Eu me admiro quando vejo pessoas escolhendo os melhores ou piores jogos que jogou na vida. Eu não consigo escolher tão facilmente assim um ou até 10 ou 100…
Mas eu devo ter mudado um pouco, porque eu hoje consigo dizer qual é o pior RPG que eu joguei na vida. E pior é que não foi difícil chegar nessa conclusão.
Quer realmente entender o motivo de eu ter eleito Cosmic Fantasy Stories como o pior? Então clica no CONTINUE LENDO e vem sofrer comigo… não pera…
Você tem acompanhado o blog? Ainda existem pessoas que acompanham blogs? Se sua resposta for de alguma forma sim, deve ter ao menos passado pelos inúmeros posts sobre a franquia Cosmic Fantasy que prometia muito e entregava quase nada, que quando finalmente estavam fazendo algo bom era tarde demais. Se não acompanhou, segue os links abaixo.
Cosmic Fantasy está NESSE LINK
Cosmic Fantasy 2 está NESSE LINK
Cosmic Fantasy 3 está NESSE LINK
Cosmic Fantasy 4 parte 1 está NESSE LINK
Cosmic Fantasy 4 parte 2 está NESSE LINK
OBS: Apesar de ter dado links para a série toda de posts, para esse post fazer um pouco mais de sentido, recomendo ler sobre os dois primeiros jogos mais do que os demais agora. Depois você pode ir lá ler o resto sem problemas.
APOSTAS OUSADAS
Já sabemos que o PC Engine foi pioneiro ao trazer um adaptador de CD-ROM para o console ainda nos anos 80. Esse com certeza foi um dos fatores que determinou o sucesso do console no Japão. Não é sempre que um acessório garante sucesso e até uma sobrevida para um console.
| Mega CD Model 1 é bonito demais com o Mega Drive original |
O importante é que a SEGA viu isso e pensou nas possibilidades, o Mega Drive de certa forma já nasceu com o intuito de competir com o PC Engine inicialmente, imitar a ideia de usar o CD-ROM não seria absurda e para os jogadores seriam mais possibilidades de jogos ainda melhores. Apesar de terem chegado um pouco mais tarde do que o CD-ROM², em 1991 o Mega CD estava lá nas lojas japonesas. Infelizmente o acessório não deu bom ao longo dos anos mesmo com lançamento ocidental e até a Nintendo, a principal concorrente deles no nosso lado do mundo, que planejava um acessório para o SNES, desistir de fazê-lo por uma série de fatores… mesmo assim não deu bom, mas isso não significava que não haveriam bons jogos ali.
A gente já sabe que o CD-ROM trazia novas possibilidades para os jogos. São centenas de vezes maior o armazenamento para jogos se comparados com o padrão dos cartuchos, o custo de produção do CD era menor, dava pra por filminho, musiquinha digital cantada e os trem tudo. A Hudson Soft já tinha nos mostrado isso desde 1989, agora era a vez da SEGA.
Sabe quem já estava surfando nessa onda e sabia que poderia tirar proveito do Mega CD? Eles mesmos… a Telenet Japan, através do Wolf Team os caras literalmente colocaram dois jogos no lançamento do acessório no Japão, são eles Sol Feace e Earnest Evans. Até mesmo um RPG um mês antes do lançamento desse jogo do review, só não sei se esse presta e sinceramente, nem quero descobrir.
Mas foi com a Riot, o estúdio que deu vida a Tenshi no Uta no PC Engine que veio o primeiro RPG deles no CD-ROM da SEGA.
Ao invés de criar um novo jogo, decidiram por lançar um título já do PC Engine, mas não como port, um remake, usando melhor as capacidades do Mega CD, poderia ter sido o primeiro Tenshi no Uta? Sim poderia, mas escolheram Cosmic Fantasy, não só o primeiro mas também o segundo.
| Capa do jogo |
E foi em 27 de março de 1992 que eles fizeram o lançamento. Em um único disco batizado de Cosmic Fantasy Stories, chegava às lojas o remake dos dois primeiros jogos da franquia, com exclusividade do mercado japonês como sempre.
O que poderia ser uma evolução bem vinda para um RPG bem feio e primitivo e para outro cheio de bugs se tornou uma bela de uma porcaria, algo que eu não esperava da Riot, não depois de jogar Tenshi no Uta, se fosse a Laser Soft que já tinha cagado Cosmic Fantasy 2 eu até entenderia, mas caramba, parece que o jogo foi feito de má vontade…
Indiferente do resultado vamos tentar falar sobre o jogo de forma justa, dando o devido respeito ao lixo que foi produzido, pedaço de plástico inútil que vai estragar o seu SEGA CD se você colocar essa porcaria nele. Não faça isso, jogue, ou melhor, nem perca seu tempo, no emulador.
HISTÓRIA E ELENCO
Apesar de ser uma desgraça de jogo, esse lixo ao menos não mexeu com o pouco que presta em Cosmic Fantasy 1 e 2. A história é exatamente a mesma, fizeram uma poucas alterações em um ou outro diálogo, mas nada que mudasse o enredo de fato. Como eu sei que vai ter quem não leu os posts anteriores, vamos dar um pequeno resumo aqui.
Em Cosmic Fantasy estamos no controle do Yuu, um garoto de apenas 14 anos que é um membro respeitado da CSC, uma agência de segurança espacial que atua como uma força militar ajudando planetas membros da aliança galáctica e seus habitantes.
Em uma missão supostamente de resgate somos forçados a pousar no planeta Norg onde acabamos nos envolvendo com eventos relacionados ao passado do planeta e com a ajuda de seus habitantes, salvamos Norg da feiticeira Morgan.
O elenco do Cosmic Fantasy 1 foi o que mais viu melhoras. No original era só o Yuu e a Saya para jogar, não era necessariamente problema, mas tinha uma galera que nos acompanhava em vários momentos mas não estavam em combate conosco. Agora o jogo já começa diferente nesse aspecto, logo de início o Monmo nos ajuda como personagem jogável em combate e toda aquela galera que nos acompanhava passou a ser um personagem em combate durante o tempo que eles estão na nossa party. Essa mudança veio porque agora o jogo usa até 4 personagens na party assim como passou a ser de Cosmic Fantasy 2 em diante.
Em Cosmic Fantasy 2 a história também segue fiel ao original. Somos o jovem Van, não gostamos de trabalhar e estamos sempre fugindo das obrigações. Num desses dias de fuga das responsabilidades, nossa amiga de infância (e interesse amoroso) Larla é sequestrada por um exército pertencente a um feiticeiro maligno chamado Galam. Isso porque nossa amiga é na verdade a princesa do planeta Idea e ela tem um poder misterioso que pode até mesmo conceder a imortalidade ao homem que se casar com ela.
Na nossa tentativa de resgatar a nossa amada, somos mandados pelo vilão 20 anos no futuro para vermos o mundo dominado por ele. Nesse futuro nos encontramos com membros da CSC e colocamos um fim na ambição do Galam.
Aqui o elenco praticamente não mudou nada, já tínhamos suporte para até 4 personagens na party e o jogo manteve isso, continuamos com Van, Rim, Annie e Pick e todos os demais personagens que entravam na party em momentos específicos continuam presentes aqui.
Essa parte de história e elenco não era ruim nos jogos originais e felizmente não foi estragada nessa desgraça de remake. Kazuhiro Ochi o pai da franquia sabia elaborar bons enredos, ele já tinha currículo trabalhando em animes então ele meio que sabia o que fazer.
JOGABILIDADE? KKKKKKKKKK
Cosmic Fantasy 1 não era exemplo de RPG, ideias interessantes não eram bem implementadas e o básico era mais primitivo que os Dragon Quest da época, mesmo assim tudo acabava funcionando até onde dava. Já Cosmic Fantasy 2 fez muitas melhorias na fórmula básica mas não testou as coisas direito e ficou praguejado com bugs, um inclusive fazia você perder o progresso porque o jogo travava e você não podia prosseguir…
Nesse lixo os desenvolvedores decidiram por usar um mesmo sistema nos dois jogos, o que muda fica mais relacionado aos elementos que precisam ser mudados, coisas comuns dos mundos de cada jogo. Eu nem deveria achar isso ruim, na verdade nem acho, só que para cada ideia que implementaram, tem um pedaço de bosta no meio para fazer a coisa feder de alguma forma.
OBS: Apesar de tudo, o jogo não veio com bugs sérios que prejudicassem a experiência porca que ele já tem. O desempenho também não é um problema, o jogo tem alguns loads grandes na abertura e tela de título, depois que estamos no jogo é tudo mais natural nesse ponto.
OBS2: O jogo funciona melhor com um Mega CD v1. Usando um modelo v2 ou uma BIOS equivalente o jogo terá problemas com o som.
Comecemos então pelos controles, algo que funciona bem e até demais.
- O direcional nunca muda de função, movimentando o personagem no campo e o cursor nos menus. Um ponto ruim foi que Cosmic Fantasy 2 perdeu o movimento na diagonal que o jogo original tinha.
- O botão A é o botão de ação, você usa ele para conversar com o povo, interagir com objetos e confirmar as ações nos menus.
- O botão B é o botão que volta ou cancela as ações e ele também abre um dos menus de campo.
- O botão C abre um segundo menu de campo com mais algumas opções.
- O START você usa na tela de título e depois só nos combates para encerrar o modo automático.
OBS: O jogo foi lançado antes do controle de seis botões do Mega Drive, eu também não configurei meu emulador para esse modelo de controle, então não posso garantir compatibilidade.
Eu diria que, no geral, pouca coisa mudou do sistema básico dos dois jogos para cá. Eu diria que removeram coisas inúteis como aquela função de chat do Cosmic Fantasy 1 por exemplo. Mas no geral eu diria que tudo aqui é mais próximo de Cosmic Fantasy 2 só que sem os bugs e com algumas ideias diferentes.
Uma coisa bem ruim aqui é que apesar de termos dois jogos no disco, não temos opção para escolher qual vamos jogar, quando começamos um novo jogo somos obrigados a começar por Cosmic Fantasy 1 e só teremos acesso ao 2 depois de finalizado o primeiro. Tudo bem que muita gente meio que iria jogar na ordem mas isso não deveria ser dessa forma. Os jogos nem mesmo são continuação direta mesmo sendo de uma mesma linha do tempo.
As coisas que já tínhamos nos dois jogos como comuns seguem presentes aqui. Para salvar o seu jogo é nos INN, que igual era no Cosmic Fantasy 2, não cobram mais para você dormir… mas indiferente disso, tem alguns pontos sobre os saves do jogo que é bom mencionar.
- Você pode usar até 10 slots de save, porém diferente dos jogos no PC Engine que ofereciam menos slots, porém criavam um único arquivo de save no armazenamento do console, aqui cada save ocupa um tanto de espaço do armazenamento para saves do Mega CD. Considerando o armazenamento básico, esse jogo só vai te dar 2 slots e vai ocupar quase toda a memória… um tremendo desperdício.
- Ao iniciar um novo jogo, caso você já tenha um save em algum slot e queira mantê-lo, não use o mesmo slot. O jogo apaga o seu save sem te fazer perguntas… ainda bem que eu descobri isso no começo do jogo… eu iria xingar muito se começasse um novo jogo sem querer quando estivesse bem avançado no jogo.
O dinheiro do jogo ainda é o Gold como em todos os demais da franquia. E ao invés de melhorar, pegaram a experiência das lojas péssima do Cosmic Fantasy 2 e trouxeram para cá. Você vai pedir explicações sobre os equipamentos para ouvir porcarias como “O escudo de madeira é feito de madeira” tudo de novo… se bem que a única informação útil que vão te dar é mais relacionada a para quem o equipamento é indicado, isso eu vou explicar melhor depois. Com itens de cura ou de usos diferentes tudo ficou uma merda, para combinar com o jogo é claro. Eu não quero saber que tipo de erva vai na poção, eu quero saber para que ela serve sem ter que ir olhar no manual. Se tem a opção de explicar sobre o item use ela para dar as informações dele.
| Vamos nos arrastar por dois mundos |
A movimentação do jogo pegou o pior como base, a lerdeza de Cosmic Fantasy 1, seu personagem vai se arrastar por qualquer lugar feito uma lesma em slowdown. E o pior disso é que as dungeons do 1 foram todas refeitas e se tornaram verdadeiros labirintos, no 2 já era assim então meio que tá tudo normal, só que andávamos mais rápido lá e podíamos andar na diagonal o que salvava tempo. Os NPCs estão imóveis de novo nos dois jogos, os caras não usaram o básico de noção mesmo… você pode encontrar itens em gavetas e vasos, algo que não era possível no Cosmic Fantasy 1 original.
Para um jogo tão mal feito o menu de campo é até aceitável. A ideia aqui é de certa forma similar ao que Cosmic Fantasy 1 fazia, dois menus com funções divididas, só que não encheram eles de opção inútil, aqui temos só o básico. Eu diria que até certo ponto o jogo funciona aqui, mas é Cosmic Fantasy, então já sabe né?
O menu de campo que acessamos pressionando o botão B é o mais útil dos dois. Nele podemos ver um resumo dos personagens no topo da tela com nome, HP e MP de cada um. Na parte de baixo à esquerda temos apenas 3 opções que iremos usar bem durante o jogo. São elas:
MAGIC: Entre os dois jogos existem vários usuários de magia, ou ESP como chamam as habilidades psíquicas dos personagens aqui. O sistema é similar ao que a maior parte da franquia utiliza, com magias numeradas que evoluem e mantêm o custo de MP ficando mais eficientes. A maioria das magias mantém uma variável nos valores que varia em 5 ou 6 pontos para mais ou para menos. Por exemplo, a magia de cura básica da Saya vai recuperar 30 de HP, mas você sempre terá uma variação entre 24 e 36. O mesmo pode se aplicar às magias de ataque.
Agora quando você vai usar uma magia diferente é bom torcer para ela funcionar, existem magias de suporte que são praticamente inúteis, nunca reduzem atributos nos inimigos ou então não causam o status desejado. Uma coisa é o inimigo ter resistência, outra é a loucura que isso é , às, vezes a magia que aumenta os seus atributos simplesmente falha, como se o seu personagem usasse a resistência mágica dele para não deixar modificar um atributo.
O jogo provavelmente não foi totalmente testado, digo isso porque temos magias que não funcionam, mas não no sentido de falha, é no sentido de não fazer nada mesmo. Inclusive uma das magias que sofre desse mal é a de teleport instantâneo das dungeons, uma das mais úteis é inútil nessa porcaria de jogo. A coisa também trabalha ao seu favor, ao menos magias que expulsam inimigos do combate tem mais de 90% de eficácia e custo zero de MP o que provavelmente não deveria ser assim… só tem um detalhe, poucos personagens têm essa habilidade. Em todo o caso esse jogo requer o manual do lado, tem zero informações úteis sobre magias e a usabilidade delas. Ainda mudaram função de algumas com relação aos jogos originais… e pior ainda é que o manual traz diversas inconsistências com o jogo na descrição de magias.
ITEM: O jogo mantém o sistema de itens dos jogos originais onde cada personagem pode carregar os seus próprios itens. O espaço não é tão limitado, dá pra carregar muita coisa, porém os equipamentos ocupam espaço aqui, em contrapartida itens de quest não. Itens de quest nem mesmo aparecem para uso em algum lugar, tudo é feito de forma automática. Quando escolhemos a opção de itens no menu teremos 3 ações para fazer.
- Usar o item, aqui o jogo vai exibir tudo que você tem e pode ser usado, só é um pouco chato que sem descrições do que é o que, não sabemos o que é usável somente em combates até tentar usar, aí o jogo irá exibir uma mensagem avisando que o item é para usar em combate. Um detalhe é que equipamentos que podem ser usados como item irão aparecer nessa lista.
- Podemos trocar itens entre os personagens livremente. Só não podemos enviar o que está equipado em nosso personagem. Nessa lista o jogo irá exibir tudo o que está com o personagem, inclusive peças de equipamento que estavam ocultas na lista quando tentamos usar itens. Os itens em vermelho aqui representam o que está equipado no personagem.
- A última ação relacionada aos itens é a de descartar eles. Só existem duas limitações, não podemos descartar o que está equipado e em raríssimos casos alguma peça de equipamento especial, por exemplo, a espada Grancalibur que é a arma usada para selar a bruxa Morgan em Cosmic Fantasy 1.
As explicações dos itens comuns do jogo são menos podres que as dos equipamentos que são a podridão extrema. Mesmo assim, o negócio é recorrer ao manual. A variedade de itens usáveis é maior em Cosmic Fantasy 2 como era nos jogos originais, já que temos as pedras da deusas de Idea por exemplo.
Pra variar, assim como as magias, temos também itens que por algum motivo não funcionam, você tenta usar nos combates e eles não fazem nada. Mas o jogo tem algo bem pior e extremamente estúpido, programação digna dessa porcaria de Cosmic Fantasy Stories. Se o seu protagonista (Yuu, Van e Rim em alguns momentos) estiver com os espaços para itens cheios, ao encontrar um novo item o jogo vai exibir uma mensagem dizendo que não há espaço para itens, mesmo que seus demais personagens tenham espaço e o pior nem é isso, você vai perder o item não pego para sempre. Acho que nem Dragon Quest II no Famicom em 1987 era tão mal pensado assim… e olha que ainda tem mais coisas ruins para acontecer.
EQUIP: Equipar os personagens aqui é uma tarefa tão árdua… não o processo em si, mas a forma como tudo funciona é tão nojento… por padrão podemos equipar o seguinte.
- Uma arma
- Uma armadura
- Um escudo
- Um acessório/amuleto kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Não estranhe as risadas, é o mínimo para não xingar mais essa porcaria. Acontece o seguinte, os acessórios e amuletos praticamente não existem no jogo, mesmo o manual listando esse tipo de equipamento. Em Cosmic Fantasy 2 até aparecem alguns deles nas lojas ou encontramos uns em baús, MAS, não dá para equipar eles, o jogo vai na ordem que eu listei acima, só que quando chega no escudo, o jogo finaliza o processo de equipar o personagem, não dá opção para equipar um acessório mesmo que você tenha um suposto amuleto entre os itens do seu personagem. Inclusive esses amuletos aparecem como itens que podem ser usados, quando tentamos usar algum deles recebemos a mensagem de que só podemos usar em combate, ao usar em combate nada acontece e o item continua lá, você só perde o turno com o personagem.
Apesar de ter saído antes, o sistema de compatibilidade de equipamentos aqui é bem parecido com o de Cosmic Fantasy 4 parte 2, onde seus personagens podem equipar praticamente qualquer coisa, porém nem tudo é realmente eficiente neles. Lá podíamos ver os atributos na hora de equipar então ficava fácil de saber como seria a compatibilidade com o equipamento, já aqui não temos esse luxo. Não temos nenhuma noção do que cada equipamento vai mudar no personagem durante o ato de equipar, ao final do processo o jogo até exibe um pequeno resumo dos atributos do personagem, mas ataque e defesa que são os que os equipamentos mais alteram não estão nessa lista… absolute game design… antes de equipar seu personagem visite a tela de status, que eu ainda nem descrevi, anote os valores de ataque e defesa e vá equipar seu personagem, se o equipamento for ruim para ele você só vai saber indo na tela de status de novo. Eu odiava isso em Cosmic Fantasy 2, mas aqui eu odeio duas vezes mais, porque agora temos esse sistema de todo mundo pode equipar qualquer coisa.
Por falar em equipar qualquer coisa, não é tão difícil saber o que equipar em quem com armas como espadas, machados, cajados ou armaduras e mantos. O problema começa quando o jogo oferece variedades como arcos, chicotes, machados e lanças por exemplo, aí você vai gastar o dobro do tempo testando equipamentos e dando load no save que você fez antes de gastar o dinheiro na loja… você salvou antes não é? Ah não se esqueça, o Monmo pode equipar qualquer coisa mas nada fará efeito nele, exceto os canhões que o Nyan vende que aumentam o ataque dele e esses canhões podem ser confundidos com as armas de fogo que o mesmo gato mercenário vende pra usarmos em combate como itens…
No final das contas temos um menu até que ok, mas como estamos lidando com um jogo feito de forma porca, tudo tem que ter algum problema ou uma regra estúpida ou simplesmente não funcionar e pronto. E pra piorar o manual do jogo deve ter sido feito com uma versão beta ou sem muita comunicação dos times responsáveis por cada parte, porque muita informação não bate e até algumas telas tem diferença entre o que é mostrado no manual e o que temos no jogo. Mas vamos em frente…
Apertando o botão C você tem acesso ao segundo menu de campo, esse o manual chama de System Menu, mesmo ele não tendo nenhuma opção de ajuste, inclusive mais uma vez o manual exibe opções que não existem, no caso aqui são opções para salvar ou carregar um jogo salvo. Ambas são inexistentes no jogo final. O jogo é mal feito e o manual espalha desinformação… eu tive de jogar isso mano…
Com esse menu temos apenas duas opções e tecnicamente apenas uma tem utilidade. Tanta utilidade que você vai usar muito mais do que o necessário inclusive.
STATUS: Você vai enjoar de ver essa tela. Precisa verificar atributos antes e depois de equipar algo? É aqui… Precisa saber quanto tem de grana no bolso? Aqui também… Quer saber se o seu personagem está envenenado ou petrificado? Aqui… a tela de status será muitíssimo visitada por falta de informações adequadas em outros lugares.
A tela em si é bem parecida com a do Cosmic Fantasy 2 original, com algumas mudanças estéticas e nos atributos. Do lado esquerdo famoso ter um retrato do personagem e abaixo teremos uma lista dos equipamentos usados (sem amuletos) e a condição do personagem. Essa condição é o que indica se estamos com algum status negativo.
No lado direito vem o paredão de atributos.
- Nome e LV do personagem, LV que dessa vez não para no 50 como máximo e nem como bug.
- HP
- MP
- Força influencia diretamente os ataques físicos. Mesmo com armas mais fracas se esse atributo for alto o bastante o dano será alto.
- Velocidade
- Inteligência que influencia a força das magias. Quanto maior for mais chances de atingir a variável mais alta entre os valores das magias.
- Resistência é o que determina o quanto seu personagem aguenta pancadas indiferente do equipamento. Detalhe que o manual omite essa informação…
- Spirit equivale a sua defesa contra magias. É bom para evitar as mágicas que causam algum status negativo.
- Ataque é a sua força somada com os pontos de ataque da arma equipada.
- A Defesa é a mesma regra, só que com a resistência e as proteções que você equipou.
- Quantidade de EXP acumulada
- EXP necessário para subir de LV
- Gold que vai até 65535, mas não tem overflow como em Tenshi no Uta do SNES…
Para não dizer que eu não encontrei nenhum problema na tela de status, no Cosmic Fantasy 2 tem um momento em que o jogo exibe fotos diferentes do Van no lugar dos demais personagens, não atrapalha no gameplay felizmente, mas não deixa de ser um bug.
Agora o que atrapalha e muito no gameplay é o que esse jogo faz com a party. Não é necessariamente novidade considerando que Cosmic Fantasy 2 fazia algo parecido, mas não é nada legal e agora afeta Cosmic Fantasy 1 já que os dois jogos estão juntos aqui. O que acontece é mais ou menos o seguinte.
Vamos ter que usar um spoiler para facilitar o entendimento. Quando estamos bem avançados em Cosmic Fantasy 1, um dos servos da Morgan rapta a Saya e nos faz partir em uma missão de resgate, com isso ela sai da party e o Monmo acaba danificado o que nos deixa sozinho com o Yuu. Isso no jogo original e aqui no remake. Só que imagine o seguinte, suponhamos que tanto a Saya quanto o Monmo estão no LV 40, ao retornar para a party após resgatarmos a Saya e consertar o Monmo ambos ainda estarão no LV 40, porém os atributos deles serão todos como quando encontramos eles pela primeira vez, inclusive as magias aprendidas com a Saya serão todas perdidas. E não para por aí, todos os equipamentos e itens que estavam com eles também se perdem, eles voltam carregando somente o que tinham no primeiro encontro. Imagina só, a Saya com status de LV1 no final do jogo e com os piores equipamentos possíveis… para recuperar os atributos até tem jeito, ao dormir o HP e MP voltam ao normal do LV, mas os atributos e magias só ganha de volta ao subir um LV, o que pode demorar quanto maior o LV atual. Já os equipamentos, causa perdida… já era…
Mas o pior momento para isso acontecer é em Cosmic Fantasy 2, não dá nem um minuto, mas a Rim sai da party só para um momento de diálogos e volta com tudo perdido, isso claro no final do jogo, nas vésperas da batalha final contra o Galam…
Tá certo que no Cosmic Fantasy 2 original no PC Engine essa merda acontecia também, mas não afetava o Van e a Rim, e tirando a Annie o problema era com personagens secundários que iriam de fato sair da party rápido. Aqui isso te pega com personagens importantes e nos momentos críticos.
Sinceramente, só de lembrar desse momento com a Rim no final do jogo já me dá vontade de parar o texto e declarar que o jogo é um lixo, mas eu já devo ter dito isso e ainda tem muito o que falar. Bom vamos em frente, tem mais uma opção no menu…
MAP: Cosmic Fantasy nunca usou um mapa de forma útil e aqui não é diferente. Selecionar essa opção exibe o mapa da região onde estamos e os pontos que indicam cidades apenas… a nossa posição não aparece, então boa sorte tentando saber onde estamos e pra onde ir. Eu joguei os jogos originais então sei para onde é o caminho, mas imagina só alguém jogando pela primeira vez e pensando que pode contar com o mapa…
No final das contas podiam ter feito um menu só, sumido com o mapa inútil e feito as coisas direito, mas estamos perdendo tempo dizendo isso. Não foi a primeira vez que tentaram inventar frescura pela metade na franquia. E por falar em coisa pela metade, o sistema de combates aqui tem um bom tanto de coisa assim também.
O sistema de combates é por turnos, isso não iria mudar mesmo, mas aqui podemos dizer que temos uma fórmula mais próxima do que Cosmic Fantasy 2 fez do que do sistema de turnos mais comum em RPGs da época. Aqui vamos escolher as ações dos personagens mas não os alvos, aí durante o desenrolar do turno que vamos escolhendo os alvos dos ataques, porém a ação seguirá a ordem de todos os nossos personagens na ordem que escolhemos os comandos e depois os inimigos, só que ao contrário do Cosmic Fantasy 2 que isso era regra absoluta aqui o atributo velocidade adiciona uma quebra de regra. Só que nem a quebra de regra é absoluta, podemos inclusive manipular parte disso a nosso favor.
O que o jogo faz é relacionado às formações de monstros que encontramos. Se você joga RPG com frequência vai notar que os combates trazem formações pré definidas de monstros, aqui nesse jogo essas formações permitem que o jogador ataque sem interrupções de acordo com a ordem de alvos escolhidos durante os turnos, com isso dá para passar boa parte do jogo sem tomar danos. São poucas as formações que não podemos quebrar e ainda temos outros fatores que deixam a coisa muito mais roubada ao nosso favor. Só que, se a formação ou o monstro não obedecer essa situação, se prepare, ou jogo vai te maltratar com força. Outro ponto importante, sozinho quase todo o planejamento vai por água abaixo, afinal só teremos um turno contra os inimigos.
Normalmente eu não estudo muito o comportamento dos inimigos e combates nos RPGs, demanda muito tempo e às vezes tira um pouco ou todo o desafio. Mas com essa porcaria eu tive que observar um pouco mais porque não estava entendendo de início como a coisa estava funcionando e pra variar, o manual é tão inútil quanto o plástico da capa do jogo. Até descobri mais do que eu deveria… mas vamos adiante, vai ser melhor de entender.
No jogo os combates não possuem variações, sempre começamos podendo escolher os comandos antes de iniciar um turno, em raríssimos casos um monstro fura a ordem e age antes dos nossos personagens. Se bem que seu personagem só executa a ação dele quando escolhemos um alvo, então ali o inimigo pode agir antes de você se a velocidade do seu personagem for mais baixa do que o alvo. Com os comandos temos o de sempre, porém sempre com alguma variedade. Vamos ver então o que dá pra fazer em combate.
ATTACK: A opção mais básica dos RPGs é exatamente o que ela é. Bater no inimigo com a arma equipada. Você pode errar o ataque ou dar um dano crítico que vai causar danos bem maiores. O diferencial aqui é no sistema do jogo. Algumas peculiaridades que eu encontrei foram.
- Mesmo com 3 inimigos iguais, por exemplo, se você atacar o primeiro deles com o Yuu ou o Van, eles serão mais rápidos e te atacarão primeiro, mas atacando o segundo ou terceiro você vai bater antes e se o inimigo cair você sai ileso. O mesmo vai acontecer depois com outros personagens, mas com os protagonistas isso é bem mais fácil de notar e manipular ao seu favor.
- Monstros que causam algum status negativo quebram todas as regras de ordem de ação. Eles irão atacar antes sempre e te causar algo. É totalmente roubado ser petrificado com 100% de eficiácia e tomar um game over. BTW até dormir te causa game over se todos os personagens da party estiverem dormindo.
- Existem monstros que atacam fisicamente antes de você e ainda usam uma magia em toda a party, totalmente desonesto isso, nós não temos essa vantagem nem com armas especiais aqui.
Todas as coisas citadas acima não deveriam ser padrão, ao mesmo tempo que isso te ajuda também pode ser causa de um game over porque o padrão daquela formação é diferente do outro. Era só deixar o jogo funcionar igual ao primeiro Cosmic Fantasy no PC Engine, todo mundo tem seu turno e o combate segue.
MAGIC/ESP: Usar magia aqui deveria ser tranquilo, mas as regras do jogo dão uma afetada nisso também. O sistema de escolher o alvo depois funciona igual ao ataque físico, só não iremos escolher o alvo em magias que atingem todos os alvos, seja ela para cura ou ataque ou o que for. Assim como era em Cosmic Fantasy 1, o Yuu só poderá usar as magias dele quando os poderes psíquicos dele despertam.
- Com os seus personagens, as magias sempre tem prioridade em cima de um ataque físico inimigo, inclusive os malditos causadores de status também perdem a prioridade, só é bom garantir que a magia que você usará vai desabilitar ou matar eles, senão eles agem e você leva.
- O consumo de MP é alto, pense bem antes de sair disparando raios e bolas de fogo por aí. Só tem um detalhe, ninguém vai te dizer o quanto cada magia custa, nem o jogo e tampouco a porcaria do manual.
- Existem magias que simplesmente não funcionam, então se prepare para perder um turno porque usou algo que não faz nada.
Ah! Regras de ponto fraco aqui não existem, você pode atacar um monstro de gelo com uma magia de gelo e causar mais dano do que com uma de fogo, só pra deixar tudo mais torto e confuso, afinal não é um jogo isso aqui.
ITEM: Usar itens no jogo é a parte mais normal dele, nada aqui é fora da curva, até a regra de quem age primeiro funciona como nas magias, ou seja, o inimigo não vai te interromper usando algo contra ele.
Tirando a palhaçada dos amuletos inúteis, os itens que usamos em combate fazem o que eles prometem fazer em sua maioria, só tem a taxa de sucesso para itens que botam inimigos para dormir por exemplo ou coisas do tipo, o que é perfeitamente normal em qualquer RPG, é até estranho algo não ser torto pelas regras idiotas do combate.
Algumas armas têm habilidades especiais se usadas como itens, em Cosmic Fantasy 1 nem tanto, mas no Cosmic Fantasy 2 isso se torna uma ajuda indispensável, ainda mais no final do jogo, uma pena que a Rim perde as dela quando ela sai por segundos da party… minha dica aqui é, sempre que uma peça de equipamento aparece para ser usada como item, teste ela em um combate, se ela usar uma magia poderosa em todos os alvos, compre uma para cada personagem mesmo sem equipar elas, aí você usará ela para atacar.
DEFEND: Deveria só dizer que é o ato de se defender dos ataques inimigos e pronto. E de fato é exatamente isso… mas é claro que como estamos em Lixo Fantasy Stories, algo não iria cheirar bem.
A defesa nesse jogo, o atributo no caso, é algo bem estranho. Em um RPG decente quem tem mais defesa toma menos dano físico ao menos, com magia depende do jogo, só que aqui como estamos lidando com um projeto mal programado de jogo, a lógica não se aplica.
Imagina o seguinte, Yuu tem 50 pontos de resistência e 75 de defesa total com os equipamentos. Saya tem 35 de resistência e 55 de defesa total. Logo podemos concluir que Yuu toma menos dano já que ele tem mais defesa, é assim que deveria funcionar. Agora pega um inimigo qualquer com sei lá, 25 pontos de ataque. Dependendo da equação que o jogo faz o Yuu tomaria 1 ponto de dado e a Saya uns 10… em Cosmic Fantasy Stories é quase sempre o oposto. Em especial se tratando do protagonista que ataca primeiro. Eu me cansei de ver o Yuu e o Van tomando dano alto enquanto os personagens com menos defesa tomavam danos de 1 dígito. E claro, tem quem foge mais ainda à regra esquisita o Monmo, que mesmo tendo a defesa bem alta sem depender de equipamentos, toma danos altíssimos, cansei de sair de combates mais difíceis com o Monmo morto e sem ganhar EXP…
ESCAPE: Fugir dos combates deve ser a melhor implementação do recurso que eles fizeram. Aqui podemos escolher por fugir da luta com todos os personagens que estiverem na party. Com isso teremos até 4 tentativas de fuga caso não desejamos lutar. Deveras conveniente…
A taxa de sucesso das fugas é muito alta, poucas vezes eu não consegui fugir quando tentei. Acho que os programadores perceberam a merda que era o sistema de combates e decidiram facilitar a fuga.
AUTO: Aquele modo automatizado aqui também tem. Quando você escolhe a opção os seus personagens irão mandar um ataque físico em alvos de forma aleatória por um turno inteiro, aí ao término do turno o jogo irá oferecer a seguinte opção “Pressione START para sair do modo automático”. E o manual que não serve nem como papel higiênico não tava dizendo que não teríamos uso para o botão? Enfim, se não apertar START o jogo repete o turno em modo automático até o combate acabar, se apertar o botão indicado voltamos a ter controle dos personagens.
Só digo uma coisa, NÃO USE O MODO AUTOMÁTICO! Digo isso pelo seguinte, ele faz as piores escolhas possíveis de alvos para os ataques e meio que faz você cair em todas as armadilhas possíveis que o sistema do jogo te arma. É menos nocivo sair apertando A sem pensar do que usar o modo automático.
As regras para o final dos combates são as de sempre, salvo duas exceções, onde temos de perder as lutas por questões de plot, se todos os personagens caírem é game over você será mandado ao menu principal para dar load no último save.
Se você vencer vai descobrir que o jogo não é normal nem aqui, na verdade parte do que o jogo faz aqui me irrita demais. Ao vencer um combate ganhamos EXP e gold como todo bom RPG. Porém aqui entram algumas sacanagens do jogo.
| YAY!! Rim pegou LV 40... o que será que vão roubar? |
A quantidade de EXP não é fixa, por exemplo, vamos supor que você derrotou um Cube, um dos monstros mais básicos do jogo. Ele te deu 5 de EXP, aí num outro combate ele pode ter dar 3, em outro 9, em outro 22… todos os combates nesse jogo fazem isso, nunca recebemos uma quantidade padrão de EXP, mas não é algo como em FFVIII por exemplo onde um personagem que faz mais ganha mais EXP é algo totalmente aleatório.
Mas aí você me fala, “poxa, ganhar mais EXP é bom não é? Mesmo com um mesmo inimigo.”, e você está coberto de razão. Mas não se esqueça, estamos lidando com um jogo genuinamente mal feito e ruim. Sabe o que o jogo te faz? Ele rouba a sua EXP. Isso mesmo, ele pega parte da EXP ganha e some com ela. Tipo imposto arrecadado no Brasil. Vamos supor que você tenha 100 pontos de EXP e recebe mais 20 por uma luta ganha. Isso te daria 120 pontos certo? Aqui tá errado, vai olhar na sua tela de status e verá que você tem algo em torno de 113. Onde foram parar aqueles 7 pontos? Eu sofri num combate todo cheio de regras erradas e ainda tenho parte da recompensa roubada? Que porcaria é essa?
Ao menos com o gold embora as quantidades ganhas sejam também meio aleatórias o jogo não pega parte dele pra dar sumiço. Na real, dinheiro nem é problema nesse jogo. Sempre temos o que precisamos para comprar o necessário. Já itens você não ganha dos combates, o que nem é tão estranho já que os jogos originais também não te dão esse tipo de recompensa.
Ao subir de LV teremos HP e MP recuperados, eu nunca me importo muito com isso, mas nessa desgraça é algo extremamente bem vindo, alguns lugares são sofridos e economizar itens ou MP é necessário então usar o LV up como forma de se recuperar é conveniente. Esse é um dos motivos para eu ficar ainda mais irritado com a EXP roubada. Só que… até aqui, até no LV up o jogo dá um jeito de te lascar. Em muitos RPGs existe uma curva de progressão pré definida para os personagens, a cada subida de LV o jogo adiciona uma determinada quantidade de atributos pré definidos nessa curva. Por exemplo, 3 pontos de ataque, 2 de defesa, 30 pontos de HP e até aprender magias se o jogo faz isso com LV up é atrelado a um determinado LV o personagem ganhar uma magia nova… depende muito do jogo, mas podemos considerar isso como um padrão a menos que o jogo seja Cosmic Fantasy Stories. Aqui tudo é aleatório porque quem programou não pensa direito. Aqui tudo está na sorte, você pode ganhar de 1 a 4 pontos nos atributos e de 1 a 6 pontos no HP e MP, mas não pense que todo LV up vai te dar ao menos 1 ponto de cada atributo não. Os atributos que ganharão o boost são aleatórios também, você pode ganhar defesa mas não ataque ou HP, ganhar somente MP e mais nada, ou simplesmente nada, nada mesmo a não ser um número a mais no LV. Até aprender uma nova magia é aleatório aqui, você nunca sabe se vai aprender uma ou não. O jogo já te rouba parte da EXP, aí quando você sobe de LV não fica mais forte? Ou não ganha novas habilidades? Eu nunca em toda a minha vida miserável vi algo tão maldito em um RPG.
E calma que eu ainda não terminei, como estamos no emulador, eu decidi explorar com save states. E foi assim que eu descobri que podemos literalmente manipular o LV up. O RNG roda a todo tempo então você pode dar um save state assim que o diálogo de LV up aparece no final do combate. Aí você vê o atributo ganho e se não gostar dá load state e tenta de novo. Dá pra fazer isso e ganhar ao menos 1 ponto de cada atributo e ainda aprender uma magia. Veio um boost bom no ataque? Salva, aí não foi bom na defesa? Load e tenta de novo, até que você esteja satisfeito com o resultado. Claro que aí vai da sua vontade fazer isso ou não. Só digo uma coisa, o jogo já está te roubando, roube ele também.
Dito tudo isso, mesmo se você manipular o RNG para obter melhores resultados, o desafio do jogo vai ser alto, facilmente o Cosmic Fantasy mais difícil de todos, bem mais que as versões originais, eu disse que o personagem se movia feito tartaruga marinha andando no asfalto e com cãibras né? Então, você terá dungeons enormes para percorrer nessa velocidade maravilhosa. Em Cosmic Fantasy 1 as dungeons foram todas refeitas com um layout diferente do jogo original, estão todas gigantes e confusas, já com Cosmic Fantasy 2 as coisas já eram assim então não mudou nada, só vai ser mais lento.
E pra colocar a cereja no bolo de lama, o encounter rate é o pior da franquia, não importa o lugar, se tem batalhas você não terá paz para andar. E o jogo não tem nenhum item que reduz o encounter rate e nenhum de teleport, lembrando que a magia para escapar das dungeons não funciona.
Até tem uma situação complicada porque não teve gente testando o jogo… durante um momento nas partes finais do Cosmic Fantasy 2 visitamos o castelo de Remray achando que o Galam está lá, nesse momento descobrimos que o castelo está abandonado e monstros ocupam o lugar… após derrotar o Galam na luta final em outro lugar, voltamos para esse mesmo castelo para nos despedirmos dos amigos e partir na nova jornada. Ao menos no jogo original é assim… aqui, de certa forma também é, só que fizeram merda, quando chegamos no castelo pela primeira vez não temos encontros, os monstros sumiram, até comemorei uma folga nos combates constantes… só que chega na tela final, estamos só com o Van e temos que lutar com os monstros que eram para estar no castelo abandonado… isso enquanto somos obrigados a conversar com todo mundo para poder sair e assistir a cena final… os monstros são fortes para enfrentar sozinho com o Van… era o final do jogo, era pra só conversar com uma galera e relaxar… mas não, os caras tinham que estragar até isso.
Resumo da história, temos dois jogos em um disco, deveriam ser remakes de dois jogos não muito bons mas conseguem até ser piores que os originais. A jogabilidade aqui passa longe de ser boa, vem com regras absurdas, desonestidade e falta de controle de qualidade. Mas vamos em frente, afinal, ainda falta eu reclamar do resto do jogo…
NÃO TÁ FEIO AO MENOS
Como estamos falando de um remake, os gráficos foram modificados em relação aos jogos originais. Quem mais se beneficiou disso obviamente foi Cosmic Fantasy 1 que tinha gráficos muito abaixo da média. Porém mudanças visuais chegaram em Cosmic Fantasy 2 também, embora mais sutis. Isso porque o jogo usa como base, muitos assets gráficos presentes no jogo do PC Engine.
O campo em Cosmic Fantasy Stories foi todo feito com assets gráficos de Cosmic Fantasy 2 do PC Engine e alguns elementos originais criados para esse jogo. Os sprites tanto dos personagens quanto dos NPCs são praticamente retirados de Cosmic Fantasy 2, com adaptações adequadas. Os NPCs não se movem mais, igual em Cosmic Fantasy 1 original, mas ao menos quando eles precisam sair do lugar aí eles andam, não teleportam. Quadros de animação diferentes não existiam nos originais e aqui também não. O único defeito que eu achei aqui foi com relação ao Van, após salvar a Rim ele ganha uma armadura nova e o sprite dele muda no jogo original, aqui não se deram ao trabalho de observar isso.
| Já olhando Cosmic Fantasy 2 só muda o tom das cores |
Os cenários como eu já disse antes é todo feito com assets visuais de Cosmic Fantasy 2 original, o que não podemos chamar de feio, mas aí entra uma diferença nas capacidades dos consoles. Por padrão o PC Engine consegue exibir mais cores simultâneas na tela do que o Mega Drive e isso deixou o visual do jogo mais escuro, quando comparamos Cosmic Fantasy 2 em especial que é mais similar entre as duas versões dá para notar melhor isso. Não é problema de forma alguma só mostra o diferencial de hardware…
Mas não vou sair daqui sem citar um problema grave, um que atrapalha muito em Cosmic Fantasy 1. Até porque ele não acontece no 2… escadas são um problema… não entendeu? Então vamos lá. Em RPGs antigos era comum um sprite de escadas subindo para um andar e logo no andar de cima uma escada indicando que era para descer. Desde Dragon Quest a gente vê esse padrão. