Ads 468x60px

Link list 2

23 de julho de 2026

0

Dragon Quest no SNES Parte 2 - As Origens e Os Deuses Malignos


A primeira vez não foi com o primeiro jogo, mas a segunda vez foi com os dois primeiros. Complicado de entender? Acho que não… se você estiver na mesma linha de raciocínio que eu… Kkkkkkkkkkkkk 
Dessa vez vamos voltar às origens só que sem voltar de fato. Essa é a segunda parte da série sobre Dragon Quest no SNES. 
Um recomeço depois de uma nova aventura é o que teremos aqui se você clicou no CONTINUE LENDO 



TÁ AQUI O CONTEXTO (SEM MEME) 

Nossa primeira parada na jornada por Dragon Quest no SNES foi com o primeiro título da franquia lançado para o console. O jogo que foi lançado em 1992 com exclusividade do mercado oriental foi um verdadeiro sucesso comercial, o que não é novidade vindo de Dragon Quest, mas antes de uma sequência, os produtores decidiram voltar às origens.
 
E se você não leu sobre Dragon Quest V clica AQUI 

Dragon Quest foi lançado em 1986, trazendo os RPGs para os consoles de mesa de uma forma simples e eficiente. O jogo acabou se tornando um verdadeiro fenômeno, não só influenciando jogos mas também a cultura japonesa. Sua sequência Dragon Quest II: Akuryou no Kamigami chegou no ano seguinte dobrando a aposta e obtendo ainda mais resultados. 
Ambos os jogos foram lançados para o Famicom e posteriormente localizados no NES, embora os resultados das vendas ocidentais tenham sido péssimos. Vale mencionar que os dois primeiros jogos ganharam ports para o MSX no Japão mas elas não fazem muita diferença para nós. 


Arte da caixa do jogo

Após o lançamento de Dragon Quest V no SNES, Yuji Horii, o pai da criança por assim dizer, percebeu que muitos novos jogadores estavam apreciando o recém lançado título mas não haviam jogado os títulos clássicos, alguns sequer tinham um Famicom para jogar. 

Foi aí que ele decidiu que antes de uma sequência, seria necessário um remake dos 3 primeiros jogos que compõem a trilogia Loto. A ideia desde o início era trazer as histórias clássicas para novos jogadores (não que os antigos não fossem jogar) aproveitando as vantagens gráficas e sonoras do SNES, adicionando melhorias de jogabilidade que foram introduzidas no quinto jogo, porém mantendo a história totalmente fiel ao material original. 

A Chunsoft que já estava mais do que pronta para o trabalho iria usar toda a experiência adquirida ao longo dos anos para dar nova vida à obra. Só tem um não tão pequeno detalhe… Dragon Quest III: Soshite Densetsu He não iria poder participar do remake… a ideia era colocar tudo em um único cartucho, mas limitações de espaço e custos da época não permitiram que o terceiro jogo fizesse parte do projeto… o que é ruim e bom ao mesmo tempo, mas calma, não vamos nos adiantar aqui… isso é futuro. 

Não sei dizer quanto tempo foi dedicado ao desenvolvimento do jogo, mas em 18 de dezembro de 1993, pouco mais de um ano após o lançamento de Dragon Quest V, mais uma vez exclusivo do mercado japonês, era lançado Dragon Quest I & II. A Enix que já estava rindo atoa com os lucros dos jogos anteriores deve ter aberto um sorriso de orelha à orelha kkkkkkkkkkkkkkkkkk 


O LEGADO DE LOTO REVIVIDO 


Como eu tinha dito antes, apesar de serem remakes dos dois primeiros jogos, a história tanto de Dragon Quest quanto de Dragon Quest II foram mantidas praticamente intactas. O foco foi em melhorar a experiência sem perder a origem, embora algumas adições e mudanças pontuais tenham sido feitas.

 

OBS: Como sempre, eu só usei as versões japonesas como referência. Se você estiver estranhando nomes ou algum elemento, talvez você tenha jogado Dragon Warrior no NES. Embora eu vá fazer algumas menções para as localizações, eu prefiro ignorar a existência delas ao máximo. Até porque não é muita coisa que elas de fato agregam ao texto, especialmente no que toca história ou nomes. 
Vamos então resumir um pouco a história dos dois jogos e conhecer o elenco de cada um. Ah! Vale mencionar que diferente de Cosmic Fantasy Stories, aqui você tem total liberdade de escolher qual título irá jogar e na ordem que quiser. 



Dragon Quest 


Estamos em Alefgard, um mundo que num passado não muito distante foi ameaçado pelo mal e pela escuridão. Graças ao surgimento de um jovem herói chamado Loto, o mal foi derrotado e a luz foi trazida de volta ao povo de Alefgard. 

Agora no presente um novo mal ameaça a paz. O terrível Dragon King se diz o rei de tudo e todos e usando seu poder e um exército de monstros aterroriza os habitantes de Alefgard. 

Eis que diante do rei de Radatome surge um jovem, que carrega em si o sangue do herói lendário que salvou Alefgard no passado. Ele então aceita a missão dada à ele pelo rei, resgatar a princesa Laura que foi sequestrada pelos servos do Dragon King e por um fim no maldito. 


Em termos de elenco nós temos o herói mencionado. Apenas ele para jogar durante toda a aventura… parece pouco né? E é… o primeiro Dragon Quest era exatamente isso, uma aventura solitária em partes. 

Em termos de personalidade também não há nada para dizer sobre ele, até porque a proposta do Yuji Horii sempre foi de que você é o herói, não um espectador de uma história. Mas apesar de carregar o título de herói silencioso, temos sim uma fala dita pelo protagonista… essa você terá que jogar pra saber qual é (ou ver na web) kkkkkkkkkkkkkkkkkk 

Em termos de gameplay temos um único personagem, então os produtores fizeram um personagem balanceado entre um guerreiro e um mago, podemos lutar com armas e armaduras pesadas porém temos acesso à um repertório de magias bem limitado. 

