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26 de março de 2026

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Cosmic Fantasy 3 é Uma Luta Sem Fim


Estamos de volta… mais um Cosmic Fantasy… dessa vez o 3… 

Eu tenho mesmo que escrever sobre ele? Não posso simplesmente dizer que não vale a pena e pronto? Tem mais dois Tenshi no Uta pra falar sobre… não posso né? O jeito é honrar o compromisso assumido… 

Pois bem, vamos ver se dessa vez vai ser melhor… se bem que melhor que Cosmic Fantasy 2 não é tão difícil de ser não. 



Vamos recapitular antes de prosseguir? 

Passamos por Cosmic Fantasy que era um RPG deveras primitivo mesmo tendo saído 4 anos depois do primeiro Dragon Quest. Ele funcionava bem, porém a parte gráfica e sonora deixava muito à desejar. 

Em seguida apostamos em Cosmic Fantasy 2 que melhorou vários aspectos do primeiro jogo, porém se esqueceu de testar o jogo antes de lançar, temos um festival de mecânicas mal implementadas e bugs, inclusive um bug que impede o jogo de prosseguir. 


Se por acaso você ainda não leu sobre os jogos anteriores… 

Cosmic Fantasy está NESSE LINK 
Cosmic Fantasy 2 está NESSE LINK 

Enquanto editava o post de Cosmic Fantasy 2 eu me deparei com um comentário em um blog gringo que dizia algo mais ou menos assim. 

“Obrigado pelo post. Eu sempre quis gostar de Cosmic Fantasy porque eu sou apaixonado por animes e OVAs do final dos anos 80 e início dos anos 90, mas pelo que eu vi dos jogos eles ficam devendo em vários aspectos e parecem até trabalho amador. Eles tem ótimas músicas tema e cenas animadas, mas todo o resto é uma bagunça. Todo o trabalho foi posto para entregar uma música tema boa e ótimas animações, mas toda a parte do jogo em si foi negligenciada pelo time. No mais, são jogos cheios de estilo com zero substância. Porém, em Cosmic Fantasy 4 as coisas pareciam melhorar, mas esses foram os últimos jogos da série. Para o bem ou mal.”


Imagina como eu fiquei lendo isso… primeiro que eu me identifico muito com a linha de pensamento, adoro animes e OVAs dos anos 80 e 90 e se só fica bom no 4 e eu ainda tenho que jogar o 3… socorro!! Kkkkkkkkkkkkkkkkkk 

SUPER CD-ROM²

Capa do jogo

Lançado no final de 1991 essa revisão do formato de CD-ROM do PC Engine trouxe uma grande melhoria. Com melhor velocidade de acesso e um belo upgrade na RAM de 64kb para 256kb, o novo padrão aumentava e muito as possibilidades. Tenshi no Uta, que foi o review anterior à esse, conta com suporte para o novo padrão e podemos sentir a fluidez do jogo. Cosmic Fantasy 2 embora tenha saído em 1991 ele ainda estava no padrão original, o CD-ROM². Talvez o jogo ficasse melhor com o novo padrão? Ou não, o problema lá é a falta de revisão dos devs e não o formato usado. 
Em todo o caso, agora não tem desculpas, Cosmic Fantasy 3 Bouken Shounen Rei chegou em 25 de setembro de 1992, praticamente um ano depois do jogo anterior. Novamente exclusivo do mercado japonês e desta vez desenvolvido por um outro estúdio, chamado de Open Sesame, embora ainda vejamos o logo da Laser Soft e alguns membros do time, além do Kazuhiro Ochi se fazem presentes. Novo jogo, novo formato com mais recursos, novo estúdio… como diria o Bubsy, “O que poderia dar errado?” 

EPISÓDIO ZERO 

Nyan deveria ser o protagonista aqui?

Nesse novo capítulo da saga Cosmic Fantasy a história se passa há vários anos no passado. E em partes é contada pelo Nyan. Depois da cena animada, vamos tomar o controle do jovem Rei que vive em paz no vilarejo de Toto no planeta Aila. Seu vilarejo embora bem isolado, é bem famoso pela produção de ervas e plantas medicinais de qualidade, estas são regularmente vendidas nas maiores cidades do continente. 
Claro que por extrema conveniência do plot, o jovem Rei é o escolhido da vez para ir até Tristan vender as ervas e é aí que a nossa aventura começa… e o que seria apenas uma viagem rotineira se desvia do caminho um bocado. Mas vamos conseguir vender as ervas ao menos… Kkkkkkkkkkkkk 

Em termos de roteiro Cosmic Fantasy 3 é o mais simples de todos. Não temos ali um objetivo pré definido desde o início, bem, até temos o que era vender ervas medicinais, mas as coisas vão se desviando e eventos meio aleatórios acontecem. Daí pra diante temos que salvar crianças, brincamos de cupido duas vezes, visitamos fadas, rola viagem no tempo, reunimos 7 pedras mágicas que realizam desejos (Toriyama? És tu?) e por aí vai… apesar disso, temos um ponto muito importante acontecendo nesse jogo, as origens da CSC são contadas nesse jogo. Por isso que podemos dizer que ele é o episódio zero. Em todo o caso vamos ver quem temos de elenco. 

Rei, nosso herói aqui, está sempre bem disposto

Em Cosmic Fantasy 3 temos um sistema similar ao do jogo anterior, com até 4 membros na party. Temos 4 personagens principais e mais 4 temporários que entram de acordo com o momento. Só que diferente de Cosmic Fantasy 2, aqui os personagens são mais elaborados e não rola aquele vai e vem de gente. Sabendo disso, vamos conhecer somente os principais, o restante é só pra quem jogar pra saber quem é. 

