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27 de março de 2026

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Tenshi no Uta II é Divino


Eu tive uma ótima experiência com Tenshi no Uta. Em partes foi por ter saído de uma péssima experiência com Cosmic Fantasy 2, mas não diria que foi só pela diferença de qualidade entre os dois jogos… também não digo que foi porque é um jogo dos produtores de Wild Arms, embora isso tenha pesado muito na minha escolha por jogá-lo. 


Mas quando os jogos ganham sequências é que a coisa pode complicar… não que seja regra ter um jogo ruim depois de um começo mediano, mas será que os jogos da Telenet Japan são amaldiçoados no número 2? 


Bora conferir? 



Tenshi no Uta foi o primeiro RPG da recém formada Riot em 1991. O jogo trouxe uma história interessante em um pacote de elementos medianos. Não trouxe jogabilidade revolucionária, não trouxe gráficos fantásticos e nem mesmo a trilha sonora era algo épico para se lembrar… o jogo era relativamente curto inclusive. Mas o que foi apresentado era bom, não haviam tantas falhas na jogabilidade e o jogo tinha uma fluência muito agradável.


E se você ainda não leu sobre ele clica NESSE LINK e vai lá dar uma lida.


Capa do jogo

É claro que eles trabalharam em outros jogos, mas em 26 de março de 1993, um ano e meio depois do lançamento do primeiro jogo, chegava às lojas japonesas Tenshi no Uta II Datenshi no Sentaku que em tese deve entregar mais do que o primeiro onde realmente importa. E é isso que vamos ver aqui ao longo do texto. O que melhorou, o que deixou a desejar e o rumo que a série tomou, até porque eu já disse no artigo do primeiro jogo que são duas sequências e não uma. Então sem mais enrolação, vamos em frente. 


CONTINUANDO DE ONDE PARAMOS (MAIS OU MENOS) 


A história em Tenshi no Uta II continua com os eventos do primeiro, mas não é algo tão aparente e direto ao ponto. Quando você começa a jogar nem mesmo sabe onde está e qual a ligação toda que o jogo faz com o anterior. Mas tudo vai se esclarecer, é só ir seguindo a história. Mas não aqui, aqui não tem spoilers além do necessário. 


Começando do começo

Mas nossa história aqui começa na cidade de Erwin onde estamos no controle do jovem Fate e do seu amigo de infância Scion. Juntos os jovens ajudam a proteger a cidade dos monstros que ameaçam a vida pacífica dos moradores. Em um dia de patrulha pela ilha eles estão em frente à velha torre que sempre esteve selada, porém após um terremoto eles ganham acesso ao local e decidem explorar. 

Lá eles encontram uma moça inconsciente que ao despertar só se lembra do próprio nome, Lianna. Ela passa à viver junto do Fate que promete ajudá-la a recuperar suas memórias perdidas, mas pouco tempo depois a vida pacífica deles acaba. Monstros atacam a cidade e eles são forçados a fugir. Rumores dizem que a Ordem dos Cavaleiros do Deus Negro está por trás do ataque, só tem um problema, Scion nosso amigo de infância é membro da ordem e devoto do deus em questão. Após a fuga eles decidem buscar pela verdade e ajudar Lianna a recuperar as memórias perdidas… mas a história vai muito além, e você terá que jogar para saber mais…


Quais os segredos que Lianna guarda no seu passado?

Eu fiquei meio perdido, onde isso se liga com o jogo anterior? É o que eu pensava mas não pude deixar de gostar de como o jogo começou, uma premissa melhor que a do jogo anterior, inclusive com um elenco maior e mais completo. O jogo só mudou as regras um pouco, agora temos muito mais personagens que nos acompanham na jornada, porém no máximo 4 farão parte da equipe e muitos irão circular de acordo com eventos que irão ocorrer durante o jogo. Temos um total de 9 personagens jogáveis, alguns ficam mais tempo que outros na party mas no geral nunca estamos sozinhos. Bora então conhecer o elenco jogável. 


Fate: Comecemos então pelo protagonista não é? 21 anos, personalidade descontraída e um tremendo de um mulherengo. Chegou em Erwin ainda pequeno junto da mãe que já é falecida, do pai ele não sabe nada. As coisas mudam quando ele conhece a Lianna, ou Lia como ele a chama… tão logo os dois começam a ficar próximos o ataque na cidade acontece e eles passam a viajar o mundo em busca de respostas. 

Fate de certa forma lembra o Kear no que toca o gameplay, com algumas mudanças no que toca às magias e equipamentos. Temos um protagonista padrão.


Scion: Amigo de infância do Fate, 22 anos, um cara sério e devoto. Desde jovem ele admira a Ordem do Deus Negro à qual ele acabou se tornando um cavaleiro. Não há como dizer se a ordem é algo bom ou ruim e nem questionar os ideais que Scion acredita, só sabemos que ele é fiel à eles.

Dentre os personagens jogáveis ele é dos que passa menos tempo conosco embora amigo de infância do Fate, uma série de fatores contribuem para isso. 

Scion é um personagem totalmente voltado ao dano físico, sem MP, então sem magias aqui. Mas ele não é o equivalente ao Jito, não tem tanta força assim. 


Lianna: Não sabemos de onde ela veio, não sabemos sua idade, seu passado é um mistério já que ela perdeu suas memórias. Tudo o que sabemos sobre ela é que ela foi encontrada na torre selada. Mas isso não impede o Fate de ficar caidinho por ela kkkkkkkkkkkkkkkkkk… tá, a moça é bonita… mas é aquilo né? Quando encontramos personagens assim misteriosos no jogo é porque eles têm um papel importante na história, e ela tem, mas não é bem o que esperamos até certo ponto. Ficou curioso? Vai jogar… vale a pena… 

Lianna é tipo a Claire do jogo anterior, nossa fonte de magias de cura, mas ela não deixa a desejar nas outras magias também. Os atributos dela são até decentes, mas a falta de equipamento bom é um problema com ela. 