Como se tornou padrão na franquia, desde aqui no primeiro jogo, o herói não tem um nome. Em alguns lugares ele é referido como Yuusha (herói em japonês) ou Hero. Porém nas adaptações como dramas em CD ou novels ele recebeu o nome de Alef, nome que eu usei inclusive durante o gameplay para esse texto. 


Apesar de não ser jogável, a princesa Laura é talvez o NPC mais importante do jogo. De início ela é parte da nossa missão, mas ela acaba por nos ajudar posteriormente, mesmo que de forma involuntária. 

Não há muito o que falar sobre ela antes do jogo, tudo o que temos é o que acontece depois de resgatarmos ela. Antes de seguir com nossa missão de derrotar o Dragon King, temos que escoltar a princesa em segurança para o castelo de Radatome. Como vamos fazer isso? Carregando ela em nossos braços por meia Alefgard… tem necessidade? Não… mas fizeram isso… 



Dragon Quest II 


Sequência direta do jogo anterior a história se passa muitos anos no futuro. Depois de salvar Alefgard o nosso herói partiu junto da princesa Laura que havia se apaixonado por ele. E em uma terra distante ele criou o seu próprio reino e deixou descendentes. Dos seus descendentes nasceram 3 reinos, Laurasia, Samartolia e Moonbrook, os 3 prosperaram juntos e preservaram não só a lembrança de seus antepassados mas também carregam consigo o sangue do Loto, o herói lendário. 

Tudo estava em paz até que as forças de Hargon, um sacerdote maligno, atacaram e destruíram o castelo de Moonbrook. Um soldado sobrevive ao ataque e vai até Laurasia alertar o rei. Ao passo que o monarca manda seu filho, o príncipe de Laurasia, que é um dos descendentes do herói lendário Loto, investigar o ocorrido. Daí pra diante sua missão inicial no controle do príncipe é se juntar com seu primo, o príncipe de Samartolia, e juntos irem até Moonbrook. 


Assim como a história aumentou, o elenco também deu um salto, de um único guerreiro solitário vagando pelo mundo, passamos a ter um trio de heróis, aqui os 3 são primos e descendem do herói do primeiro jogo e consequentemente do herói lendário Loto. 


O primeiro personagem que temos é obviamente o protagonista, o príncipe de Laurasia, a quem nós teremos o controle do começo ao fim como sendo a nossa presença no mundo do jogo. 

Seguindo o padrão criado no primeiro jogo, temos um herói sem nome, sem personalidade e silencioso. E obviamente que ele não tem um nome definido, embora adaptações em outras mídias tenham dado o nome Allen para ele, que eu inclusive usei no gameplay. É, eu não gosto de colocar meu nome nos personagens, e se eles não tem um sugerido eu vejo outras mídias antes de escolher um nome. 

Em gameplay temos um guerreiro aqui. Ele não pode usar nenhuma magia, nem mesmo tem MP e é capaz de equipar armas e armaduras mais pesadas, tendo assim o maior ataque e defesa do jogo. Fora o maior HP é claro. 


O segundo personagem que iremos encontrar é obviamente o nosso primo, o príncipe de Samartolia. Nós vamos ao encontro dele e ele vai ao nosso, aí nos desencontramos, damos uma volta atrás dele e por fim nos unimos. É dito que ele tem uma personalidade mais descontraída, às vezes meio cabeça de vento. 

Ele tem uma irmã mais nova que quer ir conosco na jornada, porém os criadores do jogo não deixam, ao menos não nesse momento… em termos de nome ele tem um ou melhor dizendo, mais de um nome. O jogo tem uma mecânica que dependendo dos caracteres que usamos para escolher o nome do protagonista, o nome do príncipe de Samartolia pode ser diferente. Eu não sei quantos nomes podem ser possíveis de se obter, mas eu já vi 3, Tonnura (agora eu sei de onde o Papas tirou esse nome), Conan que foi o que eu recebi jogando da última vez e Cookie. 

Em termos de gameplay ele é uma mistura dos 3 personagens do jogo. Tem habilidades com a espada e pode usar algumas armas mais fortes além de algumas armaduras mais leves e escudos, porém ele também sabe usar algumas magias, em geral magias mais simples. Seu HP, MP e demais atributos ficam naquela média. 

A terceira e última personagem que entra na party é a nossa prima, a princesa de Moonbrook que sobreviveu ao ataque das forças do Hargon e foi amaldiçoada, sendo transformada em uma cachorra (o animal). Quando ficamos sabendo do ocorrido, vamos em busca do Espelho de Rá que pode quebrar a maldição e fazê-la voltar à sua forma humana. 

Dizem que ela é uma pessoa séria e inteligente, embora o jogo não explore muito isso mesmo com ela tendo falas e tudo mais. Um fato curioso sobre ela é que ela tem artes em que seu cabelo é loiro e outras onde a cor é roxa… como o artista é o Akira Toriyama eu desconfio que ele não estava muito atento e não lembrava a cor na hora de desenhar, acredite, ele fazia isso em Dragon Ball… 

Assim como seu primo de Samartolia os nomes dela podem mudar, eu mesmo já vi, Samantha, Pudding (Purin) e o último que o jogo me deu foi Maria. 

No gameplay ela é a típica usuária de magia da party. Não usa equipamentos pesados, tem pouco HP e muito MP, aprende as melhores magias do jogo e apanha horrores por ter a defesa baixa. 

Em ambos os jogos temos uma boa quantidade de gente espalhada pelo mundo. NPCs que irão ou não nos ajudar e que irão tornar a jornada mais interessante. 