REI: O protagonista aqui é um jovem de 17 anos que nasceu e cresceu no vilarejo de Toto no planeta Aila. Dotado de habilidades misteriosas, ele sempre usa esses poderes para ajudar as pessoas.
Essa bondade toda é o que faz com que ele se envolva com os acontecimentos da história. E para quem só queria levar uma vida tranquila no vilarejo onde nasceu, ele acaba se tornando uma peça importante na história. 
Seguindo a trend de protagonista de anime que os personagens principais de Cosmic Fantasy tem, Rei é facilmente identificado como o protagonista… nem mesmo entre os habitantes de Aila vemos alguém com visual minimamente próximo do dele. O cara tem estilo próprio kkkkkkkkkkkkkkkkkk… eu gosto do visual dele. 
Em gameplay temos o melhor protagonista da franquia até agora eu diria. Além de ótimos atributos ele tem excelentes habilidades psíquicas, embora na época do jogo ainda não tivessem classificado assim. Digamos que Rei é o equivalente ao Yuu mas com o bônus de magias sempre disponíveis. 

NYAN: Deviam ter feito ele como protagonista aqui… imagina só, Cosmic Fantasy 3 Bouken Shounin Nyan kkkkkkkkkkkkkkkkkk. Nem é tão piada assim quando temos o fato de ser o Nyan o personagem que move o plot do jogo. A abertura do jogo é com ele inclusive. Mas falando sério, Nyan vai ao planeta Aila em busca das 7 Sebulrakis Stones que juntas podem realizar qualquer desejo (só não aparece um dragão e elas não são redondas), segundo ele, para se tornar o maior comerciante do universo. Com tanta insistência ele acaba arrastando o Rei como ajudante na busca.
Visualmente é o mesmo Nyan de sempre, só não está com o seu saco de bugigangas nas costas e seu chapéu está rasgado em uma orelha… rola um palette swap na cor da roupa também. Mas de fato aqui ele é 20 anos mais jovem, solteiro, porém ambicioso e mercenário como sempre. 
No gameplay ele é um personagem mediano, pode usar uma boa variedade de armas porém não é muito forte, só é rápido. Nada de mágicas com ele também já que ele nunca teve algum tipo de poder. 

DAIGO: Ex piloto da aliança galactica, Daigo viaja pelo universo estudando fenômenos como as habilidades psíquicas do Rei. Com forte senso de justiça, ele sempre está disposto a fazer o que é certo. Sua nave teve de fazer um pouso forçado em Aila por conta de uma distorção dimensional e é assim que nos encontramos com ele. Desgostoso com as atitudes de piratas espaciais, ele sonha em fundar uma organização que proteja os habitantes da galáxia da ameaça dos piratas.
Daigo é um personagem relativamente comum no visual, considerando o que temos na franquia. Não fosse o fato dele ser um personagem jogável, poderiam deixar ele de NPC numa boa. 

Daigo é pura força física e zero atributos mágicos. Considerando que nem todo mundo tem poderes no universo do jogo, isso é bem normal, até mesmo no jogo anterior tínhamos vários personagens assim. A maior vantagem dele é poder usar equipamentos pesados como marretas nas armas brancas e bazookas como armas de fogo. O único problema é que ele é muito lento. 


MAI: Irmã mais nova do Daigo, ela viaja junto do irmão e é ela quem realmente tem interesse em estudar habilidades psíquicas. Com motivo, ela assim como o Rei tem poderes, porém ela não tem tanto controle sobre eles, assim como o Yuu no primeiro jogo. Mai é a presença feminina do jogo, ela assim como o irmão tem forte senso de justiça e como bônus, adora bancar o cupido. Acredito que ela tenha a mesma idade do Rei, inclusive rola um clima entre eles… embora o Rei seja do tipo lerdo kkkkkkkkkkkkkkkkkk 
Seguindo o padrão das garotas em Cosmic Fantasy, Mai vem com o padrão roupa curta e contribuição para o fanservice. 
No jogo ela tem boas magias à disposição, um pouco de velocidade mas pouca força física. Lembra bastante a Saya no primeiro jogo… 

Há quem diga que esse é o pior elenco da franquia

No geral eu até gostei do elenco aqui, o Rei apesar de ser o protagonista é um pouco sem graça, o Nyan é facilmente o personagem mais presente, mas o Daigo e a Mai são um bom complemento. No elenco extra temos alguns personagens legais e os NPCs importantes são bem variados. O desenvolvimento de personagens melhorou milênios perto dos dois jogos anteriores juntos, mesmo eu achando o plot geral meio sem graça é notável que houve melhoras. Só que o problema com Cosmic Fantasy não está no enredo e elenco, nosso problema é com a jogabilidade que era primitiva mas funcional no primeiro jogo e totalmente defeituosa no segundo. Será que esse jogo fez algo direito? Vamos ver… 

ANTIGAMENTE AS COISAS FUNCIONAVAM MELHOR 

Voltamos ao passado na trama, será que é por isso que temos uma jogabilidade melhor? Sim, você não está lendo errado, Cosmic Fantasy 3 é bem melhor na jogabilidade do que seus dois antecessores juntos. Não é perfeito, mas melhorou vários pontos e não é praguejado de bugs, tanto que nem vou colocar o “tem bug ou mancada?” aqui. 
No geral muita coisa mudou em relação aos jogos anteriores, fora sistemas novos que foram introduzidos. Mas vamos por partes, primeiro os controles. 

Controles segundo o manual

Os controles seguem um padrão bem comum nos RPGs do PC Engine, usa tudo o que tem de botão para ajudar. 

