Ads 468x60px

Link list 2

30 de janeiro de 2026

0

Cosmic Fantasy - O Início de um Desastre?


Depois de anos eu decidi me aprofundar nos RPGs do PC Engine que não são Tengai Makyou. A franquia da Hudson foi de fato a responsável por me apresentar ao console, mas eu nunca corri atrás de jogar outros RPGs do console. 

Com exceção dos Tengai Makyou, o único que eu joguei até o final foi Emerald Dragon, mas isso tem mudado, e esse é o primeiro texto de uma série sobre uma franquia que me surpreendeu… de que forma foi a surpresa? Aí você vai ter que ir acompanhando. Clica ai em CONTINUE LENDO e bora.


CONTEXTO 

Eu já expliquei um pouco sobre o PC Engine lá no primeiro texto sobre Tengai Makyou, mas não custa dar uma relembrada aqui pra ajudar quem ainda não leu o texto lá (vai ler, eu sei que você gosta de leitura). 
O PC Engine, conhecido no ocidente como Turbografx 16, é um console da quarta geração que foi lançado em 1987 e foi fruto de uma parceria entre a Hudson Soft e a NEC. O objetivo era brigar com o Famicom pelas vendas, mas ele acabou tendo que disputar com o Super Famicom e com o Mega Drive. 
No Japão ele foi um sucesso de vendas mesmo não batendo os 16 bits da Nintendo ele conseguiu o segundo lugar, fazendo o Mega Drive comer poeira. Provavelmente por conta do seu adaptador de CD-ROM, o PC Engine foi o primeiro console de videogame da história a usar o CD-ROM como mídia. Já no ocidente ele foi um fracasso, não chegou nem perto da Nintendo e da SEGA na disputa. 


PC Engine com seu adaptador de CD

Deu pra entender né? CD-ROM, mais espaço, musiquinha, filminho… jogos poderiam ir muito além. Imagina as possibilidades… 

TELENET JAPAN

Você pode ter lido esse nome em algum lugar jogando por aí… os caras estavam em todo canto no final dos anos 80 e início dos anos 90. Começaram nos PCs japoneses produzindo jogos diversos. Mas era óbvio que iriam chegar nos consoles onde havia muito dinheiro à ser ganho. 
Com o advento do CD-ROM² no PC Engine eles decidiram apostar lá também. O primeiro jogo que lançaram foi Valis II que obteve um excelente resultado comercial. 

Capa do jogo

Mas alguém lá estava de olho nos RPGs, a popularidade do gênero já era grande nos computadores, a própria Telenet já tinha jogos bem recebidos na plataforma, mas depois de Dragon Quest, RPGs em consoles se mostrou um negócio muito interessante. 
O que a Telenet fez então? Juntou um time de funcionários que já tinha alguma experiência com o gênero, colocou um cara que tinha histórico respeitado na produção de animes e usou a Laser Soft, o estúdio que eles fundaram para trabalhar exclusivamente com jogos em CD-ROM no PC Engine. 
Soa familiar? Parece um pouco com o que a Hudson Soft fez com Tengai Makyou Ziria e o surgimento da Red Company… mas não para por aí, tem mais semelhanças… o jogo que saiu dessa ideia é o tema deste artigo, Cosmic Fantasy Bouken Shounen Yuu, que foi lançado com exclusividade no mercado japonês em 30 de março de 1990. Sabe qual era a proposta do jogo? Oferecer uma experiência próxima de um anime fazendo uso do formato CD-ROM para entregar conteúdo mais rico durante o jogo… não há dúvidas que a franquia que inaugurou os RPGs em CD-ROM nos consoles foi inspiração. Mas será que os resultados são os mesmos? Vamos em frente para conferirmos… 

AO INFINITO E ALÉM? 

Só pelo nome Cosmic Fantasy já dá pra entender que o jogo mexe com temática espacial né? O ponto positivo de se colocar gente envolvida com animes para se fazer jogos é termos uma boa construção de universo, o que Cosmic Fantasy tem.
A história se passa em um futuro onde a humanidade passou a explorar o espaço e encontrou vida inteligente. Os planetas pacíficos então se uniram para criar uma Aliança Galáctica, uma organização que mira a cooperação no desenvolvimento das civilizações do universo. Existem uma série de regras entre os membros da Aliança e não é qualquer planeta que entra. 
Mas é claro que se existem pessoas lutando em prol da paz e da prosperidade, temos que ter alguém contra isso. Aqui no universo do jogo são os piratas espaciais, que causam o terror pelo universo. 
Para conter a ameaça, uma organização independente foi criada, a Cosmic Security Corporation ou CSC, que atua na segurança do universo não só combatendo os piratas espaciais, mas também em missões diversas como resgates, resolução de conflitos e etc. Por conta da constante ação contra a pirataria, os membros da organização são chamados de Cosmic Hunters. 

Yuu e Monmo patrulhando o espaço

E é nesse contexto que encontramos o nosso protagonista Yuu. Um garoto de 14 anos que já é um membro ativo e respeitado dentro da CSC. Filho de dois grandes membros da mesma organização que desapareceram, ele viaja pelo universo em sua nave Algernon, acompanhado do computador de bordo da nave Mother e do robô em formato de esquilo voador Monmo. Juntos eles não só fazem o trabalho de Cosmic Hunters mas também buscam por pistas do paradeiro dos pais do Yuu. 
Em uma missão de caça aos piratas espaciais Yuu está sobrevoando o planeta Norg quando sua nave é atingida por asteroides e ele é forçado a fazer um pouso forçado no planeta. Enquanto sua nave é auto reparada ele vai procurar por informações sobre os piratas espaciais. 
O que o garoto não imaginava é que ele acabaria se envolvendo em algo maior. Uma poderosa feiticeira chamada Morgan havia tentando conquistar o planeta Norg no passado, mas foi selada por um herói chamado Tytanus. Agora no presente o selo parece ter sido desfeito e os habitantes do planeta pedem ajuda ao Yuu por ele ser membro da CSC. 