UPGRADES EM UM DOWNGRADE 


Quando o assunto é jogabilidade Dragon Quest I&II é infinitamente melhor que as versões originais, mesmo as versões localizadas de NES que receberam vários upgrades em relação às versões de Famicom não chegam nem perto. Isso acontece porque vários elementos introduzidos em Dragon Quest V foram incorporados aqui para tornar a experiência melhor. Só que, mesmo assim, a jogabilidade é inferior à Dragon Quest V e isso é esperado. Por mais que se tenha dado uma polida nos originais aqui, não era intuito dos produtores fugir tanto da experiência original, só torná-la mais agradável. 


Mantenha o controle

Os controles foram praticamente adaptados de Dragon Quest V. 

  • O direcional é para movimentar o personagem no campo e navegação do cursor em menus. 
  • O botão A segue abrindo o menu de campo e confirmando ações. 
  • O botão B vai servir para cancelar ações. 
  • O botão X é o nosso botão conveniente, vai fazer as ações do campo e também vai poder ser utilizado para confirmar ações. 
  • Os botões R e L replicam a função do botão X. 
  • Por fim, Y, START e SELECT não farão nada. 

Viu só? Tudo igual Dragon Quest V, só tem uma pequena mudança que é bem conveniente. Nesse jogo podemos manter os botões pressionados para repetir ações em sequência, como confirmar ações de ataque de uma vez. Em DQV precisávamos apertar o A por exemplo, várias vezes para sair atacando sem nos preocupar com o alvo, aqui basta segurar o A.


A experiência padrão de jogabilidade é essencialmente a mesma nos dois jogos, mas existem sim diferenças entre eles, a proposta mudou entre um e outro e mudanças tiveram de ser feitas. Isso claro, somando tudo com o que foi introduzido no remake vindo de Dragon Quest V. 


Escolha e jogue do seu jeito

Eu já disse lá em cima mas não custa repetir, aqui temos total liberdade para escolher qual dos dois jogos iremos jogar e ainda tem mais, cada um deles tem os seus 3 slots de save separados. Você pode começar e terminar qualquer um quando e como quiser. 

O que realmente muda é a forma de salvar o seu jogo. As versões originais do Famicom nem mesmo tinham tal recurso, você tinha que usar passwords gigantes para continuar seu progresso. As localizações no NES sim, adicionam o suporte para save com o uso da bateria no cartucho. Essa segunda, foi a forma com que o remake foi feito. 

  • Em Dragon Quest você só pode salvar seu progresso falando com o rei em Radatome, não tem história, você pode estar lá nos confins de Alefgard, vai ter que voltar em Radatome e falar com o rei, ele irá dizer o quanto falta de EXP para o próximo LV e perguntar se você quer salvar seu progresso, em seguida perguntará se você pretende continuar jogando. Vale mencionar que temos à disposição a magia Ruura para fazer isso. 
  • Em Dragon Quest II com um mundo bem maior os devs foram mais sensatos, além dos reis nos diversos reinos espalhados pelo mundo, teremos alguns velhos em algumas cidades que farão o serviço. Todo o processo é igual, informam a quantidade de EXP, salva e pergunta se vai continuar jogando. Inclusive a magia Ruura aqui mudou de regra e te leva para a última localização onde você salvou o jogo. 

As igrejas só estão presentes no segundo jogo, oferecendo os serviços de cura de envenenamento, ressurreição e remoção de maldições pelos preços altos de sempre. Até porque no primeiro jogo nem mesmo existiram status negativos como conhecemos. Muita coisa só foi introduzida à partir do segundo. 


Lojas herdaram de DQV a experiência

A moeda é o bom e velho Gold que já vinham usando desde o início na franquia. As lojas receberam o upgrade de Dragon Quest V, mostrando atributos alterados e compatibilidade de equipamentos, bem como a possibilidade de equipar no ato da compra. Mesmo Dragon Quest que só tem um personagem se beneficia disso. Inclusive nesse primeiro jogo agora podemos vender o equipamento antigo do personagem para fazer dinheiro, nos originais o jogo simplesmente trocava o equipamento. Outra mudança no aspecto comercial do jogo foi a possibilidade de vender itens em lojas de equipamentos, algo que não era possível nos originais. 

Em ambos temos o sistema de depósito para guardar Gold e itens que não podemos vender ou descartar. Dormir sempre foi e sempre vai ser nos INN. E em Dragon Quest II ainda temos o minigame de loteria onde temos alguns prêmios bem interessantes. Recomendo e muito tentar o Gold Card. 

Fora disso todo o restante é tecnicamente padrão. Como todo Dragon Quest é… muita coisa sequer tinha sido introduzida na franquia na época desses dois jogos originalmente. Então é mais fácil você dar falta de algo do que achar novidades, ainda mais se você tiver jogado Dragon Quest V antes deles. 


O menu de campo é basicamente o mesmo nos dois jogos

E como todo bom padrão, o menu de campo está aqui para manter isso. Algo que se faz presente desde o início da franquia e mudou sem perder sua essência. Porém aqui não espere ver o exato mesmo menu dos jogos originais. O remake deu uma ajeitada na coisa. O layout é o mesmo entre os dois jogos, porém mudanças serão feitas entre os jogos para acomodar aspectos diferentes como a presença de uma party no segundo. Em todo o caso será sempre a janela dos comandos no canto superior esquerdo e no inferior direito o resumo dos personagens. Aí com as opções veremos o que muda de um jogo para o outro e alguns pequenos comparativos com os jogos dos 8 bits. 


TALK: A opção para conversar com NPCs que desde a criação do botão de ação se tornou legada e inútil. Um detalhe curioso, no primeiro jogo no Famicom era necessário escolher não só a opção de conversar mas também a direção em que o NPC estava. Algo que na localização no NES foi removido felizmente. 