  • O direcional segue sua eterna função. Movimentar o personagem no campo ou o cursor nos menus e combates. 
  • O botão I é o botão de ação, vai conversar com NPCs, interagir com objetos e baús e aqui se mantivermos ele pressionando enquanto andamos o personagem corre. Claro que ele também confirma as ações nos menus. 
  • O botão II é o cancelador, mas também serve para abrir o menu de campo. 
  • O START não ficou restrito à tela de título não. Aperte ele dentro de qualquer tela do menu de campo para fechar ele imediatamente (uma excelente função) ou então durante as cenas animadas se você quer pular elas. 
  • Até o SELECT vai trabalhar aqui, ele é quem abre um segundo menu no campo com algumas opções extras. 


OBS: Já sabe né? Nada de controle de seis botões aqui, até porque o controle só foi lançado em 1993 e o jogo é de 1992… não esquece de trocar o modo para poder jogar em paz se for o caso. 

RPGs seguem sendo tudo iguais... o que é bom...

A boa e velha fórmula de RPG segue firme aqui. Mas com algumas mudanças aqui e ali. A primeira mudança é o mundo ser dividido em grandes áreas e não mais no mapa com vilas e dungeons como é mais comum. Lembra bastante o Emerald Dragon. Só que tem um problema, não temos mais um mapa para navegação, eu reclamei do que tinha nos dois jogos anteriores e agora nem temos um… se bem que até temos, mas não é nada eficiente e não podemos ver em qualquer lugar, a exploração ficou bem complicada aqui. Os mapas são grandes e cheios de caminhos sem saída, tem que ser paciente para explorar tudo. 
A experiência com lojas evoluiu muito. Voltamos a ter informações sobre os equipamentos e itens, agora também podemos saber a compatibilidade dos equipamentos com os personagens. Os lojistas não explicam as coisas, mas não precisamos mais afinal temos a informação necessária. 
Save continua sendo nos INN como era antes, ainda achamos coisas em barris, potes e armários, então não deixe de revistar as cidades. Conversar mais de uma vez com NPCs também é interessante, sempre podemos aprender algo a mais ou até ganhar algo. 
Vale a pena mencionar que este jogo é extremamente linear, não que os anteriores não fossem, mas aqui você nem mesmo poderá retornar para muitos lugares à medida que avançamos no jogo. Então tente resolver tudo o que você quer antes de avançar para não deixar nada para trás. 
Fora o que foi mencionado, Cosmic Fantasy 3 segue igual aos anteriores que são iguais a outros RPGs, mas o menu de campo sim não é igual. Aqui tivemos excelentes melhorias. 

Menu de campo

Apertando o botão II vamos ver o menu de campo, aqui temos um menu com menos opções do que nos jogos anteriores mas temos o necessário. O layout também foi bem simplificado, porém com o necessário. 
Na parte superior esquerda da tela temos as opções disponíveis. Enquanto na parte superior direita temos a quantidade de Gold que temos e por fim na parte de baixo aquele resumo básico dos personagens da party com nome, HP, MP e LV. Viu só Tenshi no Uta? Não é tão difícil exibir isso. 
As opções disponíveis menu são:

Lista de itens à direita 

ITEM: O gerenciamento de itens mudou aqui. Não mais dividimos os itens entre os personagens, agora está tudo junto, inclusive equipamentos não usados. O espaço é limitado em 24 itens e eles não são cumulativos, dá para encher de erva o espaço rapidinho então é bom ficar de olho. Logo ao abrir a opção de itens o jogo dá as opções de usar ou descartar algo. E quando encontramos um novo item com o inventário lotado ele nos dá a opção de descartar algo ou ignorar o novo item.
Não temos explicação dos itens comuns no jogo, então não vamos ver nada aqui. Porém não é tão fora da curva saber o que os itens fazem. Alguns já estão presentes desde os jogos anteriores e os mais novos são auto explicativos pelo nome. 

MAGIC: Para os personagens que têm MP e podem usar magia, aqui você tem acesso às magias que podem ser usadas em campo. As demais nem mesmo aparecem nesta tela. Aqui você seleciona o personagem, aí aparece a lista de magias que não tem explicações sobre a finalidade, porém mostram o custo de MP finalmente. 
O sistema de magias segue como nos jogos anteriores com as evoluções das magias sendo mostradas por números. E sem bugs dessa vez.
A forma de lidar com magia nesse jogo melhorou muito. O simples fato de separar campo e combate, algo que Dragon Quest faz desde os anos 80, facilita muito, só ficaram devendo na explicação mesmo. 

Tela de status

STATUS: Aqui vemos as informações detalhadas dos nossos personagens. Do lado esquerdo de cima para baixo temos o retrato do personagem e a lista de equipamentos. No lado direito temos. 

  • Nome 
  • LV 
  • HP
  • MP 
  • Força sem a arma equipada 
  • Velocidade 
  • Spirit que é o que influencia a força das magias. 
  • Ataque que é a força somada ao quanto a arma equipada aumenta 
  • Defesa 
  • Defesa mágica 
  • EXP 
  • Quantidade de EXP necessária para o próximo LV 

Apertando o botão I nesta tela vemos a lista de magias que o personagem possui, nela tem uma separação onde as que aparecem na janela de cima são as que podem ser usadas no campo e as na janela de baixo as que podem ser usadas em combate. Lembrando que é apenas uma listagem, você não pode navegar por ela e nem vamos ter as explicações para as magias. Mas tudo bem… 

EQUIP: Uma tremenda evolução em relação aos anteriores. Equipar os personagens mudou bastante aqui. Não só o jogo exibe os atributos que são alterados com equipamentos como também a compatibilidade com o personagem. Ao clicar na opção teremos 3 opções extras. 
Equipar o personagem é a primeira delas. Com ela podemos equipar o seguinte:

  • Até 3 armas diferentes de acordo com a compatibilidade com o personagem. Algo parecido com Eien no Filena
  • Uma armadura 
  • Uma proteção para os braços
  • Uma proteção para a cabeça 