Zea: 27 anos, uma mulher da tribo do deserto que se opõe à Ordem do Deus Negro que tenta a todo custo “evangelizar” o seu povo. Não se deixe enganar, aqui não é mulherzinha frágil não, Zea não só é proficiente com magias mas também uma hábil lutadora. Ela se une a nós durante uma fuga e decide nos ajudar por termos alguns ideais em comum. 

Pra mim uma das melhores personagens para se ter na party. Não só as magias de suporte dela ajudam muito, mas ela é muito boa por poder equipar garras nas duas mãos, o que dá à ela ataques duplos. Em vários momentos ela causa mais dano que o Fate simplesmente por ter duas armas equipadas… isso ajuda e muito. 


Ranzo: Um ladrão que ajudamos a fugir e ele desde então decide retribuir a nossa bondade nos seguindo… na real ele ficou apaixonado pela Zea e tá tentando impressionar ela… mas tem muito mais sobre ele que não vamos saber tão cedo no jogo, exceto pelo fato dele ser o personagem mais velho na party, com 34 anos. Ele é meio desbocado e fala umas bobagens fora de hora, mas não é igual ao Buzen, no caso dele é mais besteira do que sabedoria. 

Ter um ladrão na party é conveniente, afinal, alguém tem que abrir portas e baús trancados não é. Até porque o jogo não tem comando para roubar algo durante os combates e o Ranzo não usa magia. Ao menos ele é rápido e bate bem. 


Fan: Só tem adulto responsável nesse elenco… aqui temos um senhor de 32 anos que é um bardo viajante kkkkkkkkkkkkkkkkkk. Na verdade ele é mais do que isso. Conhecemos Fan por intermédio do pai do Scion que diz que ele iria nos ajudar na nossa causa. Fan faz jus à personalidade descontraída que dizem que ele tem, mas é muito mais responsável do que parece…

E aqui temos um bardo que não perde tempo tocando musiquinha nos combates. Fan usa espada e outros equipamentos como um guerreiro deve ser… fica com esse papo de tocar harpinha não… (You spoony bard!! Kkkkkkkk) ele tem magias de cura boas para dar uma ajuda além de bater forte, excelente apoio em grande parte da história. 


Dewey: Se estava faltando um mago habilidoso na party como era o Buzen, aqui temos Dewey, embora ele não tenha todos os anos, só 29. Nosso estudante de magia não enxerga um palmo à frente sem os óculos mas é muito inteligente e é ele quem nos ajuda à buscar artefatos místicos para impedir uma catástrofe. Ele passa por umas experiências desagradáveis ao nosso lado, mas ele não parece se importar muito. 

Dewey é literalmente o estudante de magia, amplamente especializado nas magias ofensivas e péssimo nos demais atributos… e nem podemos equipar uma calcinha nele para aumentar a defesa kkkkkkkkkkkkkkkkkk 


Tiara: No meio de tanto adulto apareceu uma adolescente. Com 15 anos ela é descendente dos Kelt e entra em nossa party por recomendação da Enya, sim daquela mesma Enya do primeiro jogo. Tiara é quase um equivalente à Enya mesmo, personalidade descontraída, fala umas bobagens de vez em quando, contribui com parte dos humor do jogo, mas ela não manja das artes druidas. 

Tiara é muito habilidosa com um arco e flecha, tanto que é o que podemos equipar nela. Além disso ela tem um ótimo repertório de magias de suporte como a Enya tinha no jogo anterior. 


Alef: Poderia dizer que ele é o personagem mais jovem do grupo, mas ele tem os mesmos 15 anos que a Tiara. Talvez seja porque ele é um crianção no comportamento e de fato aparenta ser mais jovem. Dizem que ele descende de um grande guerreiro que lutou contra o mal no passado e isso explica sua força. 

A melhor espada do primeiro jogo está de volta e só o Alef vai poder equipar ela… o garoto é forte, muito forte. Quer atropelar inimigos? Deixe ele na sua party, sem mais… 


E é esse o elenco do jogo, bastante adultos e poucos adolescentes, bem diferente de muitos RPGs que vemos por aí que são bem mais próximos dos mangá shounen onde tem o moleque escolhido que vai salvar o mundo do mal. No geral eu gostei muito do elenco do jogo, uma ótima evolução do primeiro jogo, bastante gente, bastante personalidade… o humor bobo que tinha no primeiro jogo ainda se mantém. 

E por falar em manter algo, as moças do save point seguem mantendo o padrão de qualidade, cada vez mais legais e até com referências… ainda temos outros bons NPCs para curtir um bom humor com diálogos absurdos e claro, pessoas importantes que fazem a história acontecer. Diferente do jogo anterior que a treta era toda com demônios, aqui temos também alguns inimigos humanos, isso adiciona muito para o plot. 


No geral é notável o quanto os produtores tentaram ir além com plot, elenco, ambientação também. O jogo ficou mais completo, eu diria. Mas os upgrades não se resumem a isso, vamos de jogabilidade. 


CONSERTANDO O QUE NÃO ESTAVA QUEBRADO 


Tenshi no Uta II fez o certo, acrescentou na jogabilidade sem perder a essência e nem quebrar o jogo. É o mínimo que esperamos de um segundo jogo, embora nem todos nos entreguem isso. Toda a simplicidade do primeiro jogo ainda está aqui, mas com aquele “plus” que melhora tudo. Como padrão, começamos falando dos controles. 

Não tem muita mudança aqui, só um ou outro retoque.


Os controles segundo o manual

  • Direcionais fazem o de sempre, movem o mundo ao nosso redor Kkkkkkkkkk e nos ajuda a navegar pelos menus. 
  • O botão I ainda é o botão de ação que vai conversar com NPCs, revistar objetos no campo e claro, confirmar ações nos menus. 
  • O botão II perdeu a função de correr, nesse jogo os personagens se movem rapidamente sem necessidade de dash. Ainda usamos o mesmo botão para cancelar escolhas em menus e se pressionamos ele no campo podemos abrir o menu de campo. 
  • START é só na tela de título, mais nada… 
  • SELECT abre um menu de configurações com algumas opções úteis. 