Usar magias só muda o fato de termos mais gente no segundo jogo

MAGIC: Aqui você pode usar as magias que podem ser usadas em campo. A ideia é a mesma de sempre, escolhe a magia e usa. O repertório não é muito grande e você vai ver uma ou outra magia que deixou de existir em jogos mais novos. O maior diferencial entre os dois jogos é que Dragon Quest II tem seleções de usuário e alvo para as magias por ter party. 


STATUS: Aqui teremos duas opções. Além da quantidade de Gold que é exibida no canto superior direito da tela somente quando acessamos essa opção. 


Equipando um personagem

Equip: É a opção para equipar um personagem. Podemos equipar pouca coisa no geral se comparado com os jogos que saíram depois. O que podemos equipar é. 

  • Uma arma, que no primeiro jogo é essencialmente espadas. No segundo a variedade é um pouquinho maior porém nem todo mundo terá acesso à várias armas. A princesa de Moonbrook é o maior exemplo. 
  • Uma armadura, que também entra na regra de acesso e disponibilidade. 
  • Um escudo, que praticamente só os protagonistas nos dois jogos é quem vai tirar proveito. Príncipe de Samartolia até consegue usar uns leves, a princesa de Moonbrook que se lasque sem defesa… (leia o jogador que se lasque Kkkkkkkkkk). 
  • Um capacete, mas só em Dragon Quest II que esse tipo de equipamento passou a existir. Mesmo assim, a quantidade é bem limitada igual com os escudos. 
  • Acessórios também podem ser equipados em Dragon Quest II, inclusive um deles é um item de progressão. Mas a quantidade é ainda mais limitada, a única dica que eu dou é equipar os Evil Ward Bells em todo personagem. 

Equipamentos são uma situação complicada. Especialmente no segundo jogo onde temos mais personagens e pouca disponibilidade para alguns deles. Fora que o preço de alguns é bem surreal. 


Tela de status e lista de magias

Check Status: Aqui é para ver a tela de status dos personagens e conferir todas as informações sobre eles. O layout é bem parecido com o que Dragon Quest V exibia. Do lado esquerdo temos.

  • Nome do personagem. 
  • Classe do personagem. 
  • LV 
  • HP atual 
  • MP atual 
  • Lista de equipamentos
Do lado direito teremos. 
  • Força 
  • Velocidade
  • Resistência. Detalhe que esse atributo não existia nos jogos originais, para calcular a defesa os jogos usavam a velocidade. 
  • HP total 
  • MP total 
  • Ataque é a força somada com a arma equipada. 
  • Defesa que usa a resistência somada com os equipamentos. 

Em Dragon Quest II teremos os emblemas que serão exibidos na parte de baixo, esses emblemas são itens de quest indispensáveis para progressão. 

Por fim, se apertar o A teremos a lista com as magias aprendidas caso o personagem seja usuário de magia.


O gerenciamento de itens tem algumas diferenças entre os dois jogos

ITEM: O gerenciamento de itens é daquele jeito. Cada um carrega os seus itens e ainda temos que dividir espaço com os equipamentos. Porém existem diferenças entre os dois jogos. 

  • Em Dragon Quest você pode acumular até 6 unidades de ervas de cura e chaves, cada um ocupando apenas um slot na lista. Outros itens não serão acumulados da mesma forma e irão ocupar um slot por item como é o comum da franquia. Você terá opções para usar ou descartar o item, desde que o item não seja importante ele poderá ser descartado é claro. 
  • Já em Dragon Quest II as coisas mudam para o padrão mais comum na franquia. Não teremos mais itens cumulativos e você ganhará a opção de enviar itens de um personagem para outro. 

Quanto à disponibilidade de itens, ambos os jogos não trazem muita coisa usável. Obviamente que o primeiro tem bem menos que o segundo. 


DOOR: Aquela função legada do menu. Serve para abrir portas no campo. Mas aproveitando a deixa.

  • Dragon Quest as chaves são compradas à partir de um momento no jogo. Você pode carregar até 6 de uma vez e cada vez que você usar uma em uma porta trancada vai gastar. Detalhe que a porta voltará a aparecer trancada quando você deixa um lugar e retorna nele, para abrir ela novamente vai gastar outra chave. 
  • Dragon Quest II introduziu a mecânica de chave mestra que não se gasta. São 3 chaves que encontramos ao longo da aventura e elas são mais do que essenciais para a progressão. Só não guarde elas no depósito, senão as portas não se abrirão. Um último detalhe é que o jogo disponibiliza uma magia capaz de abrir qualquer porta, mas isso é tecnicamente algo que você só adquire lá pelo final do jogo, quando já terá as chaves em possessão. 


SEARCH: A última opção do menu também é legada. Com botões de ação é muito mais fácil revistar ou interagir com objetos no campo sem ficar abrindo o menu. A propósito, agora podemos encontrar itens em potes e gavetas e as sementes que aumentam atributos dos personagens permanentemente também estão disponíveis. Algo que não estava disponível nos jogos originais. 

E é isso. O menu de campo mais simples de todos os Dragon Quest de SNES. Se a ideia era manter a experiência o mais próxima dos originais mas trazendo as melhorias necessárias para uma experiência melhor eu diria que fizeram bem. 


Tela padrão de combate

Nos combates o jogo também trouxe melhorias para ambos os títulos. Várias modificações na lógica, em recompensas, atributos dos monstros e coisas que não vemos diretamente foram feitas. Mas a fórmula básica segue a mesma, embora existam diferenças entre os dois jogos por motivos óbvios. 

  • Os combates em Dragon Quest serão sempre 1x1, você só irá enfrentar um monstro por combate. 
  • Dragon Quest II já trouxe uma party, com isso monstros passaram a atacar em grupos e as quantidade variam… mas é notável que quanto mais membros na party, mais monstros poderão nos atacar para manter um certo balanceamento. 

