Chegou a hora, vamos finalmente dar um fim na história dos Cosmic Hunters? Será que a tão esperada paz vai chegar? Não perca o próximo capítulo de Cosmic Fantasy que será… não pera… não tem próximo.
A parte 1 foi boa, ao contrário de todo o restante da franquia, tínhamos um RPG decente. Será que a parte 2 continuou com uma boa receita? É o que vamos ver aqui. Então clica aí no CONTINUE LENDO e bora...
E se você é novo na galáxia e não está acompanhando a saga mas quer se situar melhor. Seguem os links da série toda.
Cosmic Fantasy está NESSE LINK
Cosmic Fantasy 2 está NESSE LINK
Cosmic Fantasy 3 está NESSE LINK
Cosmic Fantasy 4 parte 1 está NESSE LINK
VAMOS DE CONTEXTO
Com o advento do CD-ROM², o adaptador de CD do PC Engine, a Telenet Japan viu uma oportunidade de produzir jogos e fazer uma grana. Com isso ela criou a Laser Soft, subsidiária/estúdio que tinha a missão de produzir jogos usando o formato CD-ROM.
Com o sucesso dos RPGs impulsionados por Dragon Quest e Final Fantasy no Famicom e depois de ver o que a Hudson fez com o CD-ROM em Tengai Makyou Ziria, a Laser Soft decidiu fazer o mesmo e apostar em um RPG. Com isso, em 1990 eles entregaram Cosmic Fantasy Bouken Shounen Yuu. O jogo era simples e bastante primitivo, mas funcionava, tanto que ele alcançou apelo suficiente para obter uma sequência.
Em 1991 veio a tal sequência. Cosmic Fantasy 2 Bouken Shounen Van, que trouxe muita evolução em relação ao primeiro, mas foi muito mal programado e trouxe uma enxurrada de bugs. Curiosamente foi o único jogo a ser localizado para o ocidente, pelas mãos da extinta Working Designs.
Já em 1992 veio mais uma sequência, agora Cosmic Fantasy é franquia. Com uma troca de estúdio, o desenvolvimento foi para as mãos da Open Sesame que nos entregou Cosmic Fantasy 3 Bouken Shounen Rei, agora com o formato Super CD-ROM², o jogo entregou muito mais e finalmente começou a se parecer com um RPG, porém faltava aquele polimento.
| Capa do jogo |
A promessa de uma sequência foi feita ainda em Cosmic Fantasy 3, no final do jogo para ser mais preciso. Lá deixaram claro que haveria um Cosmic Fantasy 4 e na falta de um nos entregaram dois. A primeira parte já ganhou review aqui inclusive. Você viu lá em cima o link não é? Pois bem, a segunda parte, batizada de Cosmic Fantasy 4 Ginga Shounen Densetsu - Gekitouhen chegou em 25 de novembro de 1994, 5 meses depois da parte 1. O jogo trata de encerrar os eventos da primeira parte, mas não estamos lidando com o exato mesmo jogo com histórias diferentes, esse intervalo de lançamento entre as duas partes rendeu algumas mudanças, por isso um review separado foi a melhor opção.
CONTINUANDO DOIS JOGOS
A história aqui não foca somente em continuar o que começou no jogo anterior mas também para trazer uma continuação para o que aconteceu em Cosmic Fantasy 2. Isso mesmo, temos aqui uma continuação do jogo mais bugado da franquia.
Agora o foco da história muda de protagonista, começamos a aventura na pele do Van novamente, já se passaram dois anos desde os eventos de Cosmic Fantasy 2, e desde então Van viaja junto da Rim, mesmo tendo falhado duas vezes no teste para se tornar um Cosmic Hunter.
