariamente um problema lá, porém termos um elenco maior com mais personagens e personalidades é algo sempre mais legal. Porém, com exceção do Van e da Rim, podemos dizer que o jogo não nos dá muito tempo para nos apegarmos aos outros personagens. Eu citei o Pick e a Annie por eles terem mais tempo conosco do que o restante que entra na party. Isso desanima um pouco porque alguns personagens são até legais. 

Podemos dizer que a história e o elenco foram uma boa evolução em relação ao jogo anterior, mas eu diria que o desenvolvimento de personagens e um melhor aproveitamento do elenco ficaram faltando aqui, para um jogo que se usa da premissa de se inspirar em animes para construir o enredo e elenco eu diria que poderiam fazer melhor. Mesmo assim eu diria que esse é o menor dos problemas que Cosmic Fantasy 2 tem… nem diria que é um problema de fato quando vemos o que vem à seguir. 


ENFIM O DESASTRE 


Quando eu dei um título ao artigo do primeiro Cosmic Fantasy eu perguntei se era ele o início de um desastre certo? Você foi lá ler não é? Pois bem, se aquele era o começo, Cosmic Fantasy 2 é o desastre consumado. Vamos tentar descrever a jogabilidade, que teve de fato muitas melhorias em relação ao anterior, mas iremos mostrar que foi aqui que o jogo definitivamente deixou à desejar. A minha vontade era de baixar o nível e sair xingando tudo, mas não é isso que eu quero passar com os reviews que eu faço. A ideia é sempre misturar minha experiência com explicações de como o jogo funciona, mesmo que ele funcione mal. Então vamos manter o padrão só adicionando algumas observações sobre coisas estranhas ou problemáticas que eu encontrei durante a minha jornada com o jogo. E sem mais enrolação, bora conhecer os controles. 

Aprenda a usar os controles

Sejamos justos, os controles são muito melhores do que os do jogo anterior só pelo simples fato de termos um botão de ação. Isso melhorou muito a experiência com o jogo. Mas o que podemos apertar é. 

  • Direcionais para movimentar personagens pelo campo ou mover o cursor nos menus diversos. 
  • O botão I para conversar com NPCs interagir com objetos no campo e obviamente confirmar as coisas nos menus diversos. 
  • O botão II ainda faz o trabalho de cancelar decisões, mas agora ele também abre o menu de campo. 
  • O botão RUN você usa para começar o jogo obviamente, mas ele também serve para pular cenas animadas. 
  • O botão SELECT ficou inutilizado, não faz nada aqui. 
OBS: Como era de se esperar, a compatibilidade com controles de 6 botões não existe aqui. Se não configurar o emulador ou alterar o modo no controle para 2 botões, vai ter os personagens se movendo sozinhos feito loucos pela tela ou o cursor maluco nos menus.

Continuamos dizendo que RPG é tudo igual...
mas esse é diferente....

O jogo segue muitas premissas estabelecidas no primeiro jogo, bem como as fórmulas padrão que você encontra em RPGs de console. Com um botão de ação a experiência melhorou muito já que não temos de acessar o menu o tempo todo. 
Ainda salvamos o progresso nos INNs mas agora o jogo não te cobra para dormir em lugar algum, o que é conveniente mas eu me pergunto se isso não é um bug ou falta de revisão antes de publicar o jogo. Hotel que não cobra diária vai à falência pow kkkkkkkkkkkkkkkkkk 


As lojas desse jogo são uma experiência terrível

A experiência com as lojas piorou e muito, isso porque a explicação dos itens que nos ajudava a saber o que era melhor ou pior, foi removida. Os lojistas até dão explicações sobre o que é cada coisa, mas é uma explicação mais vaga, sem mencionar atributos. Na moral, eu não quero saber que um escudo de ferro é feito de ferro e tem formato redondo. Eu quero saber quantos pontos de defesa ele acrescenta ao meu personagem quando eu vou equipar ele e também quem pode ou não equipar ele. Nem os itens de cura tem explicação útil, podemos saber facilmente o que uma erva medicinal ou um antídoto faz, mas quando começam a vender uns cristais especiais a coisa desanima viu. Não diria que é um bug mas é uma regressão grande em relação ao jogo anterior. 
Agora podemos encontrar itens em vasos, barris e armários, até em alguns pontos no chão, então lembre-se de revistar as cidades, dá pra economizar um trocado ou outro. Também dá para achar dinheiro que ainda é apenas Gold, no geral sem grana você não fica. 

Agora é aquela hora de falar sobre o menu de campo… se tem forma melhor de explicar as mecânicas do jogo sem ser falando do menu de campo, eu desconheço. Até o manual do jogo faz uso deste formato, foi inclusive de onde eu tirei a inspiração para descrever melhor tudo kkkkkkkkkkkkkkkkkk. 

Aperta o botão II aí pra gente ver um negócio. 