O layout da tela de combate é o de sempre, no topo as informações nossas, no meio a tela de ação e em baixo comandos e janela de contexto durante o turno. 

Em ambos os jogos a ordem de ação é definida pelo atributo velocidade e ainda temos os modos onde começamos com vantagem ou sendo emboscadas pelos inimigos. Outra coisa é relativamente similar em ambos os jogos são os comandos que podemos usar durante os combates. 

Atacar é função básica

ATTACK: A opção de atacar o inimigo com a arma equipada é o básico de sempre. Não há muito o que mudar aqui. Ao menos em Dragon Quest II não iremos mais perder um turno caso o alvo dos ataques morra antes. 


Usando magias

MAGIC: Com exceção do protagonista de Dragon Quest II, todo mundo pode usar magias. Você escolhe a magia e o usuário usa quando for a vez dele agir. As regras de alvo são as mesmas do ataque comum. 


ESCAPE: Fugir dos combates é uma opção, só não sei dizer como a taxa de sucesso é calculada aqui. Não temos um atributo sorte nesse jogo. Em Dragon Quest II a opção de fuga estará somente com o protagonista já que ele não usa magia, caso ele caia em combate a opção passará ao principle de Samartolia substituindo a opção de defender dele e caso ele caia é o mesmo com a princesa de Moonbrook. 


DEFEND: Quer tomar menos dano dos inimigos? É só usar essa opção… a princesa de Moonbrook vai usar muito, no começo ela tem LV muito baixo e cai com pouca coisa. Um detalhe curioso é que a opção de se defender dos ataques não está presente no primeiro Dragon Quest… a melhor defesa é o ataque kkkkkkkkkkkkkkkkkk 


Usar itens nos dá a opção de equipar os que são possíveis

ITEM: O uso de itens em combate não é muito diferente do campo, escolha o item, o alvo se necessário e pronto. Lembrando que alguns equipamentos possuem funções especiais se usados em combate. 


Dragon Quest II vai doer...

As opções disponíveis são essas, o básico do básico em RPGs, até porque meio que estamos lidando com os primeiros nos consoles… até as regras para o término dos combates são as mais comuns. Se você for derrotado vai voltar do último save point com metade do dinheiro que tinha… imagina a volta enorme no primeiro Dragon Quest… se vencer é EXP e Gold e com sorte um item de recompensa. LV UP não te dá HP e MP recuperados não, nem sonhe com isso em Dragon Quest clássico… a propósito LV máximo é diferente para cada personagem. O protagonista de Dragon Quest vai só até o LV 30 enquanto os personagens de Dragon Quest II têm cada um o seu LV máximo, sendo 50 para o protagonista, 45 para o príncipe de Samartolia e 35 para a princesa de Moonbrook.


Em contra partida, o primeiro vai ser um passeio no parque

Com relação ao desafio, diferenças e semelhanças se fazem presentes. O encounter rate de ambos é bem misto, tem momentos de folga mas no geral estamos lidando com remakes bem fiéis de RPGs dos anos 80, então se prepare para ser atacado à cada passo dado se o jogo assim desejar. A movimentação é lenta em ambos e você vai reclamar muito disso, assim como eu reclamo sempre… Kkkkkkkkkkkkk 

Olhando para os jogos em separado, a diferença no desafio é bem grande, mesmo com mudanças em gameplay do remake em relação às originais. 

  • Dragon Quest é bem fácil, até demais eu diria. Se você souber onde ir é capaz de finalizar o jogo em um dia de jogo com menos de 10h de jogo. Se você tentar manter o melhor equipamento do personagem já terá feito um bom grinding, aí quando nota, já está no LV 30 com os melhores equipamentos e os inimigos passam a cair rápido, fora que fugir das lutas também fica mais fácil. 
  • Dragon Quest II já é o oposto, a dificuldade é notada desde o começo e escala com força. Os equipamentos custam muito caro, subir de LV demora bem mais e os inimigos são muito mais agressivos no geral. Algumas dungeons são bem longas e confusas, não atoa o jogo original é considerado o mais difícil de todos. E o remake aqui, mesmo com todo o balanceamento e melhorias na jogabilidade, não ficou para trás. 

Eu sempre digo que Dragon Quest é o tutorial e Dragon Quest II o jogo de verdade. Você aprende no primeiro a lidar com a base de um RPG e no segundo os caras te testam com força. Nada é impossível aqui, mas para finalizar os dois jogos você vai ter que se esforçar um pouco mais do que no Dragon Quest V por exemplo. 


RPG é tudo igual mesmo... e eu sempre digo isso

Em termos de jogabilidade Dragon Quest I & II se mantém sólido, deu passos para trás em relação aos jogos mais novos é verdade, mas no geral é uma experiência funcional e decente. Pra mim que não joguei os originais dos 8 bits a ideia do Yuji Horii caiu como uma luva. 


OS GRÁFICOS CONTINUAM DAQUELE JEITO… 


Lá no review de Dragon Quest V eu disse que os gráficos eram abaixo da média, principalmente quando a gente comparava eles com a concorrência. Aqui é basicamente o mesmo caso, até porque muito do que temos aqui foi reaproveitado daquele jogo, embora alguns retoques tenham sido feitos. Com isso o jogo ficou numa mistura de gráficos melhores em uns pontos e pior em outros. A única certeza que teremos é que aqui temos gráficos muito superiores aos títulos originais nos 8 bits. 


Não é tão bonito mas é bem mais brilhoso

Uma coisa que dá pra notar é que o jogo usa uma paleta de cores mais brilhantes do que Dragon Quest V, assim temos uma impressão de um mundo mais chamativo. 