Começamos o jogo com o Van tendo um pesadelo sobre o que aconteceu com a Larla e ao acordar ele começa a se lamentar. Mas fazer o quê? É a vida…
Enquanto Yuu e Saya estavam resolvendo os problemas em Kazarin, ele, a Rim e o Pick estavam patrulhando o espaço quando de repente pegam um sinal de SOS. Eles então resgatam uma pequena nave que estava à deriva e ao verificar por sobreviventes, uma surpresa, quem estava lá era Annie, depois de acordar ela conta ao Van que Idea está novamente com problemas, uma pirâmide surgiu do nada na ilha onde o Van vivia no passado, pessoas que foram investigar desapareceram, e à pedido do presidente que Annie se arriscou no espaço para encontrar o Van.
| A nave que estava à deriva |
Sem pensar muito, Van e Rim decidem retornar para Idea, agora o planeta é membro da aliança galáctica e muita coisa mudou, um grande avanço tecnológico ocorreu. A missão agora é investigar a tal pirâmide e impedir que algo ruim aconteça. E o resto é sempre com você o jogador…
O elenco do jogo tem um personagem a menos que o da parte 1, temos 8 personagens jogáveis no total mas sempre com no máximo 4 na party. Só que ao contrário da primeira parte, aqui não temos nenhum personagem original, todo mundo aqui é retornado dos jogos anteriores. O que faz bastante sentido dada as circunstâncias da história.
A história não é bem a mesma mas o elenco é essencialmente o mesmo que tínhamos em Cosmic Fantasy 2… estariam os produtores tentando consertar o estrago feito? Será que temos bugs e mancadas tudo de novo? Vai travar tudo no LV 50?
Brincadeiras à parte, a história desse jogo é realmente boa, os eventos são bem mais elaborados que os outros jogos. Cosmic Fantasy 2 até tinha uma boa história, mas a experiência matava. Aqui temos uma continuação dela e sem quebrar o jogo de fato.
AQUELE POLIMENTO QUE FALTAVA
A parte 1 trouxe uma jogabilidade melhorada para a franquia, mas faltava um polimento em alguns pontos. Esse pequeno intervalo entre os jogos trouxe a melhora necessária. É como se fosse as revisões que Street Fighter II tinha na época. Nem tudo foi realmente mudado, tanto é que eu poderia dar um CTRL+C e um CTRL+V para falar da maior parte da jogabilidade, mas vamos lá, vamos repetir e notar o que foi mudado.
Comecemos pelos controles então?
- Direcionais = movimento no campo e navegação do cursor em menus.
- Botão I = ação no campo para revistar e conversar e confirmação em menus
- Botão II = segue sendo o cancelador, procure por ele no X… não pera…
- O RUN ainda faz muito bem o trabalho de pular cenas animadas e diálogos falados, e abrir o menu de campo.
- O SELECT que era inútil no jogo anterior agora faz algo bem útil. Ao pressionar ele nas telas de magia, equipamento e status do menu de campo, podemos alternar entre os personagens da party. Algo similar ao que R e L fazem em Final Fantasy, por exemplo.
OBS: Não é aqui que vamos ver um Cosmic Fantasy suportando o controle de seis botões. Troca logo o modo para jogar heim.
Assim como na parte 1 começamos no modo aventura, mesmo esquema, bastante texto pra ler, visual legal e opções para interagir. Só que aqui essa intro é mais curta que na parte 1, só não sei se foi porque não gostaram tanto ou porque não tinha tanta necessidade de interagir mais com uma introdução.
As opções do que fazer continuam as mesmas. Não tinha o que mudar aqui.
LOOK: Para dar aquela olhada nos arredores, nas pessoas, nos objetos…
TALK: Tem alguém na cena, converse com eles usando essa opção.
SEARCH: O que vamos revistar eu não sei, mas vai ser aqui que vamos fazer.
MOVE: Use essa opção para ir para outro lugar. Geralmente quando não temos mais o que fazer num lugar, é hora de ir para outro.
??: A opção com a interrogação é o comando extra. Esse muda de acordo com o contexto.
A parte de RPG também não mudou muito, A maior parte do que podemos fazer na parte 1 se manteve aqui. Ao menos os INN não te roubam nos preços já que Idea não é planeta turístico kkkkkkkkkkkkkkkkkk
| Verifique os equipamentos antes de comprar |
A experiência com as lojas ganhou um upgrade legal. Agora quando vamos comprar equipamentos, se apertamos RUN não vemos mais o que cada arma modifica de atributos. O jogo exibe a lista de personagens da party e o que cada equipamento muda nos atributos. Os números em verde são o que aumenta, os em branco os que se mantém e os em cinza os que são reduzidos. Isso ficou perfeito, poucos RPGs exibem esse tipo de informação detalhada e de forma tão prática. Uma pena que só acertaram no último jogo da franquia.