OBS: O controle de 6 botões aqui não funciona. Acho que só Emerald Dragon dentre todos os RPGs que eu joguei no PC Engine tem suporte para ele. Em todo o caso, não se esqueça de trocar o modo antes de jogar para evitar problemas. 


Sabedoria NPC: Não está nem no manual heim. Os NPCs na primeira cidade do jogo lhe ensinam dois pequenos truques com os controles que não aparecem em lugar algum. 

  • O primeiro é, se manter o botão START pressionado enquanto no campo você vai poder ver quem está escondido atrás de paredes ou outros elementos no campo. 
  • O segundo é, mantenha o botão II pressionado e ande na direção de um NPC, você irá atravessar ele. Com exceção dos NPCs que bloqueiam o caminho por necessidade, tipo os guardas no portão, você poderá passar por quem está no caminho atrapalhando a sua vida… sério, que função maravilhosa… acho que todo mundo já ficou com raiva de um NPC no caminho. 


Agora temos um mapa para andar pelo mundo

Em geral tudo o que vemos em RPGs é comum aqui também, até mesmo muito do que tínhamos no jogo anterior aqui se manteve. Uma adição foi no campo das side quests, aqui temos muito mais para fazer além de seguir adiante. Conversar com os NPCs nas cidades pode ser bem mais útil do que no jogo anterior, já que muitos deles dão pistas. Até mesmo alguns personagens podem não entrar na party dependendo de respostas diferentes ou de eventos que deixamos ou não de fazer. 

O jogo mantém o sistema de transição entre dia e noite, mas dessa vez mais lento como vemos em jogos da franquia Dragon Quest e não aquela coisa acelerada do primeiro jogo. Inclusive aqui o sistema é bem mais explorado do que no jogo anterior. Não podemos entrar em alguns lugares dependendo da hora e para invadir outros tem que ser de noite, por exemplo. As tabernas se tornaram muito úteis também, podemos aprender um bocado gastando uns Gimel com umas bebidas. 


Olhe cada canto para não perder itens escondidos

Dungeons ficaram em geral menores, ou ao menos mais fáceis de explorar. Também ganhamos um mapa do mundo com indicações de lugares e a nossa posição. Isso porque a exploração é mais aberta nesse ponto, como eu disse antes, temos mais side quests para fazer. 

Em algumas cidades temos acesso à um minigame de cartas que funciona de forma parecida com hanafuda, só que de um jeito mais simples e direto. Devemos formar pares com cartas com o maior número de pontos possíveis e se possível fazer algumas sequências para conseguir uma pontuação maior que a do nosso oponente, quanto maior a pontuação total final melhor a nossa recompensa. Recomendo jogar pelo melhor escudo para a Lianna… 

E é isso, não tem nada a mais tão fora do padrão que estava no primeiro jogo ou nos muitos RPGs da época. Vamos avançar conhecendo o menu de campo. 


O menu de campo em toda a sua ausência de detalhes

Apertando o botão II vamos abrir o menu de campo, que aparentemente não mudou nada em relação ao jogo anterior… nem mesmo acrescentaram o básico que faltava que era um resumo dos personagens e se possível a quantidade de Gimel… na verdade tiraram coisas, olha a decoração da janela, não temos nem isso mais… Kkkkkkkkkkkkk 

Deixando a brincadeira de lado, o menu de campo teve sim muitas melhorias úteis, poderia até ter mais eu diria, mas mexeram em lugares que importam. Vamos ver o que mudou então. 


Usando magias de cura

MAGIC: Assim como era no jogo anterior aqui usamos as magias que podem ser usadas em campo e podemos ver que magias temos. Elas continuam divididas em categorias.

  • Magias de ataque que são as que causam danos nos inimigos 
  • Magias de cura que são as que recuperam nosso HP, curam status negativos e revivem nosso personagem 
  • Magias de suporte que são as que alteram atributos ou causam status negativos em inimigos ou nos dão melhorias nos nossos atributos 
  • Magias diversas que são as magias de teleport, que reduzem o encounter rate e etc 

E mais uma vez não temos qualquer explicação sobre funcionalidades de magias, a menos que você encontre um guia online ou esteja com o manual do jogo. 


Me permitam sair um pouco do menu de campo para falar sobre explicações de itens e magias. Fui perguntado porque eu implico com isso já que praticamente todo RPG antigo ignora isso. Tem alguns pontos que eu preciso mencionar sobre isso. 

O primeiro é pelo fator review. Se eu estou passando a informação aqui, eu acho interessante mostrar como as coisas são. Se alguém vai ler ou não, ao menos eu fiz a minha parte de informar da melhor forma possível. 

O segundo é mais pela experiência de gameplay mesmo, quando você pega um jogo pela primeira vez é meio chato ter que sair testando tudo pra saber como funciona algo e o que cada coisa faz. Como eu já disse antes, nem todo mundo joga com o manual do jogo do lado pra conferir informações e isso se elas estiverem no manual. 

Por fim, eu não ligo muito para isso, por exemplo, depois de jogar o primeiro Tenshi no Uta eu aprendi a nomenclatura das magias e as funcionalidades delas, então na hora de jogar o segundo eu já sabia o que era cada coisa, o mesmo eu digo dos Cosmic Fantasy por exemplo. Mas eu ainda penso em quem joga pela primeira vez e fica perdido com o jogo e acaba desistindo. 

Agora voltemos ao menu de campo. 


Gerenciar itens ficou muito melhor

ITEM: Alguém deve ter reclamado tanto, mas tanto, na orelha dos desenvolvedores do primeiro jogo que eles fizeram uma verdadeira revolução nos itens. Acabou o sofrimento com espaço extremamente limitado, agora temos espaço de sobra, talvez até infinito, não consegui testar, mas não temos itens separados por personagens mais e sim uma única lista para todos usarem. Os itens consumíveis continuam sendo cumulativos enquanto os equipamentos não, o mesmo vale para itens importantes que ocupam um espaço cada mesmo sendo iguais. Podemos organizar na ordem que quisermos os itens e até descartar os que não queremos mais. Os itens usáveis aparecem com fonte branca enquanto os que não podem ficam com o nome em cinza escuro. 