É interessante como esse sistema de até 3 armas adiciona uma ótima variedade de estratégias de gameplay. Podemos equipar armas que atendam diferentes ocasiões e manter elas no personagem para reutilizar caso necessário e não há limitação ao tipo de arma. Podemos ter 3 espadas ou 3 armas de fogo, não importa o tipo desde que o personagem possa equipar tais armas. 
A segunda opção é remover equipamentos de um personagem, isso fará eles voltarem à lista de itens caso tenha espaço disponível. Essa opção é dividida entre armas e armaduras. 
A última opção é para trocar a arma principal, a primeira arma equipada é a que o personagem usa por padrão ao atacar um inimigo, aqui podemos alterar essa arma de acordo com a necessidade. 
É interessante notar que cada peça de equipamento exibida quando se está gerenciando os equipamentos têm os atributos mostrados ao lado do nome, o que ajuda muito. E eu tiro o chapéu para a equipe de desenvolvimento aqui. Não só deram uma boa de uma melhora num dos pontos mais pobres dos jogos anteriores como colocaram uma boa mecânica com a possibilidade de equipar 3 armas. 

E isso encerra o menu de campo. Pouquíssima coisa para fazer, mas ao menos tudo funciona bem. Só merecíamos umas explicações ali para os itens e magias, mas tá bom, só de não ser praguejado de bugs como era no jogo anterior já é uma grande vitória. Mas não acabamos, tem um segundo menu no jogo quando apertamos SELECT. ele tem pouca coisa para se fazer também, mas não podemos ignorar. 
Aperta aí o SELECT agora… 

Tela do menu secundário 

ORDER: Aqui é para poder ordenar os membros da party. Não traz nenhuma vantagem real, só serve mesmo para você decidir a ordem que eles aparecem nos menus e combate e quem anda atrás de quem no campo. 
TEXT SPEED: Aqui podemos escolher a velocidade do texto tanto no campo quanto em combates. Temos 3 opções: devagar, médio e rápido. Eu pessoalmente recomendo o médio que é o padrão. Devagar é lento e inútil e rápido é bom no campo mas torna os diálogos em combate complicados de acompanhar, aí tu não vê o que tá acontecendo direito. 
LOAD: Essa é bem comum em jogos de PC Engine. Carregar um save sem ter que ir pro menu principal ou dar reset no console. 

E é isso. Pouca coisa funcionando, alguém aprendeu algo na troca de estúdios… tava demorando pra fazerem algo mais organizado e funcional. Mas e os combates? Como ficou? 

Tela padrão dos combates

Em se tratando dos combates, Cosmic Fantasy 3 meio que pegou o sistema que tentaram implementar no 2 e fez ele funcionar direito, ainda acrescentaram muita coisa. Se no menu de campo tinha pouca coisa para se fazer, nos combates é o oposto, tem opção até demais, mas antes vamos conhecer a fórmula básica. 
Os combates continuam sendo por turnos, porém o jogo retornou para o estilo Dragon Quest onde vamos escolher todos os comandos dos personagens para o turno realmente começar. O layout é o seguinte, temos na parte superior da tela o resumo dos personagens com nome, HP, MP e velocidade. No centro é a tela de ação e em baixo temos os comandos numa janela na esquerda e o nome dos inimigos numa janela na direita. Quando vamos escolhendo comandos outras janelas vão se abrindo na direita da janela de comandos e durante o desenrolar do turno uma janela de contexto ocupa a parte inferior da tela por inteiro. 
A ordem de ação é definida pelo atributo velocidade porém podemos escolher a ordem em que os nossos personagens irão agir, só tem um porém, caso um inimigo seja mais rápido que o personagem escolhido, a ordem será quebrada. O jogo já exibe o atributo velocidade para que você saiba quem pode agir antes de quem entre os seus personagens. 
Os combates podem começar com vantagens tanto para nós quanto para o inimigo, assim quem começa com a vantagem leva um turno de graça para agir sem interrupções. Assim que um combate se inicia e a vantagem não é do inimigo teremos 3 opções iniciais. 

FIGHT: Selecionando essa opção iremos então escolher os personagens e as ações que cada um irá executar no turno. 
ESCAPE: Para fugir da luta. Aqui temos uma taxa de sucesso bem alta, até assusta a facilidade com que podemos fugir das lutas. Claro que não podemos fugir de lutas contra chefes. 
AUTO: Selecionando essa opção, os personagens irão atacar fisicamente os inimigos sem que você defina ordem, alvo ou tipo de ataque. Após o final do turno o jogo retorna ao menu inicial e você pode escolher se quer fazer outro turno assim ou lutar manualmente. Ou talvez fugir da luta se for mais conveniente. 

Se decidirmos por lutar selecionando a opção FIGHT o jogo irá colocar uma seta abaixo dos personagens na tela, essa seta é para selecionar quem irá agir. Você pode escolher na ordem que quiser mas o jogo já deixa o atributo velocidade visível e automaticamente deixa a seta no personagem mais rápido sempre, eu recomendo seguir assim, evita interrupções inimigas.

Assim que selecionamos um personagem a janela de comandos dele fica disponível. Aí o que podemos fazer é:


Escolhendo o tipo de ataque que vai ser usado

ATTACK: Fugindo totalmente do padrão, aqui temos 6 variedades de ataques para utilizar. É só escolher uma no menu que se abre. 