Tem algo que eu pensei mas os produtores talvez não. Considerando que os saves dos jogos são armazenados numa mesma memória no PC Engine, o jogo poderia ter feito algo do tipo usar o save da parte 1 para trazer algo para esse jogo. Tá certo que na época desse jogo nem mesmo se pensava em jogos com mais de um disco no Playstation, mas até no SNES existe jogo que leva algo do título anterior por meio de password, então seria algo interessante de ver.
Eu sempre digo nas legendas das imagens que RPG é tudo igual, aqui é duas vezes mais igual. Já que ele é virtualmente idêntico a parte 1. Se olhar o menu de campo então, mais igual impossível, mesmo assim ainda deram aquela passada de pano para deixar mais polido.
O layout do menu é idêntico ao da parte 1. Com as opções de uso na parte esquerda, abaixo temos o ato que estamos na história, mesmo esquema do jogo anterior, cumprimos um passo importante na história o ato muda. E no final o gold que temos no bolso. Já do lado direito aquele resumo dos personagens, sprite bonitinho, nome, LV, HP e MP…
O que podemos fazer no menu de campo não mudou, temos as mesmas opções da parte 1 e poucas mudanças.
ITEM: O gerenciamento de itens segue na mesma forma da parte 1, temos praticamente os mesmos itens de uso comum entre os dois jogos, salvo algumas adições com itens mais raros. O esquema ainda é aquele de até 30 entradas na lista e poder acumular até 9 de um item. Itens com nome em vermelho não podem ser usados, geralmente os que só usamos em combate ou os de quest. E temos opções para descartar ou organizar os itens.
MAGIC: Aqui a maioria dos personagens pode usar magia, então é aqui que vamos fazer isso no campo, bem como conferir com mais detalhes o que cada personagem tem no repertório. Não mudou nada também aqui, magias de cura podem ser usadas em mais de um personagem por vez, magias em vermelho não podem ser usadas, as explicações estão lá pra ajudar um pouco, só tem o extra de apertar SELECT para alternar entre os personagens, bem conveniente.
STATUS: Mesmo esquema da parte 1. Lado esquerdo é foto e nome do personagem e uma lista com os equipamentos que ele está usando. Do lado direito vem aquela lista com os atributos.
- HP
- MP
- Força
- Resistência
- Inteligência
- Sorte
- Ataque
- Defesa
- Defesa Mágica
- EXP
- Quantidade de EXP para o próximo LV
E mais uma vez o LV max é 50, e não travamos ao chegar nele mesmo estando jogando uma continuação de Cosmic Fantasy 2… ah! Apertar SELECT aqui também alterna entre os personagens.
EQUIP: O sistema de equipamentos do jogo é essencialmente o mesmo da parte 1, mas existem algumas mudanças que lembram bastante Cosmic Fantasy 2. Praticamente nenhum personagem do jogo tem restrições com o equipamento, dá quase que para equipar tudo em todo mundo, mas isso não significa melhorias simplesmente botando o equipamento mais forte em todo mundo. Van e Rim, por exemplo, usam espadas melhor do que a Annie, nela equipar chicotes e cajados oferece melhores resultados. Você já vai notar isso ao apertar RUN nas lojas para ver o que os equipamentos mudam no personagem. O que não mudou é o que cada personagem usa.
- Uma arma que varia na forma de usar. Algumas são usadas com duas mãos, com isso não podemos equipar escudos. Algumas conseguem atingir um grupo ou todos os inimigos de uma vez, porém com precisão reduzida. Algumas têm um ataque especial que pode ser ativado após o ataque físico e dar um dano extra.
- Um escudo, para garantir proteção extra aumentando a defesa. Se a arma não for de duas mãos você também pode substituir o escudo por algumas armas, elas lhe darão um golpe a mais e ataque aumentado.