Menu de campo do jogo

Já deu pra notar que temos um menu de campo bem simples, todo na parte inferior da tela. Ele exibe quase tudo o que é necessário. Temos nome, HP e MP dos personagens à esquerda e à direita temos os comandos disponíveis para uso. Desta vez temos menos comandos disponíveis já que só temos um menu de campo e muita coisa foi removida, não temos que usar o menu para ações básicas (ainda bem) e comandos como aquele de chat que não tinha nenhuma utilidade também viraram história. O que podemos acessar agora é. 

MAGIC: A primeira opção do menu é onde podemos usar as magias ou habilidades psíquicas que funcionam no campo, geralmente as de cura. No geral temos mais magias e habilidades psíquicas do que no jogo anterior, a maior parte do elenco do jogo tem algum tipo de habilidade, os poucos que não usam magia não tem MP. 
Alguns nomes de habilidades psíquicas mudaram em relação ao jogo anterior, mas o sistema de evolução das magias se manteve, só vamos continuar sem qualquer explicação do que as magias fazem, isso é só no manual. A propósito os danos e pontos de vida recuperados agora não são fixos como no jogo anterior, adicionaram um pouco do fator aleatório que a maioria dos RPGs tem. 
Um ponto complicado é o consumo de MP. As magias no jogo tem um consumo bem elevado, não dá pra sair gastando MP, tudo tem que ser bem planejado, senão fica sem recursos nas horas mais críticas. A propósito, o custo de uso das magias não é mostrado nem no manual do jogo, o que é um belo de um deslize da equipe responsável. 
Tem Bug ou Mancada? Sim: O jogo não respeita o próprio sistema de evolução de magias que foi criado lá no primeiro. Na real até respeita mas não totalmente. Você de vez em quando vai ver uma magia que deveria ser uma evolução de outra que você já tem como uma nova entrada no menu, meio desorganizado. 

ITEM: Gerir e usar itens aqui é bem simples mas funciona. A regra ainda é que cada personagem carrega os seus itens, mas dessa vez podemos trocar itens entre os personagens na party. Temos uma variedade ligeiramente menor de itens em relação ao jogo anterior, o Nyan não nos vende tranqueira aqui kkkkkkkkkkkkkkkkkk 
Tem Bug ou Mancada? Não: Apesar de não ter descrições do que cada item faz, ao menos não temos problemas para lidar com itens no jogo. 

Equipando um personagem é só isso que você irá ver

EQUIP: A tela de equipar o personagem passou por algumas melhorias, podemos equipar uma arma, uma armadura, um escudo e uma jóia nos personagens, jóias no caso servem para adicionar proteção contra magias elementais ou aumentar a força das nossas magias. Cada personagem pode carregar até 3 peças de equipamento de cada tipo, mas ainda não é possível trocar equipamentos entre os personagens, então pense bem em quem você irá colocar aquela espada rara que você achou. 
Tem Bug ou Mancada? Sim: Existe um bug que quando vendemos um equipamento igual ao que estamos usando o personagem fica sem o equipamento, embora não o percamos teremos que ir equipar novamente o item. A mancada é pelo fato de durante o ato de equipar não termos nenhuma informação sobre a mudança de atributos, nenhuma mesmo! No jogo anterior também não mostravam nada, é verdade, mas tínhamos informações com os lojistas para ao menos saber se algo era melhor ou não, aqui como os “jênios” removeram essa informação da explicação dos lojistas temos que ir na tela de status e ficar comparando atributos… e isso considerando que você tem que comprar o item primeiro, o que vai acarretar em muito reset para testar equipamentos. 
Eu até poderia citar a compatibilidade com equipamentos como falta de revisão, já que todo mundo meio que pode equipar qualquer coisa mas isso não chega a ser ruim, é só falta de cuidado dos desenvolvedores. 

OBS: O menu exibe 3 opções e a quarta NEXT serve para alternar para as outras 3, então clicando nessa opção podemos circular entre as opções disponíveis. De volta então às descrições. 

A tela de status do jogo que você vai usar mais do que realmente deveria

STATUS: A boa e velha tela de status que mostra informações do seu personagem. Do lado esquerdo temos o retrato do personagem e abaixo a lista de equipamentos que ele está usando. Do lado direito temos. 