Um pouso forçado em Norg

Os caras criaram uma mistura de anime de ópera espacial com a fórmula bem cliché de RPG. Não ficou ruim, definitivamente a lore de Cosmic Fantasy é um dos seus pontos mais positivos. Durante os anos 80, a quantidade de animes e mangás que tiravam proveito da temática espacial, se passando em outros mundos e cheios de robôs e coisas do tipo era grande, então misturar isso com a fórmula de RPGs foi sim uma boa decisão. Não é a ideia mais original, até porque Phantasy Star no Master System já tinha saído em 1987, mas ainda era um tema muito menos explorado nos jogos de RPG. 

Podemso dizer que esse é basicamente o elenco principal do jogo

O elenco do jogo é ridiculamente curto. Sabe quantos personagens jogáveis temos no jogo todo? 2, apenas 2. O mais comum era ter 3 ou 4 membros na party. Em alguns casos tínhamos de criar todos os personagens ali na hora de começar o jogo. É bem peculiar ver um RPG usar tão pouca gente jogável. Então, vamos conhecer um pouco do grande elenco? 

Yuu: Nosso protagonista aqui, um garoto de 14 anos com talento de sobra como membro da CSC. Em suas missões ele está sempre em busca de pistas sobre o paradeiro dos seus pais. É o típico herói com forte senso de justiça, um pouco de inocência também… 
Yuu é dotado de poderes psíquicos, porém ele ainda não tem um controle efetivo sobre eles, em grande parte do tempo esses poderes ficam dormentes e despertam em momentos específicos na história. Geralmente quando ele fica bravo com algo de errado que está acontecendo… não ouse matar o Kuririn na frente dele... kkkkkkkkkkk
Visualmente podemos dizer que o Yuu é o típico patrulheiro espacial, não fosse por um único fator, o bendito capacete com temática inspirada no Monmo… sério, pra que isso garoto? Kkkkkkkkkk 
No aspecto gameplay Yuu é um equivalente ao herói do primeiro Dragon Quest, vai usar as armas mais fortes, as armaduras mais resistentes e vai bater com força nos inimigos. Seu diferencial aqui vai entrar na hora que ele pode usar seus poderes psíquicos. Alguns deles são verdadeiras vantagens de gameplay à nível de roubalheira. O escudo que anula ataques inimigos é surreal… Kkkkkkkkkkkkk 

Saya: A nossa companhia durante a jornada, Saya é descendente do herói Tytanus que salvou o planeta Norg no passado. Saya tem 16 anos se não me engano, estou sem o manual do jogo então algumas informações são difíceis de conseguir. Mas em frente… 
Saya é uma usuária de magia proficiente. Domina os mais diversos tipos de magia espacial (acho que nem chamavam assim nesse jogo ainda kkkkkkkk). O que faz dela o suporte perfeito para o Yuu nos combates. 
Não tem nem como esconder, se o Yuu é o guerreiro básico, a Saya é o personagem de suporte que auxilia com magias. É um padrão bem comum de RPGs. Eu gosto do visual dela, não é nada espetacular, mas ao menos ela não usa um capacete tosco kkkkkkkkkkkkkkkkkk 

Nyan o gato mercenário maldito

Apesar desse pequeno elenco jogável, o jogo tem uma boa quantidade de personagens que se juntam à nós durante o jogo, mas não lutam, mesmo alguns sendo amplamente capazes. Além claro do Monmo que nos acompanha desde o início do jogo, temos um personagem que tem um papel bastante importante. O gato Nyan, que não é bem um gato mas sim um habitante do planeta Sham. Ele se autoproclama o maior comerciante do universo e está sempre em volta do Yuu porque segundo ele, dá para fazer negócios. O bicho é um mercenário safado, mas de fato ele vende itens únicos quando nos encontramos com ele.

E é isso. Uma história interessante e um elenco bem curto pra se jogar. Cosmic Fantasy veio bem enxuto nesse ponto, mas ainda entrega umas coisas legais no gameplay. Então vamos adiante… 

JOGABILIDADE NO MÍNIMO PECULIAR 

Os controles aqui são padrão PC Engine, tentando aproveitar o máximo de botões possível. Mas não deveriam ter feito do jeito que fizeram. Imitando a parte ruim de Dragon Quest que é não ter um botão de ação. Vamos ver o que temos aqui então. 

Yuu usa seus poderes pra adivinhar os controles...
Melhor ler o manual garoto...

  • Direcionais servem para movimentar o personagem e navegar pelos menus. 
  • O botão I abre o menu de campo e confirma suas escolhas tanto nos menus quanto nos combates. 
  • O botão II faz o serviço de cancelar as coisas, mas poderia facilmente ser o botão de abrir o menu de campo… 
  • O botão RUN você só vai usar na tela de título, pra começar o jogo e talvez pra pular algumas cenas durante o jogo. 
  • O botão SELECT tem mais função aqui, ele abre um segundo menu de campo com algumas opções a mais que poderiam até estar no menu padrão… enfim, escolhas questionáveis… 


OBS: “Teje” avisado. Controles de 6 botões aqui não entram. Se vai usar um, não esqueça de ajustar o modo para ele funcionar como o padrão do PC Engine de 2 botões. 