- Um capacete. Nesse jogo aumentaram um pouco a quantidade de itens como tiaras e similares, esses trazem muito mais do que aumento de defesa. Personagens como a Annie e a Saya se beneficiam bastante disso, já que o foco em magia com as duas é grande.
- Uma armadura. Aqui é onde o Nyan brilha. Não como personagem mas sim como vendedor. Ele vende ótimas armaduras em momentos adiantados do jogo.
- Um acessório. Os mesmos acessórios que você tinha na parte 1, além de alguns novos. Porém, com o sistema de compatibilidade de equipamentos que o jogo usa, o mesmo acessório pode modificar atributos diferentes em cada personagem. O que não vai mudar é a função base do acessório, por exemplo, se ele tem proteção contra envenenamento, ele sempre fará isso.
Confesso que no começo estranhei um pouco a lógica de equipamentos serem melhores com um personagem do que com outros ao invés do padrão de que nem todo mundo pode equipar qualquer coisa, mas olhando bem, a possibilidade de customização é bem maior do que eu imaginava. Além claro de conseguir fazer builds sem gastar muito, já que nem sempre o equipamento mais caro é o melhor.
CONFIG: O jogo manteve as mesmas configurações da parte 1 e adicionou uma nova.
Order: É para ordenar a party. O manual diz que o terceiro e quarto personagem na ordem ficam na parte de trás da formação e podem ser menos atingidos por ataques inimigos. Eu não notei isso, logo considero que ordenar os personagens é pura estética.
Message Speed: Bota no mais rápido que tiver, para não ficar perdendo tempo com o texto se arrastando pela tela.
Walk Speed: Na parte 1 eu até joguei andando na velocidade máxima, porém aqui deixei na média. Rápido demais faz a gente se enroscar em alguns lugares e quebra a fluidez.
Auto Settings: Os devs deram uma pequena polida no modo de combate automático aqui. Agora podemos definir separadamente o comportamento dos membros da party. Letras e números representam cada um dos modos que podemos usar.
- F é o modo livre (Free) que significa que o combate automatizado está desativado para o personagem.
- 1 é similar ao modo que usávamos na parte 1, assim que a barra amarela se enche o personagem faz um ataque físico automaticamente.
- 2 faz o mesmo do 1 só que dessa vez o personagem espera a barra verde se encher para fazer o ataque físico mais forte.
- C é uma espécie de semi automático. Aqui assim que a barra amarela se enche o cursor vai automaticamente para o personagem com a barra cheia e abre os comandos para ele, bem parecido com Final Fantasy. Caso você não queira usar um comando com o personagem é só apertar o botão II, com isso a barra verde começará a se encher e quando ela estiver cheia a janela de comandos irá se abrir novamente. Esse para mim deveria ser o padrão do jogo desde a parte 1, é muito mais conveniente e ainda podemos selecionar manualmente o personagem se quisermos. Recomendo usar esse modo.
E como eu tinha dito. O Menu de campo é basicamente o mesmo com alguns ajustes pontuais. O polimento que faltava foi dado aqui. E nos combates também não mudaram muito, só deram uma melhorada.
O layout é o mesmo. Em cima informações dos personagens, no meio tela de ação e em baixo os comandos e nomes dos monstros e durante a execução de alguma ação a janela de contexto. A forma de agir também não mudou, com as barras se enchendo enquanto nenhuma ação é feita, a velocidade é quem determina de quem a barra enche mais rápido.
| Os combates continuam com o mesmo visual também |
Se pressionar o botão II sem ter os comandos dos personagens aberto vai acessar as configurações para o modo automático ou a opção para fugir dos combates. Da mesma forma que na parte 1 a chance de fugir com sucesso depende do atributo sorte.
Durante os combates temos os mesmos comandos para usar com os personagens que estavam presentes na parte 1.
ATTACK: Da mesma forma que na parte 1, se atacar com a barra amarela cheia é o padrão. Com a barra verde pode dar o dobro do dano e as chances de dano crítico aumentam.