  • Nome e LV do personagem 
  • HP 
  • MP 
  • Condição que é onde vemos se estamos com algum status negativo. 
  • Força sem a arma equipada 
  • Velocidade 
  • Inteligência (afeta a potência das magias) 
  • Ataque 
  • Defesa 
  • EXP acumulada 
  • Quantidade necessária de EXP para subir de LV 
  • Gold que só pode ser visto aqui além das lojas 
Você irá ver muito essa tela enquanto lida com os equipamentos já que só vendo aqui o aumento de atributos. 
Tem Bug ou Mancada? Sim: Tem um bug muito besta aqui. Quando clicamos na opção STATUS no menu de campo vamos ter que selecionar um personagem para ver os status certo? Se decidirmos cancelar sem escolher nenhum personagem, o jogo vai exibir os status do Van ou da Rim a depender de quem está no topo da lista no momento mesmo sem escolher um dos dois. 
A mancada não está diretamente relacionada com a tela de status mas sim com a forma que o jogo lida com personagens fora da party que não sejam o Van ou a Rim. Por exemplo, a primeira personagem a entrar na party é a Annie. Ela chega no LV 1, e com um determinado conjunto de equipamentos. Obviamente que vamos pegar alguns níveis com ela e vamos trocar equipamentos. Mas quando ela deixar a party tudo isso vai ser perdido, quando ela retornar à party ela estará novamente no LV1 e com os mesmos equipamentos básicos que ela estava, isso numa parte muito mais difícil com monstros mais fortes. Isso é ridículo, faz todo o esforço para melhorar um personagem em vão, totalmente contrário à lógica dos RPGs. 

MAP: Fizeram melhorias no mapa? Sim e não. Sim porque agora o mapa fica na região que estamos e não no mapa todo e por terem adicionado pontos que indicam a posição de cidades e vilarejos. Não porque continuamos sem ter um indicativo de onde nós estamos.
Tem Bug ou Mancada? Não: Não funciona mal nem nada, só é uma porcaria de função mal implementada desde o primeiro jogo. 

LOAD: Fez algo de errado no jogo? Quer voltar para o último ponto salvo? É isso que temos aqui e funciona igual ao primeiro jogo. Ah! Vale mencionar que só temos dois slots de save nesse jogo ao contrário dos 4 no primeiro jogo. 
Tem Bug ou Mancada? Sim: Bugs temos 2, se for começar um novo jogo, use sempre o slot 1, se usar o slot 2 sem ter um save no slot 1 o jogo vai simplesmente apagar o seu save na hora que você parar de jogar. Eu vi o relato desse bug num fórum onde o bug aparecia no hardware original, mas consegui reproduzir ele no emulador. 
O segundo bug é com a opção load mesmo, na maioria das vezes que usamos ela para carregar um save o jogo trava. Felizmente não perdemos o save, mas acaba sendo mais fácil dar soft reset usando os botões RUN e SELECT ao mesmo tempo. 
Mancada é o fato do jogo não exibir nenhuma informação no slot de save. Todo jogo exibe alguma coisa para indicar que tem um save ali, esse jogo não. Até o primeiro jogo tinha esse cuidado. 

E é isso que temos no menu de campo. Melhoras em cima do primeiro jogo que era bem primitivo por assim dizer, mas uma sessão de decisões estranhas e bugs. Eu me pergunto se alguém revisou o jogo antes de mandar para a linha de produção. Mas acredite, até o final deste artigo você vai ver que o menu de campo é só uma parte do desastre. 

Tela padrão dos combates

Mas será que os combates são desastrosos também? Com certeza são, mas não é justo só falar isso. Temos que explicar melhor não é? Então vamos lá.
Os combates mudaram um pouco a fórmula em relação ao primeiro jogo, embora sejam por turnos como é padrão em RPGs antigos, mas aqui podemos dizer que eles são parecidos com os táticos na forma com que os turnos acontecem. Mas primeiro o layout. Temos uma janela no topo que mostra o nome dos inimigos que limita em até 4 inimigos nos atacando, o que faz com que sejam no máximo 4 VS 4. No meio temos a tela de ação e em baixo uma reprodução do menu de campo só que adaptado para os combates com as opções apropriadas, o que eu achei bem inteligente, tudo fica bem familiar. E por fim a janela com as mensagens de contexto aparece sobre o menu na parte de baixo mostrando o que está sendo feito no combate. 
De volta ao sistema de turnos, aqui quando um combate se inicia o jogo nos deixa escolher qual personagem nosso irá agir, escolhemos algo para ele fazer e ele executa a ação e com isso o turno dele se encerra e podemos escolher o próximo personagem e repetir o processo, quando todos os personagens que temos na party agirem o turno é dos inimigos e teremos que aguardar eles agirem para o turno voltar para nós. A única variação que temos é caso os inimigos começam com a vantagem no combate que aí só temos controle depois que todos eles fazem a ação. 
Já jogou algum RPG tático, ou estratégia como alguns chamam? Então, tipo Fire Emblem ou então Bahamut Lagoon, talvez você seja fã como eu e jogou os Super Robot Wars… é dessa forma que Cosmic Fantasy 2 faz o sistema de turnos, usamos todos os personagens disponíveis e entregamos a vez pro inimigo. Ah! Final Fantasy Tactics e Shining Force não servem de exemplo porque o sistema deles é diferente. 
Tem Bug ou Mancada? Sim: Não sei se deveria ver isso como um bug mas lembra do atributo velocidade? Então, ele é totalmente inútil nesse jogo. Afinal podemos atacar com quem quisermos na ordem que quisermos enquanto o turno for nosso. Mancada tem a de não indicar de alguma forma o personagem que já fez sua ação, poderiam escurecer a fonte ou então colocar um indicativo, podiam até mesmo impedir o cursor de ir para o nome do personagem que já executou uma ação, quem sabe até uma mensagem… 

Mas indiferente de como o combate funciona é com os comandos disponíveis que fazemos nossas ações certo? Então vamos seguindo com o texto conhecendo os comandos. 