Controles padrão de qualidade Dragon Quest com extras eu diria, até porque não tem como não ver Dragon Quest como uma das inspirações do jogo, mas não é tudo cópia pura não, tem coisas que, se não vieram de outros jogos da Telenet Japan lançados antes, são ideias dos produtores do jogo. Inclusive o jogo é bem cheio de ideias diferentes, porém, com uma execução não tão boa em algumas delas. Só que melhor do que eu só dizer isso, seria eu seguir adiante com o texto pra você entender melhor não é? 

O básico do básico do básico de um RPG você encontra aqui

Aquela fórmula básica de RPG japonês, que foi popularizada com Dragon Quest em 1986, está toda aqui, o jogo só é um pouco mais gentil em alguns pontos, como o fato de dormir já curar status negativos e não precisarmos ser extorquidos pelas igrejas, que nem existem aqui. 
O fato de termos um herói declarado pela profissão, como é o caso do Yuu, nos faz estar sempre aceitando uma tarefa para avançar o jogo. Sempre que chegamos em uma nova vila ou cidade, alguém está com problemas, em vários casos relacionados com a volta da bruxa Morgan, aí aceitamos a missão de ajudar os locais e vamos resolver o problema deles, para só assim eles nos ajudar à avançar. 

Em todo lugar tem alguém precisando de ajuda nesse jogo

PECULIARIDADE: Não é incomum em RPGs recebermos EXP e gold ou outras recompensas por concluir uma quest. Tengai Makyou Ziria mesmo, para várias ações que fazíamos fora dos combates, recebíamos EXP. 
Mas Cosmic Fantasy é diferente, o simples fato de aceitar uma missão respondendo com o “Sim” ali no diálogo já nos dá a recompensa em EXP (e gold em alguns casos) sem nem ao menos termos terminado. Tanto é que ao resolvermos o problema não ganhamos mais nada. O contrário do que estamos acostumados… vai ver é costume do planeta Norg fazer pagamento adiantado kkkkkkkkkkkkkkkkkk 

Mas para conhecer melhor o jogo, conhecer o menu de campo se faz necessário. Afinal muitas mecânicas podem ser compreendidas explorando ele. E na falta de um menu o jogo colocou dois. O mais comum é o menu que temos acesso ao apertar o botão I, ele é a principal forma de interagir com praticamente tudo no jogo. 

Apertando o botão I então vamos ter:

O menu de campo em toda a sua glória

TALK: A opção para conversar com os NPCs está no menu, da mesma forma que Dragon Quest fez por anos mesmo quando nem era necessário. Se tiver alguém pra bater um papo, é nessa opção que você vai fazer.
MAGIC: Aqui podemos usar algumas magias que tem funcionalidade no campo e dá pra ver as magias que aprendemos ao longo da jornada. Só tem um detalhe, o jogo fornece ZERO explicações das magias que você tem, então vai ter que usar o manual, ou pegar um guia na web. 
Com o Yuu é até fácil saber o que as magias fazem, já que os nomes são mais simples de entender. Exemplos como Psychic Bomb ou Ice Wave falam por si. Mas quando mudamos para a Saya as magias passam a ter nomes próprios, que nem sempre deixam claro a função de cada uma. Ah! Vale mencionar que ganhamos novas habilidades ao subir de LV e o Yuu só vai poder usar as dele quando seus poderes estiverem ativos, então não estranhe ele estar com 0 pontos de MP na maior parte do tempo. 

Saya usando magia no Yuu porque ele viu coisas... kkkkk

PECULIARIDADE: O jogo possui um sistema de evolução para as magias muito bom. Para exemplificar melhor vamos pegar a magia de cura básica da Saya, a Rana, num primeiro momento vemos Rana 1 no menu, ela cura aproximadamente 40 pontos de HP e custa 4 pontos de MP para ser usada. Depois de um tempo subindo LV no jogo a magia vira Rana 2, recuperando uns 80 pontos de HP mas custando os mesmos 4 pontos de MP. Praticamente todas as magias do jogo funcionam nesse sistema, evoluem e não gastam mais MP do que as versões iniciais. O lado bom é que temos um catálogo bem enxuto e com custo baixo para o uso, o que ajuda muito a progredir no jogo sem viver só de apertar I para atacar. 
Outro detalhe é sobre os efeitos, todas as magias que causam danos ou curam HP tem números fixos. A magia que diz causar 20 de dano vai causar sempre 20… nunca 19, nem 21, é 20 sempre. As magias que modificam atributos também duram sempre 3 ou 5 turnos nunca fora desse número. O jogo não oferece variáveis para magias. 

ITEM: O jogo usa o formato Dragon Quest onde cada personagem carrega uma quantidade de itens consigo. Mas ao contrário dos jogos da Enix, aqui os equipamentos não ocupam espaços. A variedade de itens disponíveis no jogo é bem pequena, temos o básico para curar os personagens e alguns itens de quest que são usados em sua maioria automaticamente. 
Infelizmente não temos descrições dos itens também, mas ao contrário das magias, é possível saber a funcionalidade dos itens vendidos já que podemos pedir explicações aos lojistas. 
O gerenciamento de itens no jogo é péssimo. Não há nenhuma forma de trocar itens entre os personagens, só podemos usar ou descartar um item. É bom pensar bem em quem carrega o que para facilitar o uso nos combates. 
SEARCH: A opção usada para revistar elementos no campo ou abrir baús. Sem mais nem menos, é só isso mesmo. 

Equipando um personagem... 
Parece até um diálogo normal do jogo...