MAGIC: Também não mudou muito na forma de usar. Se for usar uma magia em múltiplos alvos aperte para cima ou baixo no direcional. Com a barra verde cheia, as magias comuns ficam mais fortes e aquelas que tinham nome em verde ficam disponíveis para uso. As magias que só podiam ser usadas no campo foram retiradas nos combates e as magias em vermelho na lista do Yuu são aquelas que requerem os poderes dele no máximo, o que é uma condição relacionada ao momento no jogo.
ITEM: O uso de itens comuns é igual era na parte 1 porém o uso de equipamentos como itens foi limitado, agora só podemos usar o que o personagem está equipado e não mais temos acesso à lista de equipamentos.
DEFEND: Se defender também não mudou nada. Podemos nos defender ou proteger um aliado e com a barra verde cheia podemos dar um contra ataque no inimigo ao invés de somente nos defendermos.
SPECIAL: Assim como na parte 1, os personagens podem usar uma habilidade única com efeitos variados. Cada vez que usamos uma habilidade, a barra de tempo vai se encher mais devagar após ela ser executada, porém nesse jogo algumas condições a mais foram adicionadas.
- Van só pode usar a dele se estiver com menos de um quarto do HP.
- Rim, Annie, Yuu, Saya e Nyan só podem usar as deles até 3 vezes por combate.
- Yuu precisa de 3 a 5 turnos para executá-la, enquanto isso você segue usando ele normalmente.
- Saya precisa de ao menos 2 turnos, ela ficará indisponível para uso enquanto carrega.
- Pick não tem limites no uso mas os resultados são aleatórios. Pode dar errado.
Você ainda pode usar magias e ataques combinados assim como na parte 1. Basta ter os personagens com as barras cheias e usar os ataques ou magias suportados que a opção será disponibilizada.
As regras de término dos combates são as mesmas de praticamente todo RPG. Se você vencer vai ganhar EXP e Gold, um item também pode vir nas recompensas. Seu personagem não vai recuperar HP e MP ao subir de LV, sendo que na franquia toda e até na parte 1 era… vai entender… em todo o caso, se você perder é game over, vai voltar para a tela de load. O LV máximo segue sendo 50 e o jogo não trava mesmo carregando o DNA de Cosmic Fantasy 2.
O desafio é mediano, diria que em partes mais fácil do que o da parte 1, exceto nos chefes, esses estão mais difíceis, mas nada que um grind não resolva. Finalmente os devs aliviaram o encounter rate! Você ainda vai ter muito o que lutar, mas não vai ser tão apertado o intervalo entre uma batalha e outra e você vai conseguir andar pelos lugares. Logo no último jogo eles começam a fazer um RPG decente…
No geral o jogo é curto, maior que a parte 1, porém ainda bem curto. Desde Cosmic Fantasy 3 parece que tudo ficou menor na duração, ou talvez seja porque os dois primeiros jogos eram mais lentos na movimentação…
No final de tudo fizeram um RPG com jogabilidade boa, ajustaram os pequenos detalhes da parte 1 e entregaram o que talvez os fãs da franquia queriam desde o início. Eu jogaria todos os jogos da franquia com gosto se eles fossem assim. Mas é melhor não desejar muito.
E O VISUAL SE MANTÉM BOM
Graficamente falando o jogo mudou pouca coisa em relação a parte 1. Não tem nem porquê mudar mesmo. Os gráficos já estavam bons lá.
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| O mapa de Cosmic Fantasy 2 e Cosmic Fantasy 4 num mesmo lugar |
Ver lugares de um jogo mais antigo com gráficos melhores é algo que eu acho legal. E aqui tive a oportunidade de conferir bem o mundo de Cosmic Fantasy 2 com um visual aprimorado. Com todos os assets usados na parte 1 o jogo deu à Idea um ar muito mais bonito. Os NPCs são similares aos da parte 1 em sua maioria, até alguns personagens que aparecem em ambas as partes são exatamente os mesmos.