Van levando porrada do monstro

ATTACK: A ação mais comum de um jogo de RPG em combate. Dar aquele ataque físico com a arma equipada. Eu não me lembro se o jogo oferece a opção de dano crítico… mas os personagens bem equipados nesse jogo causam um bom dano físico. 
Tem Bug ou Mancada? Sim: Bug mesmo não tem, mas tem algo que é e não é mancada ao mesmo tempo. Algumas armas possuem habilidades especiais que são usadas aleatoriamente. Podemos ver alguma delas sendo usada quando a animação de ataque muda. Essas habilidades funcionam mais ou menos como as magias no jogo anterior, causam um valor fixo de dano sempre. Isso não é ruim quando nossos personagens são fracos e causam pouco dano, mas quando estamos fortes e essa habilidade é ativada, ela causa menos dano do que com o nosso ataque físico padrão. Isso é horrível em chefes. 

MAGIC: Se o seu personagem tem alguma habilidade especial é aqui que você usa elas. Menu idêntico ao de campo não há muito o que dizer sobre. 
Tem Bug ou Mancada? Sim: Vamos lá… o primeiro bug não é nem incomum em RPGs, algumas magias não funcionam. Não no sentido de falhar ou ser ineficaz, no sentido de simplesmente não fazer nada nunca.
O segundo bug é com relação às mensagens contextuais. Em jogos de RPG que usam esse recurso é comum vermos o diálogo “Personagem usou a magia” e em seguida a mensagem “Inimigo recebeu xx pontos de dano”. Aqui isso está invertido, os “jenios” não se deram ao trabalho de revisar algo tão básico. Vamos ver a mensagem do dano ou da cura antes da mensagem dizendo quem usou a magia. E o mais engraçado é que algumas magias da Rim e de uns personagens menores não sofrem desse mal, elas têm as mensagens exibidas na ordem correta. 
Ah! Lembra das jóias que você pode equipar para reduzir danos das magias inimigas? Então, pode ignorar elas por completo. Sabe o porquê? Então, é porque os monstros do jogo não usam NENHUMA magia, nem mesmo os chefes, nem o chefe final!! Sem palavras… Kkkkkkkkkkkkk 

ITEM: Use os itens que seu personagem tem com ele para recuperar algum atributo ou então para causar danos nos inimigos. Uma boa dica é quando o jogo passar a ofertar os cristais passar a comprar eles no lugar de outros itens. Eles oferecem curas completas por preços bem atraentes. 
Tem Bug ou Mancada? Sim: E se os monstros não usam magia, os status negativos também não existem em Idea. Seria uma força divina que te protege do mal? Não, é só um jogo sem controle de qualidade ou revisão mesmo. Nem perca seu tempo comprando antídotos ou outras iguarias com finalidades similares. Não precisa… 

Assim como no menu de campo, em combate vamos usar a opção NEXT para circular entre os comandos disponíveis. 

Temos total liberdade pra escolher com quem agir

DEFEND: Simplesmente isso, se defender de um ataque inimigo e tomar menos dano. Num jogo que é basicamente ataques físicos para todo lado é uma função bem útil quando pegamos aquele personagem que fortalecemos, ele saiu da party mas voltou depois com a progressão anulada. Já que ele pode morrer com um ataque é bom poder deixá-lo protegido até recuperarmos o tempo perdido pegando uns níveis com ele. 
Tem Bug ou Mancada? Não: Alguma coisa tem que funcionar normalmente nesse jogo não é? 

ESCAPE: Se não quer lutar, a única alternativa é fugir da luta. A taxa de sucesso é bem alta até. Se comparado com o jogo anterior e até com outros RPGs eu diria que conseguimos fugir bem. 
Tem Bug ou Mancada? Não: Duas funções funcionando normal? Não acredito… Kkkkkkkkkkkkk 

CANCEL: Serve única e exclusivamente para voltar para a seleção de personagens sem executar nenhum comando. É exatamente o que o botão II faz. 
Tem Bug ou Mancada? Não: Se tivesse algo errado aqui era caso de não lançar o jogo. Se bem que eu não iria lançar sem revisar tudo o que já foi relatado aqui… 

Usando magia contra chefes... cadê o diálogo de contexto?