Itens de cura passaram por mudanças na organização, nomenclatura e etc. Agora os itens comuns têm o nome baseado na magia com efeito equivalente, por exemplo, o item de cura mais simples é uma Raihi Herb fazendo referência à magia de cura básica Raihi. Isso ficou muito bom, facilita saber o que cada item faz já que as explicações também não existem por aqui. 

Os equipamentos usados pelos personagens aparecem na lista também com uma indicação de que estão em uso, e não poderão ser vendidos se não forem removidos previamente. 

Uma coisa é certa, lidar com itens não é a melhor coisa ainda, mas é infinitamente melhor do que no jogo anterior. 


Tela de status

STATUS: Primeiro temos o famoso resumo dos personagens que deveria aparecer logo ao abrir o menu de campo, inclusive é nele que vemos a quantidade de Gimel que temos no bolso. Mas selecionando um personagem vamos ver a tela de status completa dele com os detalhes. No topo temos o nome do personagem, aí no lado esquerdo temos. 

  • LV 
  • EXP e EXP necessária para LV up 
  • HP 
  • MP 
  • AP (attack power) 
  • AC (armor class) que é a defesa 
  • Velocidade 
  • Sabedoria que é o fator que determina a força das magias 
  • Sorte que determina a precisão dos ataques e magias bem como as chances de um critical hit

E por fim no lado direito temos um retrato do personagem, algo que faltava no primeiro jogo heim e a lista dos itens equipados. 

A única mudança real é o retrato do personagem, de resto é praticamente um CTRL+C CTRL+V do jogo anterior. 


Equipando um personagem

EQUIP: Aqui a fórmula também se mantém bem próxima do jogo anterior, pouca coisa foi alterada. Ao selecionar um personagem teremos a lista de equipamentos dele. Aqui podemos equipar o seguinte. 

  • Uma arma, que varia entre espadas, lanças, porretes, arcos, cajados, garras e afins. Só depende do personagem poder ou não equipar a arma desejada. 
  • Um escuro ou item de proteção para o braço, que também pode ser uma segunda arma dependendo do personagem. Detalhe que quem equipar duas armas poderá bater duas vezes. 
  • Uma armadura, e fica aqui minha indignação com a quantidade patética de proteções para personagens focados em magia nesse jogo. É crueldade demais kkkkkkkkkkkkkkkkkk 
  • Uma proteção para a cabeça, afinal o sol é forte e precisamos ao menos de um boné kkkkkkkkkkkkkkkkkk 
  • Um acessório. Aqui temos uma grande variedade de itens para equipar, até alguns itens importantes podem ser usados como acessórios, os efeitos e modificações em atributos também são bem variados. Recomendo uma boa dose de experimentação até achar o que melhor te atende. 

A compatibilidade com equipamentos é bem variada de personagem para personagem, o que pode ser equipado aparece com o nome em branco e se não tiver o símbolo de equipado, por estar em outro personagem, você poderá equipar. E assim como no jogo anterior, para remover um equipamento é só selecionar o mesmo item na lista enquanto equipa o personagem. Um último ponto à ser mencionado, os equipamentos de um personagem permanecem na nossa lista de itens quando ele sai da party e poderão ser reutilizados por outros personagens ou então vendidos livremente. 


As anotaçõpes são divididas em tópicos

MEMO: Aquela função que tinha o objetivo de lhe ajudar à progredir sem se perder ficou ainda melhor. Ela não armazena diretamente as falas dos NPCs como no jogo anterior, agora a opção é dividida em tópicos de acordo com temas relacionados ao que acontece no jogo. A primeira opção é a mais útil delas por ser a “o que fazer de agora em diante?” onde os personagens conversam entre si e dão as dicas do que fazer para avançar no jogo. Os demais tópicos ajudam também, e ainda complementam a lore do jogo. Recomendo usar a opção sempre que acontecer algo importante no jogo para acrescentar um pouco mais de informação e aprender uns extras que podem te ajudar com mais do que só avançar no jogo. 


LOAD: Por fim, a função mais simples de todas. É a mesma coisa que você vê em diversos jogos no PC Engine, carregar um save sem ter que dar reset no console ou voltar para a tela de título. 


Por fim o menu de campo é praticamente o mesmo do jogo anterior, com as mesmas funções porém com muitas melhorias mais do que necessárias… uma pena que alguns detalhes seguiram iguais ao jogo anterior, mas sinceramente, só de não ter que lidar com o espaço patético para itens já é uma satisfação imensa. 


Menu secundário com opções de ajuste úteis

Agora temos um segundo menu, que é acessado ao apertar o botão SELECT e é chamado de System Menu no manual… só faltou o manual descrever o que tem nele, aliás fica aqui uma reclamação sobre os manuais dos dois Tenshi no Uta no PC Engine, ambos são muito simples e não explicam várias mecânicas dos jogos e até o que explicam é um bocado superficial perto de outros manuais. Não precisa fazer uma enciclopédia, mas focar na jogabilidade ao invés de mostrar 10 páginas de lore seria melhor. Então vamos deixar o manual de lado por enquanto e vamos ver o que tem ao apertar SELECT no campo. 


A primeira coisa que este menu exibe é o tempo de jogo, algo que alguns RPGs antigos não contam mas eu sempre quero saber. Aqui temos como. Em seguida temos:


MESSAGE SPEED: Podemos ajustar a velocidade do texto exibido no campo. Sendo 0 o mais rápido e 7 o mais lento. Mesmo na velocidade padrão o texto desse jogo não é tão lerdo, mas deixar no mais rápido é conveniente. 

BATTLE SPEED: Mesmo esquema do texto porém com os combates, recomendo manter no padrão ou aumentar em um ponto a velocidade. Isso porque se acelerar demais as mensagens passam mais rápido do que você consegue acompanhar, e se for para acelerar é só segurar o botão I que o jogo avança tudo durante o turno. 

AUTO BATTLE: Fazia tempo que não falava de um RPG com recursos de combate automatizado aqui heim… excluindo Cosmic Fantasy que é somente o padrão durante os combates o último foi Tengai Makyou Zero.