Não há muito o que falar de diferenças com a parte 1 no campo. Para não dizer que não vi nada tão diferente, mudaram o design dos cursor que usamos para navegar nos menus kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Nos combates temos algumas mudanças mais evidentes, mas não tem como dizer qual jogo é qual se não estiver familiarizado com as duas partes. A primeira mudança é no efeito quando entramos no combate. A parte 1 usava o mesmo efeito do Cosmic Fantasy 3, aqui criaram um mais original.
Alguns ataques físicos e algumas magias também mudaram em relação a parte 1, com as magias foi até melhor porque o visual era bem genérico.
Com os monstros o jogo foi um pouco além, temos monstros novos com o visual mais moderno, alguns vindos da parte 1 outros criados para a parte 2 e o jogo me colocou vários monstros de Cosmic Fantasy 2, o que faz muito sentido já que estamos no mesmo planeta, só que não refizeram os sprites, o que temos aqui é exatamente os mesmos sprites do jogo de 1991. Um contraste muito estranho.
No modo aventura tem zero mudanças a não ser o contexto. Não tem nem o que falar. Não vou descrever de novo como as coisas são. Vai ler o review da parte 1, blz?
Com as cenas animadas o jogo se manteve com um ótimo padrão de qualidade. Parece que a qualidade está melhor que a parte 1. Fora que as cenas no geral são mais legais. Só reduziram bem o fanservice… será que depois do exagero na parte 1 rolou reclamações?
E no final os gráficos estão mesmo iguais aos da parte 1. Estão bons. Kazuhiro Ochi pode sentir orgulho que fizeram um jogo bonito ao menos duas vezes.
TOCANDO EM REPLAY
A parte sonora não mudou nada… nem dá pra dizer que fizeram alterações mesmo eles tendo feito. A trilha sonora é a mesma da parte 1, talvez uma ou duas músicas diferentes que eu não reparei… em todo o caso, não são músicas ruins, muito pelo contrário, a trilha sonora é realmente boa. Também pudera, Motoi Sakuraba e Shinji Tamura.
Quer ouvir a trilha sonora? Clique AQUI
Os efeitos sonoros são também em grande parte os mesmos da parte 1, mudaram alguns como os sons que o cursor faz e o som de confirmação. Tem algumas magias com som diferente, em especial as que tiveram a animação alterada.
Nas vozes temos praticamente todo o elencos original de Cosmic Fantasy 2 aqui, a única mudança é com o Nyan e com o Pick que já tinham sido mudados em Cosmic Fantasy 3. Não vou fazer uma lista de referências dessa vez, até porque seria repetir os mesmos nomes e papéis.
- Van continua sendo o Toshihiko Seki.
- Rim é interpretada pela Hiromi Tsuru.
- Pick e Nyan seguem com a Sanae Miyuki desde Cosmic Fantasy 3.
- Annie e Saya são a Yumi Takada dando voz.
- O Yuu já sabe né? Minami Takayama.
- O coitado do Milan nem tem voz aqui, até a mãe dele que é NPC tem voz e ele não kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Além do elenco principal temos nomes como Michie Tomizawa, Hikaru Midorikawa, Shozo Iizuka, Hirotaka Suzuoki, Yuko Minaguchi, Chafurin e Tessho Genda.
Zero reclamações sobre a qualidade das vozes aqui. Os caras só mantiveram o que já era bom desde o começo na franquia.
É, temos bons gráficos, temos boa parte sonora… se o último jogo não nos desse no mínimo isso de bom era para fechar a Telenet Japan. Se bem que eles fecharam mesmo…
SEGREDINHOS
Não tem para onde correr, Cosmic Fantasy é garantido umas parada extra. Não escondido no disco mas pelo menos por meio dos códigos. Tem de tudo um pouco. Só garanta um slot vazio de save para poder começar um novo jogo.
DEBUG MODE: Na tela onde você insere o seu nome digite ニャンのふろしき (Nyan no Furoshiki) para ter acesso ao debug. Mesmo esquema da parte 1. Você vai poder ver as cenas animadas sem ter que jogar.
MINIGAME ESCONDIDO: Digite ビデオをかったよ (Video o kattayo) para acessar um minigame onde você disputa um melhor de 3 no janken com os personagens do jogo, só não achei a recompensa boa.