  • Normal: A forma mais comum de ataque, aquela que todo jogo tem. Você bate com a arma equipada e causa dano no alvo. Às vezes pode ser dano crítico que causa mais que o dobro do dano padrão ou o ataque falha também às vezes. 
  • Critical: Seu personagem irá juntar forças para causar um dano crítico com 100% de eficácia, porém se o ataque acertar. Caso o ataque acerte seu personagem terá a defesa reduzida até o final do turno como sendo o custo por usar todas as forças no ataque. 
  • Special: Essa forma de ataque está ligada à arma usada. Se a arma tem alguma propriedade especial como algum atributo elemental, o ataque especial será usado. A variedade do que se pode fazer aqui é grande e alguns ataques são extremamente eficientes dando pra encerrar lutas num ataque. 
  • Pre-emptive: O personagem irá quebrar a ordem e realizar um ataque antes de todo mundo. Esse ataque irá causar um dano menor e sua defesa será ligeiramente reduzida como custo. 
  • Combined: Essa opção só se torna disponível do segundo personagem em diante. Com ela podemos realizar um ataque combinado com o personagem anterior em um único alvo, porém para a habilidade funcionar o personagem anterior deve usar o ataque normal. O dano causado por ataques combinados é bem alto, ambos os personagens dão danos mais altos que o padrão. 
  • Change Weapon: Com essa última opção o seu personagem poderá trocar entre as armas que ele está equipado e realizar um ataque. Você seleciona a arma a ser usada e o personagem irá atacar com ela e passará a usar ela do próximo turno em diante. 


MAGIC: Se o seu personagem pode usar magia é só selecionar essa opção. E vejam só, aqui temos explicação sobre a funcionalidade das magias. Uma explicação vaga tipo “Cura HP, 1 aliado” ou “Ataque, fogo, grupo” mas temos algo. Até fiquei um pouco mais feliz de ver isso. Ajuda um bocado. Usar magia nesse jogo é mais durante as lutas contra chefes e para curar o pessoal nos combates normais. As magias de ataque são fortes porém é exagero em muitos combates normais. Ainda mais quando temos alguma arma que pode fazer ataques especiais, muitos têm efeitos similares as magias de ataque porém com dano reduzido, o que é o bastante para inimigos comuns, só que sem nenhum custo para usar. 

DEFEND: Assim como atacar, defender também ganhou algumas variações no jogo. Podemos fazer mais do que simplesmente reduzir o dano recebido aqui. 

  • Defender no modo padrão é a primeira opção que temos. Aqui o personagem se defende dos ataques inimigos podendo receber pouco menos da metade do dano caso o ataque o acerte. A taxa de evasão também aumenta um pouco, então podemos levar nenhum dano em alguns casos. 
  • Podemos proteger aliados com a segunda opção. Com isso o nosso personagem entra na frente dos ataques direcionados ao aliado que escolhemos proteger. Os danos serão reduzidos porém serão mais da metade do dano regular. 
  • A última opção coloca o personagem em modo de contra ataque, assim todo dano que recebemos iremos tentar devolver ao inimigo. A única desvantagem é que a taxa de sucesso é mais baixa do que um ataque normal. 


ITEM: A última opção é para fazer uso dos itens que temos durante o combate. Curar um aliado, remover algum status negativo, causar dano ao inimigo com itens dedicados… são muitas opções. 

Aproveitando o gancho, status negativos aqui são diferentes dos demais jogos. Podemos ser envenenados, paralisados, entre outras situações porém essas situações são mais relacionadas à possibilidade do seu personagem agir em combate do que o padrão dos jogos. Por exemplo, um personagem envenenado vai ter a velocidade drasticamente reduzida fazendo em muitos casos ele agir por último no turno e não perder HP aos poucos como vemos em todos os jogos. Inclusive todos os status negativos aqui desaparecem ao final do combate. 


Durante os combates os retratos representam nossas reações 

E é isso. Poucos comandos, porém muita variedade. As modalidades de ataque são facilmente o ponto mais interessante, nos dando muitas possibilidades de lidar com inimigos. É tão eficiente focar dois personagens para combinarem as forças para bater um inimigo ao invés de eles atacarem um por vez. Ou então arriscar um dano crítico para encerrar a luta no primeiro turno. 

As regras para o término do combate seguem as mesmas, se os inimigos caírem você ganha EXP, gold e itens dependendo da sorte. Se seu personagem sobe de LV, recupera HP e MP. Caso um aliado caia é só usar magias para recuperar ele, caso todos os personagens caiam é game over. O jogo vai te voltar do último ponto salvo automaticamente.


Você pode até perder para esse chefe uma vez...

Existem alguns poucos combates em que temos que perder para dar continuidade, esses você identifica pelo dano surreal causado pelo inimigo. 
O desafio do jogo é mediano, no começo até pesa um pouco mais por falta de equipamento bom, mas é só ir avançando que os LV sobem rapidinho e o bolso se enche de gold sem nem parar para grind... isso porque o maior defeito desse jogo é o encounter rate. Sério… pense num negócio absurdo, você nem consegue andar em paz, é 3 ou 4 passos e batalha… e isso andando, porque se for correndo parece até pior. Os caras conseguiram fazer algo pior que Tengai Makyou Kabuki Den… explorar os lugares se tornou uma tarefa árdua por conta disso. Confesso que eu pensei em desistir de jogar só por causa disso. 
Embora seja cansativo lutar tanto, o jogo é até curto perto dos anteriores. Acho que é por essa pouca história que os caras carregaram no encounter rate pra fazer o jogo render kkkkkkkkkkkkkkkkkk 

Por fim podemos dizer que a equipe responsável pelo jogo fez de Cosmic Fantasy 3 tudo o que o 2 poderia ter sido se alguém lá fosse dedicado à testar o que foi feito. Temos menus funcionais, várias opções legais para usar em combate e tudo sem bugs… se tinha algum eu não achei… se não fosse o encounter rate estúpido, teríamos um jogo tão bom… não maravilhoso é claro, afinal isso aqui ainda é Cosmic Fantasy e aquele comentário lá do começo do texto continua de certa forma fazendo sentido. Vamos logo para os gráficos antes que o encounter rate nos interrompa kkkkkkkkkkkkkkkkkk 

MELHORIAS VISUAIS BEM VINDAS 

Começamos em um jogo que tinha gráficos horríveis, passamos por um que tinha bom visual mas não tinha o jogo. Aqui as coisas mudaram um bocado. Já vimos que a jogabilidade é decente exceto pelo encounter rate, mas como estamos na parte gráfica? Vamos ver? 

As cidades do jogo são bonitas até

No campo vamos começar com os sprites. Nossos personagens possuem visual ligeiramente destacado dos NPCs porém nada tão a mais. Temos alguns quadros a mais de animação além do ciclo de caminhada e alguns personagens até trocam de roupa. Os NPCs sejam importantes ou não tem uma boa variedade e também oferecem variações de roupas de acordo com a região de Aila. Só não temos muitos monstros ou sprites gigantes no campo, embora os poucos que aparecem sejam até legais já que temos muitos robôs na trama. 

O jogo também não faz feio nos ambientes internos

Como não temos um mapa separado, as áreas em que o jogo se divide são bem detalhadas e cheias de caminhos. As cidades tem bastante elementos fazendo um bom contraste com áreas não habitadas que, ou são desertas ou tem vegetação em abundância. Dentro das casas temos uma boa quantidade de detalhes que deixam os lugares mais parecidos com uma habitação… quase todas as lojas do jogo tem um segundo andar onde fica a residência do comerciante. Os castelos são detalhados também e tem uma escala maior dando aquele ar de pomposidade que esses lugares têm na vida real. As dungeons também tem boa variedade de detalhes e temáticas e até uns elementos curiosos… em Tenshi no Uta eu elogiei o save point por ser divertido. Aqui quando não estamos salvando nos INN que é o padrão, temos um save point que é literalmente um quadrado no chão escrito SAVE… somente isso… minimalismo kkkkkkkkkkkkkkkkkk 

Monstros com visual caricato aqui não falta

O visual dos combates mudou de novo. Eles continuam em primeira pessoa, mas tivemos mudanças visuais. Até Cosmic Fantasy 2 alguns designs dos monstros eram compartilhados entre os jogos. Mas aqui, com exceção do Monster Egg, praticamente todo monstro do jogo é novidade. Eles agora são mais coloridos e com um visual mais caricato o que eu achei bem esquisito é verdade mas considerando que esse jogo é o mais cômico da franquia talvez faça mais sentido o estilo dos monstros. Em todo o caso eles continuam estáticos e não temos tantos monstros gigantes dessa vez. Até porque é bem comum enfrentarmos grupos maiores. 
Os chefes continuam mantendo o padrão de serem animados, dessa vez com um pouco mais de carinho, muitos têm até mais animações para ataques diferentes. Só tem um detalhe… no jogo enfrentamos bem menos chefes do que o normal. 
As animações em combate são bem modestas, temos animações para ataques e magias usadas nos inimigos mas são animações pequenas e bem simples, são melhores do que o que temos em Cosmic Fantasy 2 mas ainda ficam devendo… ao menos temos algo, ao contrário do primeiro Cosmic Fantasy. 


Cadê os cenários mano?

Por fim temos, ou melhor dizendo, não temos cenários nas batalhas, nenhum cenário mesmo. É tudo no fundo preto na tela toda, com exceção dos monstros e menus. Eu diria que é um retrocesso em partes, o primeiro jogo tinha cenários, o segundo usava o campo de fundo, agora não usamos nada. Fora que em 1992, usando uma tecnologia melhor no console… meio complicado pensar que até o primeiro RPG do console em HuCard tinha cenário de batalha e até monstros animados… 

Cenas animadas com qualidade é marca registrada da franquia

Agora nas cenas animadas… aí sim o jogo evoluiu. O que nem mesmo era ruim nos jogos anteriores só se fez melhorar por aqui. Talvez devessem ter feito anime desde o início e nem tentando fazer jogos… 

Mas é sério, o jogo deu um belo salto na qualidade das cenas animadas, são menos ainda do que nos jogos anteriores mas temos algumas com duração maior e muito mais bonitas. Desde a intro até o final do jogo você vai ver bastante cena bonita… e sem deixar o fanservice de lado hein kkkkkkkkkkkkkkkkkk 

Retratos e as cenas estáticas também só seguem no mesmo ritmo, melhores do que os jogos anteriores entregavam. 

Todo Cosmic Fantasy tem que ter uma cena de banho...
BTW, PC Engine não tem censura nessa cena...

Podemos concluir então que os gráficos receberam um excelente upgrade em Cosmic Fantasy 3. Tirando o sumiço dos cenários nos combates e talvez umas animações melhores para as magias, o jogo é um bom exemplo de jogo bonito embora as limitações. Considerando alguns títulos famosos do SNES da mesma época eu diria que ele está até um pouco à frente de alguns… Dragon Quest V do mesmo ano não tem metade do visual de Cosmic Fantasy 3, mas também entrega um jogo muito mais sólido kkkkkkkkkkkkkkkkkk 
Enfim, temos um jogo bonito aqui mas e quanto a parte sonora? 

CANTE JUNTO COM O JOGO! COSMIC FANTASY…. 

Com a parte sonora já tínhamos grandes melhorias em Cosmic Fantasy 2, o jogo tinha deixado de lado boa parte do PSG para trás. Aqui os caras foram um pouco além, aproveitaram ainda mais o som digital que o CD traz como benefício. 

A múisca tema do jogo é COSMIC FANTASY
cantada pela Minami Takayama que também dá voz ao Yuu

A trilha sonora é ok, em partes melhor do que os jogos anteriores, em partes pior, muitas músicas tem um ar mais cômico e descontraído em relação ao jogo anterior, o que faz bastante sentido já que a história aqui é notavelmente mais leve. As músicas cantadas não ficaram restritas a tela de título dessa vez, inclusive o tema das lutas contra chefes é uma versão sem vocais da música tema do jogo. Até o tema do Nyan ganhou vocais aqui. 

Mini CD com músicas cantadas e versões karaoke de algumas faixas do jogo

Quer ouvir a OST do jogo? Clique AQUI para ouvir a trilha sonora do jogo e AQUI para ouvir um CD especial com as faixas cantadas. 

Nos efeitos sonoros o jogo quis fazer diferente também, ao invés de usar o som PSG do console decidiu usar samples no formato PCM que tem qualidade maior e digamos que sejam mais “realistas”. Isso é até legal, mas um problema que apareceu é um pequeno load toda vez que um efeito sonoro vai ser tocado, dando uma certa “lerdeza” ao jogo. Alguns efeitos poderiam ter ficado no PSG, ao menos nos combates para adicionar fluidez ao jogo, ninguém iria ver isso como algo ruim. 

O que não falta aqui são vozes conhecidas de animes e jogos

Nas vozes não tem muito o que falar da quantidade ou da qualidade. O que já era bem destacado desde o primeiro jogo segue sendo bem aproveitado aqui. O elenco tem muitos nomes que retornam dos jogos anteriores além de novos nomes. 

  • Rei é interpretado pelo Koji Tsujitani que infelizmente faleceu em 2018. Além de dublador ele também trabalhou bastante na área de produção e direção sonora em animes. Dentre seus trabalhos em jogos eu destaco o Azai Nagamasa da franquia Sengoku Basara da Capcom. Em animes ele tem uma extensa carreira e eu tenho certeza que já ouvi ele em algum Gundam, mas com certeza eu vou lembrar mais dele como a voz original do Miroku do anime Inuyasha. 
  • Nyan agora tem a voz feita pela Sanae Miyuki em lugar da Seiko Nakano e eu nem reparei a mudança até ver nos créditos… em jogos ela não fez praticamente nada além do Nyan e do Pick desde esse Cosmic Fantasy. Porém em animes ela deu voz para uma boa quantidade de personagens menores, em geral crianças. O maior papel dela que eu me lembro é a voz original da Botan em Yu Yu Hakusho. 
  • Daigo tem a voz feita pela lenda Hirotaka Suzuoki, que também é falecido desde 2006. Além de bons papéis ele deu voz ao Galam em Cosmic Fantasy 2 kkkkkkkkkkkkkkkkkk… brincadeiras à parte, esse cara é lendário. Deu voz para muitos personagens famosos ao longo dos anos. É dele a voz de personagens como Bright Noa em várias interações em Gundam, do Tenshinhan em Dragon Ball, do Shiryu em Saint Seiya, Kuno Tatewaki em Ranma, Saito Hajime em Rurouni Kenshin e muito mais.
  • A Mai tem a voz feita pela Yumi Touma, ela deu voz para a Pharna em Emerald Dragon, mas não é só isso. Aya Kobayashi na franquia Super Robot Wars, Lenneth na franquia Valkyrie Profile, Leifang nos jogos da franquia Dead or Alive, Xiaoyu na série Tekken. Fora personagens em animes que eu só me lembro agora de Tenchi Muyo que ela fez a Tokimi, a irmã da Washu e da Tsunami e de Gundam F91 que ela fez a Cecily Fairchild/Bellah Ronah…
Além dos citados temos Minami Takayama, Yumi Tanaka, Toshihiko Seki, Hiromi Tsuru, Ryusei Nakao, Tesho Genda entre outros nomes já bem conhecidos pra quem joga ou vê animes em japonês.


No geral o jogo melhorou muito no desempenho sonoro. Aquele bug ridículo do jogo anterior que fazia a música reiniciar a cada foto renderizada desapareceu, o jogo só é um pouco chato por ter adicionado uma música separada para dentro das casas aí quando entramos e saímos nas cidades a troca de músicas fica um pouco lenta, mesmo problema dos efeitos sonoros em PCM. Mas no geral não há muito o que reclamar do som, eu só acho a trilha sonora do jogo um cadinho chata, só que aí é gosto pessoal mesmo.

AS SAFADEZAS OCULTAS 

Não sei se não tem nada ou se ninguém na web procurou, e eu não manjo de procurar também… então vou dizer que não tem nada perdido dentro do disco do jogo, nem mensagem de dev nem nada. Mas o jogo vem recheado de códigos para você usar… 

Nyan esninando a acessar o debug

DEBUG MODE: Esse você aprende no final do jogo como sempre. O Nyan sempre dando a letra, ele só não te diz onde está a cena do banho da Mai kkkkkkkkkkkkkkkkkk… mas vamos lá, na tela inicial com um slot de save vazio inicie um novo jogo e na hora de colocar o nome digite にくきゅう (Nikukyuu) e confirme, se digitou corretamente vai ir para o menu de debug, onde você pode ver as cenas animadas e ouvir as músicas, efeitos sonoros e vozes do jogo.

IMAGENS SAFADEENHAS: Tá, eu sei que o fanservice é uma das marcas registradas da franquia. Mas aqui os devs foram um pouco além e adicionaram umas imagens mais quentes. 

  • Se no lugar do seu nome você digitar サヤだいすき (Saya daisuki) vai ver uma imagem da Saya 
  • Se digitar リムだいすき (Rim daisuki) vai ver a Rim
  • Se digitar マイだいすき (Mai daisuki) aí é da Mai a imagem 


É engraçado como RPGs do PC Engine tem tantos códigos acessíveis para debug enquanto em outros consoles isso estaria escondido ou nem mesmo existe. Fora outros truques como as safadezas aí de cima. Eu nunca parei para dar muita atenção mas agora que eu comecei a escrever sobre o que tenho jogado tenho curiosidade de olhar um pouco mais isso. Vamos ver o que reviews futuros nos reserva. 

RECEPÇÃO E LEGADO 

Não adianta eu dizer que o jogo foi ou não bem recebido, já tivemos dois antes dele e o jogo ainda vai além, no final do jogo ele mete um “No próximo episódio” no melhor estilo anime e exibe um trailer de Cosmic Fantasy 4, que acabou até virando dois jogos. Então podemos dizer que esse jogo foi bem aceito. 
Porém enquanto eu pesquisava sobre a franquia e conversava com os grupos japas de jogo velho, esse Cosmic Fantasy é o que menos vi gente falar sobre. Não sei o real motivo, mas se for pelo mesmo pensamento que eu tenho, é porque a história é a menos interessante da franquia até então. 

Ele está chegando... o final da saga...

O jogo permaneceu exclusivo do PC Engine e sem nenhum tipo de tradução até 14 de dezembro de 2023 quando Cosmic Fantasy Collection 2 foi lançado no Nintendo Switch, trazendo esse terceiro jogo junto das suas duas sequências. Essa coletânea assim como a anterior recebeu tradução para o inglês e foi lançada em 13 de fevereiro de 2025 no ocidente, inclusive com versão física pela Limited Run Games. Apesar das melhorias eu não compraria ele, o ranço do Cosmic Fantasy 2 não se apaga tão fácil assim kkkkkkkkkkkkkkkkk

CURIOSIDADES?

  • Em uma cidade cheia de gatos, os produtores colocaram vários gatos com nomes de mascotes de garotas mágicas. Eu não conheço todos, mas identifiquei 3 nomes ao menos. Posi e Nega são do anime Mahou no Tenshi Creamy Mami e Luna de Sailor Moon. 
  • Com a Luna a piada vai um pouco além. Quando conversamos com o gato em questão… é, podemos falar com os bichos nessa parte do jogo… ele diz estar procurando por uma guerreira com poderes para enfrentar o mal… dando a entender que está procurando pela Usagi. 
  • Na vila que começamos o jogo tem um túmulo dedicado à Heidi… Me pergunto se é a Heidi dos Alpes do anime de mesmo nome. 
  • Eu não sei se é piada no jogo ou não mas, a vila onde o protagonista começa a aventura se chama Toto. É a única cidade do jogo onde podemos “cair” dentro dos banheiros e sair pelos esgotos (ARGH!)... pois bem, Toto é uma empresa japonesa que fabrica vasos sanitários… cara, que coincidência de merda… Kkkkkkkkkkkkk 
  • Cosmic Fantasy 3 é o único jogo da franquia a se passar antes de todos os eventos da franquia e é o único jogo em que o protagonista não retorna em nenhum outro título. O Yuu e o Van são bem frequentes nos jogos além dos deles, inclusive aparecem aqui no terceiro jogo. 
  • Dizem que o Rei foi odiado por quem jogou o jogo na época e ele ficou atrás de vários personagens da franquia numa pesquisa de popularidade. Talvez seja por isso que ele não retornou nos jogos seguintes? Eu digo que tem outro motivo… 
  • Existem rumores de que a Working Designs planejava localizar esse jogo também, mas com os problemas que a Telenet Japan estava enfrentando na época os planos foram por água abaixo (deram descarga em um vaso da marca Toto?). 
  • A Open Sesame que desenvolveu o jogo não era um estúdio da Telenet Japan e não teve fim em 1993 como a própria Laser Soft teve junto de outros estúdios da Telenet Japan. Eles desenvolveram vários jogos ao longo dos anos até meados de 2010. O último jogo creditado à eles é um jogo baseado no anime Sailor Moon lançado no Nintendo DS em 2011. 
  • O mesmo estúdio trabalhou em diversos jogos baseados na série de animes Precure, o que explica as referências à garotas mágicas em Cosmic Fantasy mesmo tendo sido jogos que vieram depois dele… alguém ali gostava de garotas mágicas… 
  • Ah! Cosmic Fantasy 3 foi o primeiro jogo feito pelo estúdio. 


E eu acho que é isso… então bora fazer uma conclusão… 

NO FINAL DAS CONTAS 

Cosmic Fantasy 3 melhorou muito em relação aos jogos anteriores, trouxe várias novidades no sistema de combate, tem gráficos e sons melhores também, mas não tem como, a história aqui é bem abaixo do que se tinha nos anteriores e isso desanima um pouco. Mas o maior defeito do jogo é com certeza o encounter rate estúpido. Navegar por áreas grandes sem um mapa e com encontros à cada 4 ou 5 passos torna a experiência horrível. Eu pensei em desistir várias vezes por conta disso. 
Se você não se importa com tanta encheção de saco com os combates eu até digo que esse você pode experimentar jogar, ao contrário dos dois primeiros, esse jogo é mais polido como RPG em pontos que importam. Claro que o idioma ainda pode ser um problema pra muita gente… mas eu até posso recomendar esse Cosmic Fantasy. Ah! A história é meio chata então… melhor não recomendar então? Kkkkkkkkkk 

Nyan se casou no final e isso nem é spoiler...

Enfim, eu sigo jogando os jogos dessa franquia com pouca vontade. Ainda temos os dois Cosmic Fantasy 4 e o Cosmic Fantasy Stories que é o remake dos dois primeiros. 
Mas não vamos continuar os reviews de Cosmic Fantasy ainda, vou fazer outra parada porque o próximo é Tenshi no Uta II, também do PC Engine que vai ganhar o review… depois veremos… ando jogando 3 RPGs em paralelo… ou seriam 2 e um Cosmic Fantasy? Kkkkkkkkkk 

Bom, chega de papo, eu vou ficar por aqui. Nos vemos no próximo review então? Lembrando que se você realmente leu e quer falar algo eu vou apreciar o seu comentário. 

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