O campo é a parte que mais sofre com os gráficos, especialmente os mapas, formas quadradas no terreno são padrão aqui, não passam aquela sensação de terreno natural. 

Dentro das cidades a coisa melhora um pouco mas não é exemplo também, temos poucos detalhes que remetem a um lugar habitado, fora que praticamente toda construção é uma loja ou ponto de utilidade, não temos casas de NPCs, isso meio que tira parte da naturalidade de uma cidade. 

Os castelos também não são muita coisa mas diria que são ambientes mais detalhados que as cidades. 

Nas dungeons o jogo fez um pouco mais, colocou uns fundos nas torres para dar noção de altura, uns efeitos de neblina ou fumaça, fora o efeito de iluminação da tocha em Dragon Quest. Mas ainda assim é a mesma sensação de Dragon Quest V… falta alguma coisa. 

Os sprites e NPCs seguem sendo o mesmo, simples e só na caminhada padrão, ao menos a maioria deles. Olhando para os NPCs parece que eles são ainda menores do que os do DQV. Mas, por incrível que pareça temos duas variações de animação aqui, uma em Dragon Quest que é o herói carregando a princesa Laura nos braços e outra é no segundo jogo quando o soldado ferido vai até Laurasia avisar sobre os acontecimentos em Moonbrook. 


Dragon Quest II foi quem mais levou vantagem, agora tem cenário de fundo nos combates

Nos combates a coisa melhorou onde deu. Em primeira pessoa obviamente e com layouts diferentes entre os dois jogos. 

  • Dragon Quest usa um quadrado na tela já que ele só exibe um monstro em combate. 
  • Dragon Quest II está usando o mesmo layout de Dragon Quest V, com um retângulo na tela. 

Em ambos os jogos os monstros são muito bem desenhados, fazendo assim, mais uma vez, a arte maravilhosa do Akira Toriyama brilhar. Uma pena que o bestiário seja pequeno se comparado com os jogos que saíram depois. Mas ainda temos monstros imóveis,  sejam eles comuns ou chefes. 

Em animações os ataques comuns perderam um pouco do capricho do V, mas as magias ainda mantiveram uma boa qualidade, temos ótimas animações nas magias de ataque especialmente as mais fortes, uma pena que o repertório seja pequeno. 

Os cenários também estão bem melhores do que os de Dragon Quest V, todos tem mais detalhes no geral, e a variedade é até boa. Uma curiosidade é que os cenários de combate desses dois jogos apareceram em imagens de prévia de Dragon Quest V na Famitsu, mas nunca foram usadas no jogo final e acabaram vindo parar aqui.


Eles até tentaram botar uma ceninha bonitinha

Cenas com gráficos melhores poderiam ser mais presentes, mas não adianta exigir isso. Embora o jogo tenha uma, para Dragon Quest II. Ao iniciar o jogo teremos uma cena mostrando o ataque à Moonbrook. Um detalhe curioso é que essa cena não existe na versão de Famicom do jogo mas foi adicionada na versão de NES. Olha só, uma coisa boa que a localização trouxe kkkkkkkkkkkkkkkkkk 


Não tem jeito. Dragon Quest com a Chunsoft não tem gráficos para exibir e se gabar. Tudo bem que aqui é um remake dos dois primeiros jogos mas podiam sim ter feito algo mais bonito poxa. Vocês irão entender no futuro… 


AO MENOS A OST SE SALVA 


E mais uma vez, o upgrade de hardware fez o que sempre foi bom ficar ainda melhor. A trilha sonora é mais uma vez um ponto positivo aqui. Cada jogo tem a sua própria trilha sonora, embora algumas músicas do primeiro reaparecem no segundo jogo. 

Como todo bom Dragon Quest, um lançamento da trilha sonora em formato Symphonic Suite foi feito também.


Capa da trilha sonora

Quer ouvir a trilha sonora?

A do jogo está toda aqui NESSE LINK 

A Symphonic Suite você ouve NESSE LINK 


Com efeitos sonoros o jogo meio que repete o que já tínhamos com Dragon Quest V, alguns sons são um pouco diferentes, mas é essencialmente a mesma experiência.

Dessa vez não temos nada, nem choro de criança recém nascida temos pra chamar de voz… 



Com gráficos e sons temos claramente uma repetição de Dragon Quest V, não deram o upgrade visual que o console poderia entregar, mas deram mais do que as versões 8 bits sonhavam na época deles. Já com os sons é sempre bom, Koichi Sugiyama manda bem desde o primeiro jogo e ver o trabalho clássico refeito aqui é muito bom. 


TEM COISA ESCONDIDA?


Não tem muita coisa escondida dentro da ROM, mas tem escondida em pleno jogo e você não pode acessar naturalmente. 


Bora ligar pro Kouhei-chan?

Dentro da ROM tem uma mensagem do programador Kouhei Tamura, que não aparece nos créditos do jogo. Será que ele ainda mora no local? 


Sacanagem e nem é uma sessão de Puff-Puff

Já se perguntou se aqueles baús que ficam atrás dos balcões das lojas tem algo dentro? Acho que todo jogador de RPG já pensou nisso. Pois bem, na maioria dos jogos não tem nem mesmo um objeto físico com colisão ali, só o sprite está presente. Em muitos casos até tem um baú em termos de evento, mas são vazios. Como eu sei? Usando códigos de Pro Action Replay ou Game Genie podemos habilitar a possibilidade de atravessar as paredes, aí vamos lá ver os baús. 

Dragon Quest II quebrou essa regra. Alguns baús possuem algo sim. A maioria ainda é vazia, porém vários deles têm Gold dentro e com certeza os piores estão em Ririza, a primeira cidade que chegamos no jogo. Atrás do balcão do cara que opera a loteria tem nada mais nada menos que um Gold Card, o melhor item que podemos ganhar no referido minigame. Sacanagem… esconderam algo tão bom do jogador tão perto assim kkkkkkkkkkkkkkkkkk 


E realmente é só isso… O espaço é tão pouco nos cartuchos que os caras limparam mesmo a ROM para aproveitar ao máximo. 