EQUIP: Aqui é onde você equipa o seu personagem com as armas e armaduras que você comprou ou achou pelo caminho. Podemos equipar apenas 3 itens nos personagens, uma arma, uma armadura e uma proteção para os braços. 
Os personagens só podem carregar equipamentos compatíveis com eles, tanto que na hora de comprar o lojista avisa caso o equipamento não seja compatível com o personagem. 
Não é possível ver o aumento de atributos durante o ato de equipar algo, felizmente os lojistas nos dizem o quanto de um atributo é modificado quando pedimos explicações sobre o equipamento que estamos comprando. 

OBS: O jogo não oferece qualquer tipo de sistema de depósito. Então, se não quer algo é bom vender porque não vai valer tanto a pena guardar pra depois. Isso vale tanto para os itens quanto para os equipamentos. 

Usando o Monmo pra única coisa que ele faz e faz muito bem

MONMO: A última opção do menu do botão I carrega o nome do robô que acompanha o Yuu. Aqui temos uma das melhores coisas que o jogo tem. Se estiver no mapa e precisar voltar correndo para uma cidade visitada antes para recuperar HP ou comprar mais itens de cura, é só usar essa opção sem custo algum. 
Só temos duas limitações aqui, se estivermos dentro de uma dungeon ou numa área muito isolada do mapa, como uma ilha, a opção não vai funcionar. 

Terminamos um menu… falta o outro. Agora apertamos SELECT e abriu outro menu, tem até a foto do Yuu nele… o que dá pra fazer é:

Segundo menu de campo que é acessado ao apertar SELECT

STATUS: Para verificar os status dos seus dois personagens, aqui você vê os atributos, HP e MP, LV e etc… tem como verificar o quanto temos de EXP acumulada bem como o quanto falta para subir de LV. Também podemos consultar a quantidade de gold que temos, embora não seja realmente necessário ver isso sem ser durante as visitas nas lojas. 
Aproveitando que estamos falando sobre LV, aqui o LV máximo de cada personagem é diferente. Yuu chega ao LV 50 enquanto a Saya para no LV 35. 
SYSTEM: Aqui temos basicamente uma opção, a de permitir ou não pular diálogos e cenas faladas pressionando botões. Algo que muito jogo não tem, mas que apesar de ser a única opção, é muito útil… imagina o seguinte, você tomou um game over num chefe cretino… vai ter que ir até ele de novo, pular a conversa pra ir direto pra luta é bom. 
CHAT: Apesar ambas terem o mesmo nome de conversar em japonês, aqui a ideia seria bater papo com os personagens que estão na party. Não só o Yuu e a Saya, mas também o Monmo e até outros personagens que nos acompanham mesmo não lutando. 
Só que a ideia que talvez fosse algo no estilo de Emerald Dragon, onde os personagens conversam entre si para descontrair ou nos dar dicas de progressão, aqui os personagens repetem uma ou duas frases padronizadas que em nada contribuem de fato para ajudar no jogo… provavelmente não implementaram direito ou faltou tempo pra isso… 
MAP: Exibe um mapa do local que você está, só que… não exibe a sua localização nem mesmo onde temos vilarejos e dungeons. Não tem nada além do terreno sendo exibido. Facilmente um dos piores mapas, se não o pior mapa, que eu já vi em um RPG. Felizmente não temos dungeons muito complexas no jogo, porque se tivéssemos de depender de um mapa, que não temos para esses locais é claro, seria um problema muito grande.
LOAD: A última opção do menu é para carregar um jogo previamente salvo. Fez cagada durante o gameplay? Não precisa apertar reset, é só usar essa opção. 

Mapa do Planeta Norg... tenta advinhar onde você está

E esses são os menus de campo do jogo. Tirando as funções totalmente inúteis como a de conversar entre os personagens e o mapa, as funções de conversar com NPCs e revistar objetos, poderiam estar num botão de ação. Os menus de campo poderiam ser bem melhores, e o tempo gasto com funções inúteis poderiam ter sido usado para melhorar opções comuns e úteis como gerenciamento de itens. Apesar de tudo isso eu ainda digo que não é a pior experiência em menus que eu tive. Já peguei cada coisa faria esse jogo parecer um jogo ultra moderno cheio dos tutoriais kkkkkkkkkkkkkkkkkk 

Tela de combate do jogo

Nos combates o jogo é bem mais pé no chão. Não tem nada tão fora da curva se comparado aos menus. Os combates são no bom e velho padrão de turnos no melhor estilo Dragon Quest. Você escolhe as ações que seus personagens vão tomar e o turno se desenrola, cada personagem e inimigo vai executar sua ação em ordem definida pelo atributo velocidade. Ao final do turno as opções são liberadas novamente e tudo se repete. Não são muitas as opções do que se pode fazer em combate. O jogo nesse departamento jogou bem safe. O que podemos fazer é. 