Aqui tem Tenshi no Uta II temos um pouco mais de opções como decidir o que será automatizado e não simplesmente botar o povo para bater sem pensar no amanhã. E eu sigo não gostando da função como eu não gosto em nenhum RPG kkkkkkkkkkkkkkkkkk 


Tela padrão dos combates

E é isso que temos nos menus, agora é hora de lutar e assim como no jogo anterior, temos combates por turnos no melhor estilo Dragon Quest clássico. Escolhemos as ações para todo mundo e o turno rola na ordem decidida pelo atributo velocidade. Assim como no jogo anterior, também temos batalhas que começam com vantagens para nós ou para os inimigos o que dá um turno extra sem interrupções para quem começar com a vantagem.

O layout dos combates segue idêntico ao jogo anterior também. Na parte superior há uma janela com o resumo dos personagens, no caso nome, HP, MP e caso um status nos afete um ícone na esquerda indicará isso. Ao centro teremos a parte da ação e abaixo a janela dos comandos e durante os turnos as mensagens de contexto serão exibidas ali. Diferente do jogo anterior, a primeira coisa que temos ao começar o combate são 3 opções e não os comandos dos personagens. 


FIGHT: Selecionar essa opção vai levar você para os comandos dos personagens. 

SETTINGS: Aqui podemos ajustar as configurações de batalha automática igual fazemos no menu do botão SELECT. 

ESCAPE: Se for fugir da luta é essa a opção à se escolher. A taxa de sucesso é variada, eu diria que é boa, eu consegui fugir quando precisei com relativa facilidade. 


Mas vamos lutar certo? Então escolhendo FIGHT vamos ver os comandos que cada personagem pode usar. Lembrando que, não mudou muito do que tinha no jogo anterior aqui também. 


ATTACK: Mantendo o padrão de todos os RPGs, atacar o inimigo com a arma equipada para causar dano é o que fazemos aqui. 

Personagens que equipam uma segunda arma atacam duas vezes e o dano é combinado. 

Algumas armas como bumerangues e alguns cajados com atributos especiais podem atacar todos os inimigos de uma vez, mas não é algo que acontece sempre, existe uma probabilidade baseada no atributo sorte. Os bumerangues fazem um único ataque, já os cajados executam um ataque mágico depois do dano físico padrão. 

Dano crítico se faz presente aqui também e os valores são mais variados, dando mais do que o dano normal mas nem sempre um valor próximo do dobro. Danos críticos são capazes de quebrar a defesa absoluta de alguns inimigos. 

Os ataques podem falhar, o que é comum em RPGs, porém os cajados que tem atributos especiais irão executar o ataque em grupo mesmo se o ataque físico falhar se tivermos sorte. 


Usando Zarogu pra fritar os peixe tudo

MAGIC: Personagem que tem magia para usar? Então é aqui que você faz isso nos combates. As magias seguem divididas nas categorias como é no menu de campo, porém as magias diversas nem aparecem em combate já que elas são praticamente para uso no campo. 

Uma dica que eu deixo é, use magias que causam status negativos como cegueira e confusão em chefes. Muitos deles são suscetíveis à esses status e isso vai te dar imensa vantagem nas lutas. Tentar selar as magias deles também é bem válido. Até o último chefe tem algumas vulnerabilidades para explorar. 


DEFEND: É o bom e velho comando para se defender dos ataques inimigos e tomar menos dano. Sem mais e nem menos. 


ITEM: Usar itens em combate ficou tão bom quanto no campo, em partes graças à remoção das limitações de espaço que o jogo anterior tinha, mas a melhor parte é que usar equipamentos e outros itens com propriedades especiais em combate é muito mais conveniente aqui. O jogo destaca o nome igual ele faz no menu de campo para o que pode ser usado e a variedade de itens úteis é imensa. Temos inclusive um cajado que cura HP de uso infinito… recomendo e muito. 


Nem o Kraken poderá sobreviver ao nosso ataque

E é isso… só isso… mudou praticamente nada se olhar o jogo anterior. Mas se funciona bem, por que mudar? Melhor manter o que está bom e acrescentar pouco. Enfim… 

As regras para o término dos combates são as mesmas de sempre. Se os inimigos caírem você ganha EXP e Gimel, talvez um item (alguns equipamentos só conseguimos de inimigos)... se o seu personagem subir de LV recupera o HP e MP e você vai ver uma lista dos atributos que receberam melhorias na subida de LV. Se ganhar magia nova agora o jogo diz qual magia foi ganha. Se nossos personagens forem derrotados é game over, você será mandado para a tela de load para escolher o último save e tentar de novo. 

Em termos de status negativos, o jogo mantém o mesmo esquema do jogo anterior. Todos são curados com a magia Einoru ou com uma Einoru Fruit, que é o equivalente em item. Também podemos curar os personagens nas igrejas como era no jogo anterior. Reviver personagens também mantém o padrão do jogo anterior. 

No geral o desafio do jogo é bem menor do que o jogo anterior, eu já achava lá relativamente fácil então aqui ficou ainda mais fácil. O jogo é maior na duração em relação ao jogo anterior mas não é dos maiores RPGs que eu já joguei. Sabendo o que fazer e pra onde ir creio que 30h seja o bastante. 

O encounter rate é bem parecido com o primeiro jogo também, só que os combates aqui são mais rápidos, o que acabava rápido agora termina mais rápido ainda. O diferencial é que temos mais conteúdo fora da quest principal, então se for explorar de fato pode esperar umas 45h.


No final das contas podemos dizer que em termos de jogabilidade Tenshi no Uta II é um Tenshi no Uta Plus, mantém praticamente tudo o que o original tinha e fez ali as mudanças e acréscimos que quiseram fazer… podia ser melhor? Com toda a certeza! Mas não temos algo ruim aqui, ainda é muito fluido e o melhor, sem bugs que é o que importa. 


ADEUS RPG DE FORMIGUINHA 


Chegamos nos gráficos, e aqui o jogo melhorou sim. Não que o primeiro fosse ruim, só era simples e pequeno demais. 


Estátua dedicada ao Buzen...