E é isso que podemos fazer em combate. Não é muito diferente do que tínhamos no jogo anterior, mas a quantidade de problemas é maior, o jogo parece dar um passo à frente e dois para trás em cada recurso. 
As regras para o término do combate são as mesmas de sempre, ganha quem sair vivo. Se os seus personagens caírem em combate o jogo faz como o anterior, te leva automaticamente ao último ponto salvo sem nenhuma cobrança ou penalidade. Só não rola diálogos como no jogo anterior. 
Se vencermos ganhamos EXP e gold mas não recebemos itens dos inimigos. Se o seu personagem sobe de LV ele tem o HP e MP recuperados. 
O desafio do jogo não é muito diferente do que o jogo anterior tinha, só digo que é um pouco pior por conta dos problemas que esse jogo tem, o fato dele resetar o progresso dos personagens que saem da party salvo o Van e a Rim prejudica muito o andamento do jogo. Ao menos juntar dinheiro ou subir LV não é tão penoso, os inimigos são muito generosos nesse ponto, os chefes batem forte mesmo só com danos físicos, mas para isso é que temos magias que aumentam nossa defesa por exemplo. 
Se é pra ter problemas com o desafio é mais no sentido de “para onde eu vou”. As dungeons do jogo são bem grandes e cheias de caminhos. Você ainda vai ter um encounter rate bem elevado para complicar um pouco mais. 
Tem Bug ou Mancada? Sim: Aqui não temos um bug, temos “o bug”, sério mesmo, não é exagero não, é algo que quebra o jogo e te impede de progredir. 

O LV máximo no jogo é 50 com qualquer personagem. Considerando o tempo que ficamos no controle do Van não é impossível atingir essa marca, já que como eu disse acima, os inimigos são generosos com a EXP dada ao final dos combates. O jogo é tão generoso que raramente paramos pra fazer grinding, não precisamos nem nos preocupar porque sempre podemos correr atrás do progresso perdido nos outros personagens enquanto avançamos, até iremos juntar uma boa grana navegando nas grandes dungeons. 

Pareceu bom não é? Só que… sabe o que o jogo faz quando um personagem sobe de LV, ele exibe um diálogo no campo após o combate, igual ao primeiro jogo inclusive. Só tem um problema, um problema bem grande, os “jenios” que programaram esse jogo deixaram um bug que, quando qualquer personagem atinge o LV 50 o jogo simplesmente trava antes de exibir o diálogo de LV up. Isso mesmo, o jogo trava ali e não se mexe quando você atinge o LV 50 com qualquer personagem.
Sabe como eu descobri isso? Jogando… estava na última dungeon do jogo, no castelo do Galam, aí o Van que estava próximo do LV 50 fez o jogo congelar. Dei reset e voltei do último save achando que era um problema aleatório, aconteceu de novo. Fui pesquisar na web (perguntar para um grupo de japoneses que jogaram o jogo) e eles confirmaram o bug até no hardware original. 
Na moral, minha vontade era de largar tudo, mas ainda tinha uma alternativa meio “desonesta”. Para evitar que o Van subisse de LV eu usei um cheat no emulador que desativou os encontros aleatórios, aí fui direto pro Galam… parecia um bom plano, mas… o que o jogo faz? Ele dá EXP depois de derrotar o último chefe, aí o jogo trava antes de exibir o final… sem comentários… mas sabe como eu fiz para ver o final do jogo? Final muito bom a propósito. Zerei o jogo pelo YouTube kkkkkkkkkkkkkkkkkk, fui ver o final no YouTube porque a vontade de quebrar um disco desse jogo se eu tivesse um era grande. 

LV44... falta pouco pra o jogo se estragar...

Enfim, melhor parar com a jogabilidade porque o nível iria baixar e eu iria ter que xingar os nomes que eu vi nos créditos. Mas sinceramente, a jogabilidade de Cosmic Fantasy 2 é facilmente a pior parte do jogo, eu poderia até relevar se ao menos eu pudesse terminar o jogo, o que eu não pude de forma natural. Não dá pra entender como foi possível terem lançado um jogo com tanta coisa torta como esse foi. O primeiro jogo era primitivo em vários pontos e tinha funções incompletas ou mal implementadas, mas ao menos o jogo chegava ao final sem problemas. Esse jogo quebrou um pilar muito importante de um bom jogo, ele estragou a jogabilidade, o ponto mais importante para um bom jogo. 

ESTÁ MAIS BONITO AO MENOS? 

Seguindo com o review, temos que falar sobre os gráficos e temos de ser honestos. O jogo está sim muito mais bonito. Neste praticamente um ano de desenvolvimento eles entregaram uma melhora gráfica imensa em relação ao primeiro Cosmic Fantasy. Praticamente todos os problemas que o jogo anterior tinha com o visual aqui foram consertados, só rola uns problemas com sobreposição de sprites e as janelas de texto mas é mínimo. 

Só de ver a primeira cidade do jogo já se nota que o jogo está mais bonito

O campo do jogo foi uma verdadeira revolução, o mapa está muito mais bonito, com mais detalhes e proporções mais agradáveis. Também ficou mais colorido. 
Os personagens e NPCs estão melhores e bem detalhados, agora todo mundo anda livremente e não rola aquelas sobreposições estranhas entre os membros da party. Não temos uma grande variedade de NPCs mas os que têm estão bons o suficiente e nossos personagens são bem fáceis de reconhecer. 
As cidades melhoraram bem, na parte externa temos até mais de um visual, cidades menores são diferentes na arquitetura com relação às grandes cidades. Dentro das casas melhoramos muito também, temos mobília, proporções melhores e o jogo exibe um pouco de exterior além das paredes o que deixa o visual mais agradável. As lojas e os hotéis ainda estão sem um interior assim como no jogo anterior, assim que tocamos nas portas o menu de cada um se abre. 
Castelos, templos, dungeons e afins também são mais bonitos do que no jogo anterior mas eu acho que usaram marrom e cinza demais e tudo acaba ficando meio apagado, porém o nível de detalhes no geral é bom, até as partes tecnológicas estão mais bonitas nesse jogo. 

Tela padrão nos combates

Nos combates temos muitos sprites de inimigos que voltaram do jogo anterior porém com cores e detalhes um pouco melhores. Também temos vários inimigos novos, só que todos continuam estáticos.
Animações de ataque, magias e afins finalmente se fazem presentes, não são muitos detalhes mas temos boas animações no geral, fazia falta no jogo anterior. 
O maior downgrade dos combates foi a remoção do cenário de fundo. O jogo simplesmente nos joga num combate com o local do campo em que estamos como fundo. Não é algo que só ele fez um bom exemplo de jogo que faz isso é o primeiro Estpolis, ou Lufia se preferir… não digo que seja algo ruim mas eu preferia ver alguns fundos. 


Contra os chefes tem esse quadrado ridículo na tela

Contra os chefes não têm mudanças de layout como fizeram no jogo anterior, os chefes seguem a regra dos inimigos comuns de ter sprites até grandes e com boa quantidade de detalhes, porém eles se mexem, não tanto, mas tem sim animações. 
Só tem um problema com os chefes, ou melhor com o cenário. Ao invés de manter o padrão e usar o campo como fundo, eles colocaram uma caixa de texto enorme com o fundo preto e nela que vemos os chefes. Bem provável que isso tenha sido feito porque os chefes são na verdade cenário de fundo e não sprites no primeiro plano. Mas esse quadradão ficou horrível, era melhor ter feito o fundo todo ficar preto sem bordas do que ter feito dessa forma. 

As cenas animadas são bem detalhadas

No que toca às cenas animadas o jogo também fez muito progresso, já começa que as cenas são mais animadas, embora o jogo tenha um pouco menos do que no jogo anterior. Mas a arte também está melhor do que no jogo anterior. Uma pena que eu não pude ver o final jogando o jogo… 
Os retratos que seguem sendo bem feitos também agora ao menos coincidem com os NPCs, até os itens e equipamentos que compramos tem um retrato exibido quando vemos as explicações inúteis nas lojas ou achamos um item durante o jogo. Até as cenas estáticas ainda são bem feitas e obviamente que o jogo não abandonou o fanservice… não poderia não é? Kkkkkkkkkk 

Esquece a Larla de vez Van... kkkkkkk

A parte visual do jogo foi só evolução, apesar de algumas decisões porcas como o “quadradão dos chefes” ser bem tosca, no geral o jogo está bem bonito, e olha que estamos falando de um jogo de 1991, muitos RPGs do SNES não tinham um visual tão bom assim. Uma piada que eu faço com o jogo é que aumentaram a equipe responsável pelos gráficos e reduziram os que cuidavam da jogabilidade, por isso o jogo está mais bonito mas cheio de mancadas e bugs. 

E NÓS USAMOS O CD DESSA VEZ 

A parte sonora também fez progresso, o jogo praticamente jogou o som PSG na lata do lixo em favor do som digital. A trilha sonora inteira é composta por faixas em formato digital e temos músicas muito boas, a abertura segue cantada para manter o padrão do jogo anterior. 

Dessa vez não é só aqui que tem música boa

Quer ouvir a trilha sonora do jogo? Clica AQUI para estudar a trilha retirada direto do jogo. 

Tem Bug ou Mancada? Sim: Não esperava colocar isso numa sessão que não fosse a da jogabilidade mas, aqui é necessário. O jogo foi lançado em 1991 porém ele ainda fazia uso do padrão CD-ROM² que era mais lento e ocasionava tempos de carregamento maiores. Porém esse jogo não sofre muito com isso em relação ao primeiro jogo. O único impacto que o jogo teve foi com as músicas. O que acontece é o seguinte, cada vez que o jogo precisa exibir um retrato de personagens ou itens, seja em diálogos, em telas de status ou o que for, ele para a música e ela recomeça após o retrato ser exibido, mas não é uma pausa, a música reinicia. Isso não é tão problemático durante o gameplay, mas é ridículo de ouvir em um diálogo extenso com personagens que exibem um retrato por exemplo. 