ATTACK: O bom e velho ataque físico padrão. Pegue sua arma e bata uma vez no inimigo que você escolheu como alvo. 
O jogo contabiliza dano crítico dando pouco menos que o dobro do dano padrão e no caso da Saya algumas armas dela causam um dano extra com base no elemento da arma. Uma tremenda ajuda isso. 
PSYCHIC/MAGIC: Essa opção é onde usamos as habilidades especiais que cada personagem tem.
No caso do Yuu as habilidades psíquicas só estarão disponíveis em momentos específicos da aventura, você saberá que pode usar as habilidades dele quando tiver MP disponível
Para a Saya é tudo liberado desde o início já que ela não tem nenhuma restrição de poderes.
Vale lembrar que, não tem explicação nenhuma sobre a funcionalidade, então é bom olhar o manual do jogo heim kkkkkkkkkkkkkkkkkk 
ITEM: Usar itens é algo fundamental nos combates, aqui é tudo direto, escolha o item na possessão do personagem e ele vai usar no turno dele. Aqui não podemos usar equipamentos como itens, mas temos uma grande variedade de itens para serem usados somente em combate, alguns como armas de fogo podem ser usados mais de uma vez até que a munição se esgote. 
AUTO: O combate automatizado também se faz presente no jogo, mas é no modo mais simples, os personagens vão simplesmente atacar fisicamente os inimigos até o combate acabar. Útil para fazer grinding, fora isso não vejo muita utilidade. Dependendo do ponto no jogo dá até pra tomar um game over se for só atacar indiscriminadamente. 
DEFEND: Se defender é um recurso comum de RPGs, aqui é igual ao padrão. Escolha o comando e seu personagem caso seja atacado recebe dano reduzido até que o turno termine. 
ESCAPE: Fugir dos combates é necessário? Se sim, escolha essa opção para poder escapar dos combates. As taxas de sucesso são bem variadas, não é sempre que você vai conseguir. Mas no geral dá pra evitar umas lutas em momentos oportunos. 
Claro que não se pode fugir dos chefes, a opção nem aparece em combates contra chefes. 

Nas lutas contra chefes o layout muda

As regras para o término dos combates são as de sempre. Se o HP dos inimigos acabar, nós vencemos. Ganhamos EXP e gold… se nosso LV sobe, teremos HP e MP recuperados. Itens não são dados por monstros neste jogo. Se são, eu não vi ninguém me dar algo. 
Se o Yuu cair em combate ou for petrificado é game over, o jogo irá carregar o último save automaticamente e a Saya ou o Monmo irá fazer alusão ao que aconteceu como sendo um pesadelo. Aí é só tentar de novo… 
Se a Saya cair em combate, ela vai ficar com 1 ponto de HP e defendendo até o final do combate caso você não recupere ela, mas você não terá um game over. 

Não se esqueça de manter o jogo salvo... 

E por ter falado em petrificar, vale lembrar que podemos ser acometidos por status negativos. Os monstros irão nos envenenar, petrificar, causar tristeza (faz com que o personagem perca a vontade de lutar) ou reduzir atributos. Envenenamento e petrificação permanecem após os combates e devem ser curados com itens ou magias. O restante some após o final do combate. 

O desafio do jogo é no padrão RPG dos anos 80. Encounter rate não é necessariamente alto mas não vai te dar trégua. Os inimigos variam muito, alguns vão cair com um ataque do Yuu enquanto outros vão durar muito e bater com força. Não dá pra simplesmente apertar o I sem parar e achar que vai vencer tudo. Tem que fazer algum planejamento e usar magias nos momentos certos. 
Contra chefes o jogo varia muito. Tem chefes que são uma piada, parece até que o jogo é muito fácil, em contrapartida outros vão te fazer “ter pesadelos com o Yuu”. 
Felizmente todo o grinding que você tem de fazer vai te dar dinheiro para obter os melhores equipamentos possíveis e muitos itens de cura e apoio bons. 
O maior defeito da jogabilidade não será com o desafio nem com as mecânicas, mas sim com a programação. O jogo não é cheio de bugs nem nada, até tem um ou outro problema simples mas não tive nenhum erro que me fizesse parar de jogar ou perder o progresso. 
O que realmente quebra a experiência são os loads. O PC Engine usa dois padrões para o CD-ROM. O primeiro é o CD-ROM² que tem velocidade de leitura menor e menor quantidade de RAM e o Super CD-ROM² que foi introduzido em 1991, depois do lançamento desse jogo. Considerando então que o jogo usa o padrão antigo, temos tempos de load grandes em praticamente toda transição que o jogo faz, das entradas em cidades até os combates. Também vale mencionar que o jogo foi mal otimizado nesse ponto já que Tengai Makyou Ziria que é o primeiro RPG em CD-ROM do console é bem mais eficiente nesse ponto. 

Yuu ouça o computador de bordo da sua nave... ela é mais que uma mãe pra você...

No final das contas podemos dizer que em termos de jogabilidade Cosmic Fantasy é um título bastante primitivo e sem polimento, dá pra entender que os desenvolvedores queriam inovar em alguns pontos, mas deveriam ter focado em apresentar uma experiência mais fluida e otimizada no básico. Eu diria que não temos aqui a pior experiência em gameplay, mas considerando que já tínhamos pelo menos 3 anos de referências em RPGs desde o primeiro Dragon Quest, os resultados poderiam ser bem melhores. 

E OS GRÁFICOS SÃO… 

Quando vamos olhar os gráficos do jogo, temos uma experiência mista. O jogo consegue ser feio, mais ou menos e bonito ao mesmo tempo… parece confuso né? Mas vai acompanhando… 

Não precisa ser bonito, só tem que caprichar mais...

No campo temos gráficos horríveis, não é nem exagero. Cosmic Fantasy é facilmente um dos jogos com o campo mais feio que eu já joguei. Pouco importa se é no mapa, nas cidades ou nas dungeons. Os cenários são horrendos, sem nenhum tipo de relevo ou profundidade. Dentro das casas o jogo se supera em baixa qualidade visual, só de olhar dá vontade de chorar. Mas não para por aí… os personagens da party não são os melhores sprites do jogo e ainda tem um defeito bem ridículo, a sobreposição, o Yuu está por cima de tudo e todos, como o jogo tem zero noção de profundidade, você verá o Yuu pisando na cabeça da Saya quando você anda para cima. E pior ainda é que sprites sobrepõem até as caixas de diálogo, ficando na frente do texto. O jogo nem mesmo tem um sprite diferente para os baús que você abriu, o que só piora a experiência... se você não tiver boa memória vai ir abrir um baú já aberto algumas vezes.

Dentro das casas é ainda pior


Seus personagens tem ao menos o ciclo de caminhada mas os NPCs nem isso tem, tanto que eles nem mesmo andam pelos lugares, quando um NPC se move ele literalmente se teleporta de um ponto ao outro. 
Se eu tivesse de escolher a parte visual mais feia do jogo, desconsiderando o descuido com sprites de personagens e NPCs, eu com toda a certeza diria que a pior parte está no interior das casas. Eu não acho ruim jogos com casas vazias nem nada do tipo, mas no caso de Cosmic Fantasy a escolha de design parece deixar tudo pior.

Os combates são ok... podiam ter mais animações mas...

Nos combates o jogo entra naquela parte mais ou menos. Os combates são em primeira pessoa como praticamente 95% dos RPGs da época. Na parte superior temos os status dos nossos personagens, com Nome, LV, HP e MP, no meio temos a tela de ação exibindo inimigos e um cenário e na parte inferior temos os comandos e uma janela com informação contextual enquanto os turnos rolam. Quando vamos enfrentar chefes o layout da tela de combate é modificado. Nossas informações vão para a parte inferior da tela e a janela de comandos fica no canto superior esquerdo. A janela contextual sobrepõe nossas informações durante o desenrolar do turno.
Os inimigos tem um design até bom, não são os melhores monstros que eu já vi num RPG mas visualmente são até legais, os gráficos não são dos melhores mas nem de longe é o mesmo horror do campo. Os chefes têm sprites maiores e mais detalhados e tem ao menos alguma movimentação, não como animações de ataque, é mais ou menos como uma idle animation.

Contra os chefes o visual muda e os chefes se mexem um pouco

Os cenários são simples mas são o bastante pra não ter uma tela vazia. Em geral eles acompanham bem os locais onde estamos e os fundos das lutas contra os chefes são em geral melhores que os padrões também.
Mas como estamos lidando com um jogo abaixo da média no quesito gráfico, o que temos de realmente ruim na parte visual dos combates fica no campo das animações, ou melhor dizendo, na falta delas. O jogo não exibe nenhuma animação especial para magias usadas, nem mesmo para os ataques físicos que não seja um piscado branco no alvo. Não dá pra saber se a magia que usamos é de fogo, de gelo, um raio ou o que for sem ler no manual e acho que nem lá devem dizer exatamente o que é cada magia… isso no caso da Saya, porque com o Yuu ao menos os nomes nos dão certeza que estamos lançando uma bola de fogo no inimigo.
É notável que os combates são mais bonitos que o campo, ao contrário de Emerald Dragon inclusive, mas a falta de animações deixa tudo mais feio do que deveria ser.

As cenas animadas são bem feitas... 
Chega a ser um desaforo ver gráficos feios no campo e os filminho tudo bonito


E por fim, como todo bom jogo em CD, temos aquelas ceninhas animadas que eram o grande destaque dos jogos na mídia. E sem muita enrolação, essa é a parte mais bonita que Cosmic Fantasy tem nos gráficos. Todos os personagens que aparecem nas cutscenes são muito bem desenhados, não é destaque somente nos personagens principais não, os NPCs e vilões que aparecem também são muito bem feitos. Contratar quem faz anime pra fazer jogos tem essas vantagens, temos a chance de ver boa arte. Inclusive fica aqui um ponto legal do jogo para a parte artística no geral, que mesmo com gráficos horríveis ainda se dedica a exibir bons personagens.
Apesar de eu ter falado de animação, as cenas do jogo são bem paradas. Não é nem questão de poucos quadros, a grande maioria das cenas são literalmente estáticas, sem movimento labial e tudo mais, mas ainda temos algumas cenas mais animadas para as partes mais importantes. O lado legal é que por usar cenas mais estáticas, o jogo vai ter uma grande quantidade de cenas, muito mais que muitos jogos do mesmo console e que saíram depois inclusive, mas eu acho que poderiam ter incluído um movimento labial, ou ao menos botar legendas e deixar claro que são cenas estáticas como jogos clássicos faziam isso sem o uso do CD-ROM.

Isso é falsidade ideológica...


Também temos retratos para personagens importantes no jogo durante os diálogos, esses são igualmente bem desenhados, só tem um probleminha aqui, eles acabam por não condizer com os sprites… eu cansei de fazer piada durante o jogo com isso, um NPC careca que o retrato era um cara cabeludo ou então um NPC jovem que era uma pessoa velha no retrato. 

O pequeno Yuu juntos dos pais desaparecidos

No final das contas a experiência visual de Cosmic Fantasy é a segunda pior coisa que o jogo tem pra te oferecer, só perdendo para os loads longos que dão uma judiada no andamento do jogo. A diferença de cuidado com o campo, as batalhas e as cenas animadas dão a impressão do jogo ter 3 times de desenvolvimento na parte gráfica que não conversavam entre si. Eu sacrificaria parte da qualidade das cenas animadas para entregar um campo melhor, com um visual mais polido e ajustado… ainda mais quando vemos que RPGs mais antigos e em consoles e mídias muito mais limitadas entregavam resultados melhores no geral.
Só pra exemplificar, abaixo temos uma imagem comparando Jaseiken Necromancer, o primeiro RPG do PC Engine, que foi lançado ainda em HuCard e o Cosmic Fantasy lançado dois anos depois dele e usando o CD-ROM. Vendo isso talvez seja mais fácil de tirar conclusões sobre os gráficos.

À esquerda Jaseiken Necromancer de 1988 e à direita Cosmic Fantasy de 1990

SONS QUE OUVIMOS E OS QUE NÃO OUVIMOS

Será que a parte sonora do jogo tirou proveito do CD-ROM como se deve? Porque a parte gráfica no geral não aproveitou muito não. 

Nessa tela você vai ver praticamente a única música que faz real uso 
do CD-ROM no jogo todo


Logo de início na tela de título o jogo faz uso do CD-ROM com uma canção interpretada pela cantora Tomomi Nishimura, mas logo em seguida a realidade cai. Toda a trilha sonora do jogo é feita com o som PSG do console, só temos músicas com o CD-ROM na tela de título e no final. Ao menos as músicas são legais. Nada épico que vá te fazer lembrar e incluir na sua playlist (eu sei que você ouve músicas de jogos e tem uma) mas para um jogo que não tem grandes feitos pra chamar atenção, as músicas ao menos são boas. 

Você gosta de ouvir as músicas dos jogos que você joga? 

Clique AQUI e você irá direto para a página para ouvir a trilha sonora direto do jogo. 

Nos efeitos sonoros o jogo não tem muito o que mostrar, ou melhor dizendo, não tem barulho pra fazer. O jogo não tem muitos efeitos sonoros no campo, nos combates ele reusa muitos dos sons comuns para ataques e magias. 

Yuu descobriu que os efeitos sonoros são ruins

Ao menos com as vozes o jogo não faz feio. Temos vozes de boa qualidade e bem audíveis nos diálogos falados. A quantidade de diálogos também é razoavelmente grande. 
O elenco escalado conta com uma quantidade boa de nomes já famosos na cena de dublagem no Japão. 

  • A voz do Yuu é feita pela Minami Takayama, se você curte Ranma ½ vai reconhecer a voz dela. A Nabiki Tendo a melhor das irmãs kkkkkkkkkkkkkkkkkk… ela também dá voz para o Conan da série Detective Conan. Ah! E também dá voz para o Axl dos jogos da série Rockman X, desde a lixeira chamada X7 que foi onde o personagem surgiu. 
  • A Saya tem a voz feita pela Yumi Takada, que também faz a voz do Monmo. Ela fez a voz da Aeka da série Tenchi Muyo. 


Também estão no elenco nomes como, Yu Mizushima, Ryusei Nakao, Tessho Genda, Banjo Ginga, Rei Sakuma entre outros nomes. 

O jogo segue a fórmula dos gráficos com os sons. Faz pouco pelo campo, um pouco mais pelos combates e muito mais pelas cenas importantes. Chega a ser um desperdício o quanto eles deixam um ponto de lado para focar em outro. Mas no geral podemos dizer que os sons são melhores que os gráficos ao menos. 

TEM COISA ESCONDIDA? 

Aparentemente os desenvolvedores não deixaram muita coisa perdida no jogo. Existem duas músicas não utilizadas, que você pode inclusive ouvir na lista do link da trilha sonora acima. 

Menu de Debug do jogo pra você ver os filminho


Mas o jogo botou uns segredos ativados por códigos e um pequeno bônus depois do “the end” 

  • Para acessar o DEBUG MODE, na tela de título segure para cima, I, II e SELECT e depois pressione o botão RUN, se der certo você verá uma tela onde poderá ver as cenas animadas ouvir as músicas e etc. 
  • A cantora Tomomi Nishimura também têm um pequeno extra. Segurando I e II e em seguida apertando o botão RUN você verá uma mensagem gravada pela cantora dando direções para uma loja chamada Tomorose. 
  • Depois de ver a mensagem de THE END após os créditos, aguarde uns 40 segundos mais ou menos e você verá uma cena extra chamada “Character Index” com um pouquinho de fanservice. 


OBS: Ao final do jogo, depois da cena extra do fanservice, o jogo diz para você anotar um código único que era incluso no manual e mandar para a TELENET. Não se sabe ao certo o que seria dado aos 50 primeiros que o fizessem e nem se alguém de fato o fez e ganhou algo. 

Tomomi Nishimura quem canta o tema principal do jogo


OBS2: O mesmo código poderia ser utilizado ao visitar a loja Tomorose. Talvez para algum desconto ou brinde? Não achei informações… 

RECEPÇÃO E LEGADO 

Apesar dos pesares e de um ar ligeiramente amador, o jogo foi bem recebido e obteve algumas boas avaliações na época do lançamento. Pra variar não faço ideia da quantidade de cópias vendidas mas a popularidade foi grande o bastante para que Cosmic Fantasy se tornasse uma franquia. 
Depois desse jogo ao longo dos anos foram lançados mais 4 jogos, continuando e expandindo a história desse primeiro jogo. 

Cosmic Fantasy Stories para o Mega CD

Em 1992 um remake foi lançado no Mega/SEGA CD com o nome de Cosmic Fantasy Stories. O jogo vem acompanhado da sequência dele trazendo diversas melhorias na jogabilidade e sobretudo nos gráficos. Alguns diferenciais incluem a possibilidade de jogar com mais personagens na party além do Yuu e da Saya, logo de início já podemos controlar o Monmo em combate. E esse terá review aqui no blog depois que eu finalizar com a série principal. 

Cosmic Fantasy Visual Shuu não é bem um jogo

Em 1993 Cosmic Fantasy Visual Shuu foi lançado para o PC Engine. Ao invés de um novo jogo da franquia, aqui temos uma coletânea de cenas animadas para assistir, no caso todas as cenas dos dois primeiros jogos. 

Coleção relançada no Switch

Em 2022 o jogo retorna acompanhado do segundo jogo, só que desta vez no Nintendo Switch. Com o título de Cosmic Fantasy Collection, além dos jogos, temos vários conteúdos adicionais que vão desde scans dos manuais até artes conceituais e outros materiais relacionados. Inclusive essa foi a primeira vez que o jogo recebeu uma tradução para o inglês. 

QUER DESAFIO? TEMOS UM A MAIS ALÉM DE JOGAR EM JAPONÊS…

Apesar da versão lançada no Nintendo Switch trazer suporte para o idioma inglês, a versão original do PC Engine não foi localizada à época e nem mesmo uma tradução feita por fãs o jogo recebeu. Procurando pela internet eu vi vários reviews de pessoas que jogaram mesmo sem o conhecimento do idioma japonês e conseguiram prevalecer no modo "chutando tudo" até terminar. 

A versão do Switch tem tradução que dizem ter sido feita por IA

Tanto é que a barreira de idiomas não impediu a galera lá do Retro Achievements de fazer um set de conquistas para o jogo. 

Página do jogo no RA
Cadaxar o autor do set é um ser humano corajoso


É um set bem simples de conquistas com desafio medido pelo seu progresso e vontade de explorar o jogo. Eu não uso o RA mas joguei o jogo. E fazendo uma análise das conquistas deu pra notar que você vai desbloquear praticamente todas simplesmente jogando, explorando e subindo de LV. 

Quer conferir o set de conquistas? Clique AQUI 

E se você não conhece o Retro Achievements mas ficou curioso com a proposta de troféus para desafios nos jogos antigos. Clique AQUI e assista ao vídeo. 

CURIOSO? 

Kazuhiro Ochi o pai da obra

  • Kazuhiro Ochi o responsável pela produção do jogo tem longa carreira como diretor, animador e roteirista em animes. Uma boa quantidade de animes de mecha clássicos ele tem algum tipo de envolvimento, o que até faz sentido ao ver parte da ideia de Cosmic Fantasy ser focada em exploração espacial, um tema recorrente nesse tipo de anime. 
  • O visual de alguns personagens importantes e de alguns vilões lembra muito o visual de personagens de Saint Seiya. Como o próprio Kazuhiro Ochi foi quem desenhou os personagens até fui ver se ele tinha Saint Seiya na lista de trabalhos dele… de fato ele trabalhou em Saint Seiya mas foi no Lost Canvas muitos anos depois dos jogos da franquia Cosmic Fantasy terem saído e não foi nem com a parte artística, mas sim como roteirista. 
  • Cosmic Fantasy tem um anime, embora ele tenha sido produzido bem depois com mais jogos da franquia lançados, ele foca bastante no Yuu e na Saya tentando ter um dia de folga. Obviamente que o anime foi produzido, roteirizado e dirigido pelo próprio Kazuhiro Ochi, já que o cara é eficiente nesse campo. Foram feitos apenas um episódio no formato de OVA com duração de 40 minutos, a empresa responsável pela produção foi a Tokuma Shoten, aquela que publicou os livros e o jogo de Eien no Filena no SNES


Imagem promocional do anime

HORA DE ENCERRAR

Estamos no final do texto e tudo que eu posso dizer sobre Cosmic Fantasy é que. Temos um jogo que tentou fazer mais do que conseguiu. Ele tenta ser criativo e inovador trazendo uma história interessante, um elenco atrativo, um dedinho de fanservice, mas não adianta tudo isso sem uma boa execução.
A jogabilidade é até decente, mas é notável que estamos lidando com algo que parece incompleto, com ideias que parecem promissoras no papel, só que no jogo não funcionam como deveriam ou estão inacabadas. A dúvida é o motivo de termos esses resultados, se foi incapacidade do time envolvido, problemas com tempo ou com finanças.
Quando olhamos os gráficos o jogo fica ainda pior, apesar de termos aquelas cenas todas bonitas e bem desenhadas, não é só disso que um jogo vive, até porque se for pra ver ceninha eu vou é ver anime e não jogar. O campo do jogo é facilmente uma das coisas mais feias que um jogo pode fazer. Tecnicamente nem o primeiro Dragon Quest lá em 1986 fazia algumas coisas que esse jogo de 1990 faz de feio. Ao menos podemos aproveitar uma boa trilha sonora em PSG…

Tá quase acabando...

Eu pessoalmente achei o jogo bem mediano, mediano para ruim eu diria… se eu fosse da turma das notas eu daria uma nota 5 de 10 pra ele. 5 pelo esforço que tiveram em criar algo mas não conseguindo entregar de uma forma tão boa quanto poderiam ter entregue. Eu não coloco esse jogo como algo que você tem que jogar a todo custo, mas sim como algo que só quem é curioso vai querer conhecer e quem sabe finalizar… dá pra dizer que o jogo é igual a um trator, é feio, não tem o que exibir se comparado com um carro esportivo ou de luxo, mas consegue fazer o trabalho dele.
Eu nem mesmo pensava em fazer um texto sobre ele, mas como houve demanda de um amigo psicopata… vou atender o desejo dele, não só com esse primeiro jogo mas com o restante da franquia que sigo jogando. Então já sabe né? O próximo é Cosmic Fantasy 2.

Não... não é o fim...

E com isso eu vou encerrando por aqui mas com garantia de que vamos voltar… então, até a próxima.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

*Se gostou do post comente, sua opinião é muito importante.
*Comentários com links ou palavrões serão excluídos.

 

Seguidores