RECEPÇÃO E LEGADO 



Como estamos falando de Dragon Quest, já dá para imaginar que mais uma vez alcançaram resultados positivos no Japão certo? Não tanto quanto com Dragon Quest V mas sim, o remake dos dois primeiros jogos foi bem recebido pelos jogadores japoneses. Até onde eu achei informações, o jogo vendeu somente no Japão pouco mais de 1.2 milhão de cópias, só me pergunto quantos novos jogadores conheceram os primeiros jogos por essa versão. 

Perguntando nos grupos japoneses só obtive respostas de gente que já tinha experiência com as versões de Famicom, nenhum novo jogador igual eu fui… eu fiz o caminho inverso, tentei jogar as versões de Famicom depois de conhecer essas e desisti rapidinho. Definitivamente não são para mim kkkkkkkkkkkkkkkkkk. Entre pessoas do ocidente eu vi bastante gente que tentou em japonês, mas a maioria desistiu por razões óbvias, não dava para entender nada… 

Na crítica especializada, ou melhor dizendo, na Famitsu, deram 35 de 40 para Dragon Quest I&II o que é uma nota bem alta, que eu acredito que tenha sido mais emocional do que racional de fato, mas quem sou eu pra questionar? Kkkkkkkkkk 


AD destacando a versão BS do primeiro DQ

O primeiro Dragon Quest desse remake foi relançado como BS Dragon Quest no serviço de jogos via satélite do Super Famicom, o Satellaview. Mas não é simplesmente o mesmo jogo, adicionaram diálogos falados além de desafios especiais devido a forma com que o serviço funcionava. A ROM dessa versão até é fácil de encontrar online, só não sei dizer como está no funcionamento, a única garantia que temos é que as vozes não devem ter sido preservadas como em muitos jogos desse formato. 


Caixa da versão japonesa de Gameboy Color

Em 1999 uma nova versão desses dois jogos foi lançada para o Gameboy Color. Essa versão foi desenvolvida pela TOSE e traz essencialmente a mesma experiência do SNES, porém com downgrades nos gráficos e sons para se adaptar ao portátil. Essa versão também conta com localização oficial lançada em 2000 com o nome de Dragon Warrior I&II. 


Fiquei com vontade de ter essa versão do Wii

Tanto Dragon Quest quanto Dragon Quest II foram refeitos outras muitas vezes, porém em sua maioria em lançamentos separados. Somente em 2011 quando a franquia comemorava 25 anos que os dois jogos nas versões originais e do SNES foram lançadas juntas no Nintendo Wii. 


Coleção com a trilogia clássica

Em 2019 em uma Nintendo Direct tivemos o anúncio de que os dois jogos juntos do terceiro título da franquia sairiam no Nintendo Switch no mesmo ano. Essas versões são baseadas em versões lançadas para celulares inicialmente em 2004 e posteriormente adaptadas para smartphones em 2013, elas trazem gráficos melhores que são inspirados em jogos da franquia no final da era 16 bits. 


Esses remakes ficaram bem bonitos

Por fim, em 2024 tivemos o anúncio de Dragon Quest I&II HD-2D, essa nova adaptação dos jogos traz uma história totalmente expandida dando muito mais contexto para todos os acontecimentos nos jogos, além claro de contar com gráficos e sons totalmente refeitos, porém mantendo muito da identidade visual da franquia. Essa versão foi lançada em 2025 e está disponível para todas as plataformas modernas mais atuais. 


Joguinho completo é tudo de bom na coleção

E para comprar? Como estão os preços? Eu tenho o meu cartucho da versão de SNES e o HD-2D somente. O de SNES comprei ainda nos anos 90 em sebo, nem lembro quanto paguei mas se bobear foi menos de 10 reais, era muito barato comprar essas coisas na época. Mas vamos ver a média de preço que eu encontrei nas versões. 

  • Para as versões 8 bits no Brasil é mais fácil encontrar as japonesas do que as americanas, os preços estão na faixa de 80 a 120 reais. Apelando para importação os preços são até parecidos, embora seja mais fácil encontrar versões completas na caixa das japonesas com mais facilidade. Lembrando que são jogos separados então dobre o valor já que você tem de comprar dois jogos. 
  • A versão de SNES que é onde começa a valer a pena já que pegamos os dois jogos juntos em um cartucho. No Brasil só achei cartucho loose na média dos 80 reais. Importado já é possível encontrar loose por metade do valor nacional e já começamos a encontrar versões completas na caixa por 150 ou mais. Só não se esqueça que é só em japonês essa. 
  • No Gameboy Color achei a versão japonesa loose por volta dos 60 reais no Brasil, já a americana, os vendedores jogaram a noção no lixo, um loose à partir de 500 reais, uma completo na caixa por 3500… importadas ambas as versões loose dá para achar na mesma média dos 60 reais da japonesa no Brasil, mas as completas são muito mais baratas, entre 250 e 300 reais você já encontra algo em ótimo estado. 
  • No Nintendo Wii, se você entende japonês as coisas começam a ficar interessantes, embora somente via importação é possível encontrar a versão aí por 300 reais já completa, tem até um dodói das ideia vendendo uma selada por 900.
  • Se você joga no smartphone as versões mobile estão aí para você, novamente separadas é possível comprar tanto para Android quanto para iOS. Os preços são 15,90 para o primeiro e 25,90 para o segundo no Android e 19,90 e 29,90 no iOS. 
  • Se o negócio é comprar a coletânea com as versões mobile no Nintendo Switch, já não está tão em conta achar no Brasil, valores entre 350 e 500 reais em um novo e por volta dos 280 em um usado. Importado os valores giram em torno dos 250 a 300 reais tanto nos novos quanto nos usados. 
  • Por fim, a versão HD-2D é a que mais pode variar de preço entre as plataformas, achei versões físicas de Playstation 5 por 250 reais usadas enquanto as versões para Nintendo Switch saem por 300 ou mais mesmo usadas. Importando os valores são praticamente os mesmos. 