PULAR O MODO AVENTURA: Só digitar レーザーソフト (Laser Soft) que você começará direto do início do RPG.
VOICE TEST: Digitando サヤのプレゼント (Saya no Present) você terá acesso aos diálogos falados que aparecem no jogo todo. Desde o modo aventura.
MENSAGEM DO SYSCARD: Quando colocamos o jogo para rodar com um System Card V1.0 ou 2.0 o jogo não irá rodar, por se tratar de um jogo no formato Super CD-ROM², é necessário um System Card V3.0 ou hardware compatível. Caso tente jogar com um SysCard mais antigo a Rim manda o aviso de forma não muito educada.
Detalhe que digitando VER1 como na parte 1 não nos exibe essa mensagem mas sim um aviso do Nyan dizendo que nada nessa vida é de graça... gato safado kkkkkkk
RECEPÇÃO? LEGADO?
Esse é literalmente o fim de tudo. Não sei dizer se a franquia teria continuado caso a Telenet Japan não tivesse começado a afundar. Talvez o Kazuhiro Ochi estivesse com mais ideias. Até porque aquele trailer de Cosmic Fantasy 4 que aparecia no final do 3 mostrou algumas coisas que não aconteceram nos jogos lançados.
Se a franquia tivesse continuado, será que ela teria migrado para o fracassado PC-FX? Ou talvez eles tivessem ido brincar com 3D no Playstation ou no Saturn…
| Nyan quer saber se você comprou o anime... eu não vi ainda |
Eu me pergunto qual foi o jogo mais vendido da franquia. Seria o 2 por ter um lançamento ocidental para somar com as vendas? Ou talvez o 4 com as duas partes somadas?
Em todo o caso esse jogo ficou somente no Japão. O Turbografx 16, a versão ocidental do PC Engine, já tinha sido descontinuado por fracassar em ganhar espaço no mercado norte americano. Mas o relançamento do Nintendo Switch te garante o texto em inglês, Cosmic Fantasy Collection 2 está disponível desde 2025 na eShop ocidental.
E não tem negócio. Nenhum jogo além dos dois primeiros ganharam sets de conquistas lá no Retro Achievements.
CURIOSIDADES
- Esse foi o último jogo de PC Engine publicado pela Telenet Japan.
- Este foi o último RPG para consoles e o penúltimo RPG publicado pela Telenet Japan
- Também podemos dizer que esse foi o último jogo publicado pela Telenet Japan para consoles, depois disso eles seguiram vivos até meados de 2006 mas tudo o que publicaram foi jogos de pachinko e mahjong… eu não considero isso um jogo então…
- Pouco tempo depois do lançamento desse jogo a Telenet Japan abriu um Game Center no Hawaii com o nome de Cosmic Fantasy, embora nome similar, não há relação com os jogos.
- Kazuhiro Ochi não deixou o mundo dos jogos logo após o final de Cosmic Fantasy, ele trabalhou em alguns jogos no Saturn e sua última contribuição foi em 1999 no RPG Startling Odyssey 1: Blue Evolution do Playstation, um remake de um RPG do PC Engine. Ele atuou como diretor do projeto e contribuiu com o script.
UM POUCO MAIS DE OPINIÃO
Terminamos a saga mas não os jogos. Ainda tem um, mas esse é assunto para outro review. O que eu quero aqui é repassar um pouco mais de opinião direta sobre o que eu de fato achei de cada jogo. Relembrando que eu ainda acho que você não deve jogar algo da franquia. E que se eu não estivesse sendo pago para jogar e fazer esses reviews eu teria abandonado no começo de Cosmic Fantasy 2 essa jornada. Então vamos lá falar um pouco de cada jogo.
Cosmic Fantasy Bouken Shounen Yuu: É o primeiro, temos que dar um desconto para ele, mas não tem muito o que defender quando paramos para observar que ele saiu em 1990 e jogos de concorrentes faziam muito mais dois anos antes ou mais.
A jogabilidade é bem sofrida mas ao menos funciona. A história é interessante e as animações são bonitas para um jogo da época. Os gráficos in game são ruins para a época, podiam ter feito melhor, os sons também não são exemplo mas são toleráveis.