Os efeitos sonoros estão presentes dessa vez. O que faltava no jogo anterior aqui se faz bem presente. Não há muito o que falar sobre eles. Algumas magias ainda não tem efeitos sonoros mas ao menos houve algum esforço em colocar o que faltava no jogo anterior. 

Se não tiver aquele fanservice maroto não é Cosmic Fantrasy

O último elemento da parte sonora é obviamente as vozes. Diálogos falados estão presentes aqui, assim como no jogo anterior, e obviamente nas cenas animadas. Apesar de que esse jogo parece ter menos uso de vozes do que o anterior… 

Em todo o caso colocaram um bom elenco entre os personagens, afinal jogo antigo quase sempre conta com nomes já consagrados. 

  • Van tem a voz feita pelo Toshihiko Seki, já citamos ele por aqui, ele fez a voz do Atrushan de Emerald Dragon (PC Engine e SNES) também é dele a voz do Loni de Tales of Destiny 2 do PS2, do Warrior of Light nos jogos da série Dissidia Final Fantasy, além claro de uma longa carreira em animes.
  • Rim ganhou voz graças a já falecida Hiromi Tsuru, a voz original da Bulma de Dragon Ball. Não precisa dizer muito mais sobre ela não é. 
  • Pick o gatinho tem a voz feita pela Seiko Nakano, a mesma que deu voz ao Nyan no jogo anterior. E aqui também… 
  • Annie tem a voz feita pela Yumi Takada que fez a voz da Saya e do Monmo no jogo anterior. Relembrando, é a voz original da Aeka em Tenchi Muyo. 
  • A Larla ganhou pela Yuko Minaguchi, ela dá voz para a Videl e para a Pan nas animações e jogos baseados em Dragon Ball, também podemos ouvir ela como a Farah em Tales of Eternia do Playstation. Mas minha personagem favorita dela segue sendo a Yawara do anime de mesmo nome. 
Além desses nomes temos nomes como Hirotaka Suzuoki, Minami Takayama, Tessho Genda entre outros dando vozes para outros personagens e NPCs no jogo. 

Em relação à qualidade das vozes não há o que reclamar, no primeiro jogo já era bom também. Ao menos nessa parte o jogo é até melhor que alguns jogos mais novos que eu joguei em consoles mais novos inclusive. 
Na parte sonora como um todo o jogo se sai tão bem quanto na parte gráfica, tem ali um ou outro problema mas é algo bobo, chega até a ser um desperdício para um jogo bugado que não te deixa terminar… 

WORKING DESIGNS 

Eu já tinha mencionado lá em cima que o jogo foi localizado ainda no PC Engine, ou melhor dizendo, no Turbografx 16. Temos que respeitar o esforço da Working Designs em trazer RPGs para o ocidente quando o apelo pelo gênero era bem menor, mas isso não significa que eu goste do trabalho deles, já tive contato com umas paradas horríveis… ainda bem que eu aprendi japonês kkkkkkkkkkkkkkkkkk 

Enfim, o que importa aqui é falar um pouco sobre algumas mudanças que foram feitas no jogo quando ele chegou ao ocidente. 

Capa da versão ocidental com aquela arte 
de padrão questionável...

O nome do jogo ficou somente Cosmic Fantasy 2 sem o subtítulo Bouken Shounen Van que até poderia ser traduzido como Adventure Boy Van mas não tem problema. 

Larla virou Laura...

Alguns nomes foram trocados ou adaptados, a Larla teve o nome alterado para Laura… eu estava chamando ela de Lara até ver a imagem abaixo. Mas a pior mudança nos nomes foi com a Rim, batizaram ela como Babbette… véi, que desgraça de nome sem noção é esse? Kkkkkkkkkk 

Não pode mostrar o dedo pro inimigo... é falta de educação kkkk

Além de remover ou alterar alguns textos em japonês que aparecem nas cenas rolou uma censura aqui e ali para remover gestos obscenos por exemplo. 

Textos em japónês não pode também

Fizeram um balanceamento na dificuldade do jogo, ele não ficou necessariamente mais fácil, porém alguns itens ficaram mais baratos e o custo de algumas magias em MP foi reduzido. Também parece que ajustaram alguns dos problemas que eu mencionei no texto com relação à jogabilidade, porém não encontrei relatos que comprovem tal feito. Ao menos acredito que o bug do LV 50 não está no jogo localizado, senão haveriam relatos online. 

RECEPÇÃO E LEGADO 

Apesar dos problemas, o jogo foi tão bem recebido quanto o anterior. Talvez esse seja o título mais vendido da franquia no PC Engine, já que ele foi localizado o que aumenta o potencial de vendas. Eu já disse no artigo sobre o primeiro Cosmic Fantasy que temos aqui uma franquia e que temos mais 3 jogos lançados depois deste segundo. 