OBS: Não se esqueça, os preços pesquisados aqui não são garantidos, todos foram colhidos durante a produção e edição do post. Dependendo da data que você estiver lendo isso os valores podem ter mudado. 

OBS2: Eu não pesquisei por valores nas versões virtuais dos jogos que tem disponíveis nas lojas dos consoles e na Steam por exemplo, mas não creio que seja tão diferente dos valores das mídias físicas, embora seja possível encontrar promoções. 

OBS3: Não pesquisei o valor da versão HD-2D para o Nintendo Switch 2 por duas razões, a primeira é porque a versão do Switch já é retrocompatível e a segunda é porque essa versão mesmo física é no formato Game Key Card e eu literalmente odeio esse formato então ignoro sempre que possível. Não sou contra jogos virtuais, mas não aprovo uma mídia física que não é física, em plataforma alguma. 


Pague caro no plástico sem um jogo dentro

A vontade é de seguir criticando jogo físico fake, mas não é para isso que estamos aqui, e eu acredito que você não está interessado em ouvir um tiozão reclamando, não é? Kkkkkkkkkk 

Vamos focar novamente na versão de SNES, que tem tradução feita por fãs e muitas delas. 


Tá traduzido...

A primeira tradução em inglês data de 1997, época que eu nem sequer sabia o que era um emulador, estava era jogando no hardware original ainda… essa tradução não é completa e ainda é cheia de bugs. Mas em 2003 uma tradução completa foi lançada pelo grupo RPGOne, embora completamente traduzida, essa versão ainda contava com alguns bugs, ao longo dos anos correções foram feitas por outros grupos sendo a mais atual de 2021, com essa versão você poderá jogar tranquilamente. 


Tem português também pra você que não entende outro idioma

E tem versão em PT-BR também, não precisa ficar triste porque não entende inglês. Não achei os autores mas temos uma tradução completa baseada na tradução em inglês dos grupo RPGOne, só não sei dizer quando ela surgiu exatamente para saber se ela conta com as correções de bugs ou não. 


Página do jogo no RA

E para você que deseja um desafio a mais no seu jogo, tem um set de conquistas lá no Retro Achievements. São 68 conquistas sendo 28 no Dragon Quest e 40 no Dragon Quest II. No geral não há nenhum desafio absurdo aqui, considerando que Dragon Quest II já tem um desafio mais pesado e os devs aqui só utilizaram de opções oferecidas pelo jogo, você vai sofrer, mas é culpa do próprio jogo.


Quer conferir a lista de conquistas e tentar a sorte? Clica AQUI 


Não conhece o Retro Achievements? O vídeo NESTE LINK vai te explicar melhor. 


CURIOSIDADES 


  • Este foi o último jogo da franquia principal a ser desenvolvido pela Chunsoft. Com isso a empresa decidiu buscar sucesso com projetos próprios. Curiosamente a franquia de maior sucesso deles nasceu como um spin-off de Dragon Quest. 
  • Assim como seu maior concorrente da época, Final Fantasy, os dois primeiros jogos da franquia Dragon Quest são os que mais receberam relançamentos, remakes e ports ao longo dos anos. 
  • Experimente levar a princesa Laura nos braços até o Dragon King ou então deixe o príncipe de Samartolia doente em Beranul e siga viagem. 
  • Algumas dungeons do primeiro Dragon Quest sofreram alterações em relação às versões originais 8 bits. 
  • Por que não trouxeram o Abunai Mizugi do MSX para cá? Kkkkkkkkkk 


CONCLUSÃO


Dragon Quest I&II foi um ótimo favor para quem gostaria de conhecer os primeiros jogos da franquia sem sofrer com as limitações das versões originais. 

A jogabilidade recebeu melhorias muito bem vindas, o que ajuda com essa melhor experiência que os dois jogos trazem, embora não sejam dos mais fáceis, o desafio compensa porque não é punitivo. 

Gráficos continuam abaixo da média e a trilha sonora mantém a qualidade. 

No final das contas, podemos dizer que a decisão do Yuji Horii foi muito acertada. Eu mesmo talvez, jamais tivesse conhecido os dois primeiros jogos se esse remake não tivesse sido feito. Os jogos em 8 bits definitivamente não são para mim. 

Vale a pena jogar essa versão? Talvez não, com as versões mobile mais ajustadas a experiência clássica é melhor, e para uma experiência mais rica, definitivamente a HD-2D é o melhor lugar. Mas eu com certeza não direi “não jogue” como eu diria para as versões 8 bits. Ainda mais se você aprecia o desafio extra do Retro Achievements, aí essa versão segue sendo uma ótima opção. E tem claro a versão do Gameboy Color que pode agradar muita gente.




E eu vou encerrar por aqui… foi ok revisitar esses dois jogos, mas não fosse por uma série de reviews talvez eu os deixasse na lembrança, até porque agora sim Dragon Quest dará um salto na qualidade que realmente faltava. O que vem à seguir é muito melhor do que tivemos até agora em vários pontos.

O próximo review ainda é com Dragon Quest, dessa vez com o próximo jogo na franquia e não com remakes… eu então encerro por aqui. Até a próxima. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

*Se gostou do post comente, sua opinião é muito importante.
*Comentários com links ou palavrões serão excluídos.

 

Seguidores