Cosmic Fantasy 2 Bouken Shounen Van: Tinha tanto potencial… só esqueceram de contratar gente que sabia programar e gente com capacidade cognitiva para testar o jogo.
A história é muito melhor que a do primeiro jogo, mas a jogabilidade… mil vezes a coisa primitiva de lá do que o monte de bugs e coisas mal feitas que colocaram aqui.
Os gráficos e a parte sonora foram uma boa evolução, as cenas animadas também. Considero ele o pior Cosmic Fantasy.
Cosmic Fantasy 3 Bouken Shounen Rei: Agora sim colocaram gente competente para fazer um RPG. Mas ainda faltou algo.
Legal eles terem dado uma atenção para o passado para tentar contar um pouco das origens da CSC e dos Cosmic Hunters, mas a história ainda é bem sem graça.
Trouxeram várias mecânicas novas legais como equipar mais de uma arma e os vários modos de atacar um inimigo. O sistema de ordenar os personagens pela velocidade também ficou bom. Um mundo sem um mapa também foi uma ideia legal. Só deviam ter aprendido que encounter rate não precisa estragar tudo.
Ao menos não podemos reclamar da parte visual, vai por mim, o outro Cosmic Fantasy de 1992 não se compara. Só podiam ter feito uma trilha sonora melhorzinha.
Cosmic Fantasy 4 Ginga Shounen Densetsu Totsunyuuhen: Finalmente começaram a fazer RPG de verdade, que até podemos comparar com os grandes nomes e notar que têm coisas boas aqui. Só foi meio tarde demais.
A história aqui começa meio besta, mas não é ruim como a do terceiro jogo que desanima. A jogabilidade ficou legal, novo sistema de combate bem legal, mas o encounter rate… maldito encounter rate.
Jogo bonito, trilha sonora de qualidade…
Cosmic Fantasy 4 Ginga Shounen Densetsu Gekitouhen: E aqui temos facilmente o melhor jogo que eles poderiam fazer. Pegaram o bom trabalho que fizeram no anterior e poliram…
De longe a melhor história entre os jogos. Deram um final decente para Cosmic Fantasy 2 embora não tenha sido um grande desfecho para a saga toda, talvez houvesse esperança de um Cosmic Fantasy 5?
O que era bom na parte 1 ficou melhor aqui. O último jogo de verdade que a Telenet Japan fez foi caprichado na medida do possível.
Dos 5 jogos eu diria que 2 jogos e meio são bem feitos. No final das contas, Cosmic Fantasy é uma ideia que no papel parece boa, mas na prática foi mal executada durante a maior parte do tempo e no final não adiantou consertar. Terminar os jogos era uma grande satisfação, não porque eu estava me divertindo e me sentia realizado por chegar ao final, mas sim porquê eu me sentia torturado jogando os primeiros ou então lidando com o encounter rate absurdo no terceiro. Os dois últimos até melhoraram a experiência mas o estrago já estava feito para mim.
No final das contas eu posso concluir dizendo. Não perca seu tempo jogando Cosmic Fantasy, nenhum deles. Existem RPGs melhores no PC Engine, até mesmo da Telenet Japan, não precisa se maltratar como eu fiz aqui. Embora tenha sido contra a minha vontade… Kkkkkkkkkkkkk
Eu tenho que reconhecer que o Kazuhiro Ochi teve boas ideias, mas digo que tudo isso poderia ter sido melhor aproveitado em um bom anime shounen…
Eu encerro por aqui, mas Cosmic Fantasy ainda não acabou, falta 1, o remake dos dois primeiros, Cosmic Fantasy Stories me espera no Mega Drive com todo o poder do Mega CD. Seria esse o jogo que consertou Cosmic Fantasy 2? Veremos no futuro… mas não no próximo review, tem um joguinho que talvez seja a melhor coisa que a Telenet Japan fez na vida deles mesmo o jogo não sendo deles, que vai entrar no próximo review.
Então sem enrolar mais do que eu já enrolei, vamos em frente porque o sonho não terá fim.











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