Será que vai travar no LV50 igual a original?

Assim como também disse no texto lá, esse jogo recebeu um remake em 1992 junto do primeiro Cosmic Fantasy no Mega/SEGA CD batizado de Cosmic Fantasy Stories. Muitos dos assets gráficos desse remake são baseados nesse segundo jogo do PC Engine. 

Arte exibida na eshop do Switch no ocidente

Também dito lá mas relembramos aqui, o jogo foi relançado em 2022 junto do primeiro no Nintendo Switch com o nome de Cosmic Fantasy Collection. Porém aqui temos um diferencial, ele não faz uso da localização da Working Designs, o jogo não tem dublagem e nem mesmo usa os nomes trocados da localização original… me pergunto se os bugs da versão japonesa original estão aqui… 

No artigo anterior eu não falei sobre preços e como adquirir uma cópia do jogo original para quem coleciona e aqui também não o farei, peguei tanto ranço desse Cosmic Fantasy que eu jamais iria atrás de ter uma cópia dele kkkkkkkkkkkkkkkkkk 

Página do jogo no RA

Como tem versão em inglês, o jogo tem aquele set de troféus para quem gosta do desafio extra do Retro Achievements. Analisando o set aqui é basicamente jogar o jogo do começo ao fim e dar uma explorada boa para abrir os baús jogo afora. 

Se quer ver o set clica AQUI 

E se você não conhece o Retro Achievements, é só assistir o vídeo clicando AQUI

CONTEÚDO ESCONDIDO E CURIOSIDADES? 

Existe uma porção de mensagens dos desenvolvedores escondida no código do jogo. Ao invés de revisar o jogo pra não deixar bugs que impedem o jogador de finalizar ele, perdem tempo colocando mensagem kkkkkkkkkkkkkkkkkk 

Mensagem deixada por um dev dentro do código do jogo

Colocaram também uns textos nos mapas, provavelmente para ajudar a identificar eles no desenvolvimento. Não é algo incomum de se fazer, eu mesmo fazia algo do tipo no RPG Maker… 

Rim não gostou da dica do Nyan

Terminando o jogo é só largar ele parado, vai ter o Nyan mandando outra mensagem ensinando a acessar o DEBUG MODE, pra você ver a cena do banho da Rim… Kkkkkkkkkkkkk 
Para acessar o DEBUG segure para cima no direcional junto dos botões I, II e SELECT na tela de boot do PC Engine CD-ROM² e aperte e segure o botão RUN até a tela aparecer. Você poderá ver os filminhos, ouvir as músicas e outros sons e explorar outros conteúdos. 

Estátua do Mazinger Z

Material curioso eu não achei muito não, ou eu sou burro e não pego as referências ou não tem muito não, mas em uma cidade do jogo eu encontrei uma estátua do robô Mazinger Z do anime de mesmo nome em uma fonte. Até pensei que o Kazuhiro Ochi tinha trabalhado no anime mas não é o caso aqui… e foi só isso que eu achei nesse jogo. 

ESTÁ NA HORA DE CONCLUIR ISSO 

Cosmic Fantasy 2 tentou entregar algo melhor que o seu antecessor e podemos afirmar que de fato o fizeram, apesar dos problemas o jogo melhorou praticamente todos os aspectos possíveis em relação ao anterior. Temos uma história e elenco mais interessante, muitas mecânicas novas, gráficos e sons muito melhores. Porém não tem como passar pano pro jogo com tantos problemas na jogabilidade, tudo bem que ele não seria um RPG fantástico mesmo sem os problemas mas não tem como ignorar um jogo que trava por você fazer algo normal. 

A turma toda reunida pra dar tchau... pena que eles voltam...

Eu peguei ódio de Cosmic Fantasy 2 e não recomendo ninguém jogar ele, foi uma das piores experiências que eu tive com RPGs, não poder ver o final do jogo foi broxante. Coloco o jogo como um dos piores RPGs que eu já joguei, se o primeiro era o princípio de um desastre, é porque esse jogo é o desastre em si. 

Mesmo assim sigo na franquia, vai demorar um pouco mas vamos ter textos dos outros Cosmic Fantasy que faltam. Só não teremos Cosmic Fantasy 3 logo na sequência porque irei fazer um pequeno desvio com outro RPG do PC Engine, um da mesma Telenet Japan que prova o quanto a equipe de Cosmic Fantasy é incompetente. Até porque eu preciso descansar dessa franquia aí… chega um pouco de fantasias cósmicas kkkkkkkkkkkkkkkkkk 

Enfim, eu encerro mais um texto e fico no aguardo do seu feedback. Pode até questionar porque eu jogo essas merdas kkkkkkkkkkkkkkkkkk enfim, até a próxima. 

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