No campo a melhoria é notável, os personagens seguem sem rosto, isso acabou virando marca registrada da franquia. Mas o tamanho e nível de detalhes dos sprites aumentou e muito. Isso inclui nossos personagens, os NPCs, inimigos, monstros e tudo mais. Agora também temos alguns quadros diferentes de animação para nossos personagens e até para os NPCs… as moças do save estão melhores do que nunca. Era algo que eu achava fraco no jogo anterior ter NPCs com poucas animações, se melhoraram isso eu já vejo como ponto positivo.


O mapa é muito parecido com o anterior 

O campo também melhorou bastante. O mapa ainda é bem parecido com o jogo anterior, só que com detalhes a mais. A mudança foi mesmo nas cidades e vilarejos, tudo ficou maior e mais detalhado. A arquitetura no geral é mais elegante, só que elementos padronizados aumentaram também. Não rola tanta diferença em cidades ou vilarejos como no jogo anterior. 


Revisitando uma dungeon do primeiro jogo

Nas dungeons também estamos mais padronizados, mas não está feio, é tudo mais detalhado também, os produtores até brincam com efeitos de reflexo. O que aumentou muito foi a quantidade de passagens e portas escondidas… é bom ficar atento. 

O jogo tem um probleminha nos gráficos. Em alguns lugares os devs tentaram fazer um efeito de parallax, algo comum em jogos clássicos, mas não deu muito certo, o fundo até se move mas com engasgos. 


Os combates também mantém o estilo do primeiro jogo

Nos combates o visual segue em primeira pessoa, o que nem é estranho, eu diria que é mais difícil encontrar RPGs que não sejam em primeira pessoa isso sim. Mas indiferente disso, os monstros estão bem padrão, sprites pequenos e grandes entre eles, dependendo do lugar e de quem te ataca. Continuam imóveis também… com relação ao visual eu já achei um downgrade, não é que sejam ruins, é que no primeiro jogo os monstros tinham um ar mais impactante, eram mais assustadores e até atraentes se comparados com o que temos aqui. Só não digo o mesmo dos chefes porque enfrentamos umas coisas bem bizarras aqui, por conta dos eventos do jogo, agora temos mais inimigos humanos também. Os chefes são animados e com uma variedade boa de animações para os ataques.


Os chefes ganharam um cenário de fundo nas lutas

Na parte dos cenários é quase a mesma coisa do jogo anterior, aquele efeito na entrada do combate, o fundo é o campo sem cores e sem sprites. Porém os chefes ganharam cenários de fundo. Nada muito grandioso mas colocaram fundo… 

As animações dos ataques e magias variam do simples ao complexo e são boas no geral, outra melhoria em relação ao jogo anterior, até colocaram animações para magias que nem tinham uma no jogo anterior, as magias que causam status negativos por exemplo, ganharam animações mais únicas. 

No final das contas os combates estão mais bonitos mas ainda mantém muito da essência do jogo original, como se os produtores não quisessem se afastar muito de um padrão. Só diria que os monstros terem perdido o estilo do jogo anterior foi o maior “downgrade”. 


As cenas animadas merecem destaque

E claro que não podemos nos esquecer, as cenas animadas estão aqui também. Temos mais do que no jogo anterior, mas não é uma grande quantidade… ainda mais quando comparamos com os Tengai Makyou ou com os Cosmic Fantasy. 

Uma coisa é certa, a qualidade visual das cenas é muito mas muito melhor. Os personagens são bem mais expressivos e o nível de detalhes nas cenas é muito maior, fora que aquele estilo “colagem” do jogo anterior desapareceu aqui. E cenas em tela inteira são mais frequentes. O jogo tem umas cenas realmente muito bonitas. 

O que não temos mais com a mesma frequência é o uso dos retratos de personagens e NPCs importantes como era no jogo anterior. Vários diálogos importantes ficaram sem os retratos dos personagens. Com uma arte mais bonita chega a ser meio triste isso… 


Fundo bonito... pena que o paralax é defeituoso

Em gráficos podemos dizer que Tenshi no Uta II fez o que pode? Mais ou menos… o jogo está bonito, melhor que o primeiro e melhor que muito RPG do PC Engine é verdade, mas a impressão que eu tenho é que dava para fazer mais e os devs preferiram jogar de forma mais segura. Eu até entendo esse padrão de se manter na média que criaram com o primeiro jogo, mas diria que ser um pouco mais ambicioso faria bem aqui. 


ERA SOM O QUE ME FALTAVA? 


Na parte sonora, o primeiro Tenshi no Uta não fazia feio também, era padrão, na média, como tudo era por lá. Aqui podemos dizer que o segundo jogo amadureceu bem. 


Não tem OST oficial mas vai a foto do disco

A trilha sonora é um belo de um passo à frente, as músicas tranquilas seguem tranquilas, mas os temas de batalha, de chefe e afins estão bem mais impactantes. E não é só isso não, dungeons ganharam músicas bem mais legais também. 

Algumas músicas eu poderia facilmente pegar e colocar no meio da OST de algum Wild Arms ou de Psycho Dream e você nem iria notar que elas eram na verdade de Tenshi no Uta II… em todo o caso eu tiro meu chapéu para o que a Michiko Naruke fez aqui. 


Quer ouvir a trilha sonora de Tenshi no Uta II? Então clica AQUI para ouvir a trilha sonora do jogo. 


Diferente do Cosmic Fantasy 3 que decidiu apelar para os sons PCM para fazer efeitos sonoros, Tenshi no Uta II decidiu misturar os bons e velhos efeitos feitos com o som PSG do console base aos efeitos em PCM, isso trouxe uma experiência ok já que o jogo não precisa de tempo para carregar os sons à todo tempo. A boa e velha fluidez do primeiro jogo foi mantida. Não há muito o que falar sobre efeitos sonoros, sempre digo que é melhor ter do que não ter… 


As vozes aqui só nas cenas animadas

As vozes, é claro, marcam presença no jogo. Seguindo o padrão do jogo anterior, somente nas cenas animadas… o que é bem triste e eu já reclamei disso lá. Diálogos importantes sem voz perdem um pouco do charme nesses jogos. É como ter um potencial em mãos mas não utilizá-lo. O lado bom é que o elenco escalado nesses jogos é sempre cheio de nomes grandes e vozes famosas. 

  • Fate ganhou voz graças ao Kazuki Yao, esse gosta de fazer personagens ruins em jogos, ou seria personagem de jogo ruim… não pera… é que ele deu voz para os malditos Irmãos Ashimoto nos jogos da franquia Tengai Makyou e também para o Earnest Evans do jogo ruim de mesmo nome. Deixando a zueira de lado, o cara tem longa carreira em animes, eu sempre vou lembrar dele por conta do Judeau Ashta de Gundam ZZ e pelo Shinobu de Dancougar (joguei muito SRW…), mas ele também está em animes de longa data como Initial D e é dele a voz do Franky em One Piece. 
  • Scion ganhou voz pelo trabalho do Shigeru Nakahara, ele fez a voz do Mouri Motonari nos jogos da franquia Sengoku Basara da Capcom. Em animes ele é a voz original do Android 17 em todas as aparições do personagem em Dragon Ball. Ele também dá voz ao Trowa Barton em Gundam Wing. 
  • Lianna ganhou voz pela Yuriko Yamamoto, em jogos eu não achei muita coisa mas em animes ela tem vários trabalhos grandes. Ela trabalhou junto do Kazuki Yao em Dancougar, a voz da Sara Yuki é dela. Também é dela a voz da Yuria em Hokuto no Ken clássico, da Marin em Saint Seiya, da Iczer-1 nas obras baseadas em Iczer… 
  • Zea foi creditada como Yoshiko Fujita, só que ao que parece ela não seguiu carreira com dublagem, embora ela tenha trabalhado em jogos na parte sonora e até em localizações e gráficos. Especialmente na Level 5 que produziu jogos como Rogue Galaxy e os Dragon Quest VIII e IX. 
  • Ranzo o ladrão tem a voz feita pelo Norio Wakamoto, é dele a voz nos jogos da franquia Tales onde o Barbatos aparece, embora ele tenha se originado em Tales of Destiny 2, Chaos nos jogos da série Dissidia Final Fantasy também é a voz dele lá. Ah! A voz do Dracula em Castlevania SOTN japonês é dele também. O infeliz do Igniz nos KOF também é ele… Nobunaga Oda em Sengoku Basara. Os Psycho Crusher que você escuta nos Street Fighter também é ele, afinal ele dá voz para o Vega/M.Bison… Em animes ele é a voz original do Cell em Dragon Ball Z e etc… já viu Gintama? Matsudaira tá lá te esperando com a voz dele kkkkkkkkkkkkkkkkkk 
  • Fan não aparece em cenas animadas então não tem voz… 
  • Dewey teve a voz feita pelo Kiyoyuki Yanada que faleceu em 2022. A voz do Jotaro no Jojo's Bizarre Adventure de luta da Capcom é dele, ele também fez a voz do prefeito mais casca grossa dos jogos o Mike Haggar em Marvel VS Capcom 3, a voz do Richter Belmont no Japão é dele também. Em animes eu vi muita coisa onde ele estava no elenco mas a grande maioria eram personagens menores, só reconheci e lembrei do Shoma Akagi em F por ser algo mais recente na lista de animes que eu vi. 
  • Tiara fez a Junko Hagimori voltar do primeiro jogo, lá ela dava voz para a Enya. 
  • Alef tem a voz da Kazue Ikura, ela já apareceu em reviews já que é dela a voz do Manjimaru, o protagonista de Tengai Makyou II. Não vou me esquecer também que ela dá voz à Kaori de City Hunter. 

Além dos personagens principais temos vozes para outros personagens, no elenco aparecem nomes como Kaneto Shiozawa (lendário), Kazuhiko Inoue, Shozo Iizuka e Katsuji Mori. 


Lianna quer saber se você ouviu a OST ou não

Tenshi no Uta II segue mais uma vez fazendo o necessário para ser melhor que seu antecessor, mas ainda poderia entregar mais. A parte sonora é boa mas ainda não aceito o fato das cenas importantes não terem vozes. Se nem tudo vai ser animado ao menos poderiam ter falado… Kkkkkkkkkkkk


SE RODAR AO CONTRÁRIO VIRA AKUMA NO UTA? 


Se tem algo escondido no disco do jogo eu não sei encontrar… esse é mais um que eu não achei nada do tipo online. Ou a galera da Riot é organizada e não deixa as coisas largadas ou ninguém procurou. Mas tem códigos secretos aqui sim.


O joguinho de cartas que te dá recompensas no jogo

Joguinho de cartas: Na tela de título faça a sequência II, II, CIMA, BAIXO, II, II e RUN. Se fizer corretamente você poderá jogar o jogo de cartas do minigame dentro do jogo à vontade. 


Jogo extra que devia ser acessível até sem um SysCard antigo

O shooter secreto: Se você tem um PC Engine com System Card V1 ou V2, você não pode jogar Tenshi no Uta II já que o jogo exige um System Card V3 e assim como vários jogos que tem essa exigência, uma mensagem é exibida para alertar que o jogo é incompatível com os modelos mais antigos de System Card. Nessa mesma tela de aviso pressione CIMA, CIMA, BAIXO, BAIXO e os botões I e II ao mesmo tempo. Se fizer corretamente você irá jogar o shooter Dark Left. 

Lembrando que para fazer isso no emulador é só trocar o arquivo da BIOS que equivale ao System Card do PC Engine. 


O joguinho é até bom demais pra ter ficado oculto

16 milhões de EXP: Nesse aqui vamos precisar de um multitap e um controle conectado à porta 3. Na tela de título mantenha o cursor em Beginning e no controle 3 segure RUN e SELECT, aí no controle 1 pressione e segure o RUN e mantenha tudo segurado até que você possa movimentar o Fate. Se fizer corretamente vai ver que seu personagem tem 16 milhões de EXP. 


Mensagem de aviso que precisamos de um SysCard 3

Assista os filminho tudo: Na tela com o logo da Riot pressione rapidamente II, I, BAIXO, BAIXO, CIMA, CIMA. Se fizer corretamente vai direto para o Visual Test Menu onde poderá ver as cenas animadas do jogo. 


RECEPÇÃO E LEGADO 


Tenshi no Uta II foi muito bem recebido, bem mais do que o primeiro. Tanto avaliações da crítica quanto de jogadores são em geral muito melhores, ele figura como um dos melhores RPGs do PC Engine para muita gente. Também pudera, é um jogo mais maduro que o primeiro e a experiência segue com a mesma fluidez agradável. Eu mesmo já considero ele o melhor Tenshi no Uta, lembrando que ainda tem um terceiro e que o review dele tá chegando. 

Apesar de um relativo sucesso com o jogo, isso não impediu o fim da Riot no final de 1993, bem como aconteceu com outros estúdios da Telenet Japan. Com essa reestruturação, vários membros do time deixaram a Telenet e fundaram a Media Vision que foi a responsável por publicar não só o primeiro RPG do Playstation mas por dar vida a franquia Wild Arms. 


Kear aprovou a continuação do jogo dele

Apesar disso, assim como o primeiro, Tenshi no Uta II Datenshi no Sentaku ficou exclusivo do mercado japonês no PC Engine e não foi relançado até que em 12 de setembro de 2024 a Edia nos fez um gigantesco favor lançando Tenshi no Uta Collection no Nintendo Switch. Como eu falei lá no review do primeiro, essa coletânea traz os dois jogos do PC Engine juntos e alguns extras. 


Isso iria ficar lindo na minha coleção de Nintendo Switch

Em dezembro de 2025 a Limited Run Games prometeu uma localização em inglês dos dois jogos. Com direito à mídia física inclusive. Eis uma chance para quem não manja de japonês jogar, já que tradução para os jogos do PC Engine infelizmente não aconteceram. 


Até o original do PC Engine me deixaria feliz
mesmo eu não tendo um PC Engine kkkkk

Em todo o caso se você coleciona e gostaria de uma cópia da versão original do PC Engine, no ebay você encontra por valores que vão de 170 a 230 reais sem considerar frete e eventuais impostos de importação. 

A coletânea em versão padrão para o Nintendo Switch em japonês com os dois jogos sai por aproximadamente 180 reais na Playasia mas os impostos acabam com a brincadeira. 


E como estamos falando de um jogo sem tradução, o pessoal do Retro Achievements não fez um set de conquistas para ele. 


CURIOSIDADES CURIOSAS 


Tenshi no Uta II e Wild Arms 3

  • O primeiro inimigo que encontramos no jogo é o Balloon, quem jogou Wild Arms vai reconhecer ele já que ele marca presença em quase toda a franquia sendo lá também o inimigo mais fraco.

  • Itens como a erva milagrosa que cura qualquer doença em Wild Arms também é um item aqui usado com o mesmo propósito. 


Fate na esquerda e Rudy na direita

  • Fate o nosso protagonista aqui é um jovem de cabelos azuis e roupa com detalhes vermelhos… lembra alguém? Rudy Roughnight o protagonista do primeiro Wild Arms 

  • Se bem que nada me tira da cabeça que Fate, Scion e Lianna foram de certa forma inspiração para Rudy, Jack e Cecília em Wild Arms 


Fate na capa do jogo e Van do anime Escaflowne

  • O design de personagens do jogo é assinado pelo artista Nobuteru Yuki, você pode não reconhecer o nome, mas a arte dele você já viu se jogou Chrono Cross por exemplo. Isso também me faz lembrar que o Fate se parece muito com o Van, protagonista do anime Tenkuu no Escaflowne, que também tem personagens feitos por ele. 


Não é o Gamera

  • Uma das moças do save point faz referência direta à Gamera, kaiju famoso na mesma vibe do Godzilla, porém ele é uma tartaruga. Existem outras referências à outras obras fora do jogo por parte das moças, mas essa é a mais evidente. 


O barco aqui não carrega pares de animais

  • Em determinado momento usamos barcos voadores, mas ao contrário do que estamos habituados a ver em jogos como Final Fantasy, aqui são barcos mesmo, só que o visual deles pode ter sido inspirado nas representações da Arca de Noé. Em determinado momento no jogo temos referências à um dilúvio, o que deixa mais evidente a inspiração. 

Eu devo estar esquecendo de alguma coisa… deixa pra lá… vamos para a conclusão. 


AH SE NÃO FOSSE DA TELENET JAPAN… 


Tenshi no Uta II é claramente uma evolução do primeiro jogo sem abandonar a fórmula original. Jogabilidade, gráficos e sons era de se esperar pelas melhorias, mas o jogo brilha mesmo é com a história muito mais profunda e elaborada do que a do primeiro jogo. 

A experiência fluida segue marcando presença e isso só torna a jornada mais agradável, não é nem comparando com o sofrimento que eu peguei com os Cosmic Fantasy não, dessa vez eu apreciei ainda mais do que eu apreciei o primeiro jogo. Esse é um dos jogos que me fez pensar em como valeu a pena explorar mais os RPGs do PC Engine. 

Uma pena que o jogo não tem uma tradução fácil, porque eu mais do que recomendo você jogar, vale a pena demais. Já nem é por ser do mesmo pessoal que fez Wild Arms, é porque o jogo é bom por ele mesmo. 


Olha Lia, esse cara que tá lendo o texto vai jogar o jogo um dia

Uma pena que ao final de 1993 a Telenet Japan começou a enfrentar problemas e iniciou uma reestruturação, com isso o fechamento da Riot aconteceu e vários membros foram movidos para o Wolf Team. 

Com isso a franquia Tenshi no Uta meio que ficou órfã dos criadores, já que os que não foram para o Wolf Team deixaram a Telenet Japan. 

Mas a saga não para por aqui, temos mais um jogo na franquia, agora no Super Nintendo. E vai ser o próximo review que eu vou fazer, até porque eu ainda tenho muito Cosmic Fantasy pra jogar… 


Então já sabe, finalmente vamos voltar para o console que é a origem do blog com o terceiro Tenshi no Uta. 


Então até a próxima e não esquece de deixar um feedback aí. 


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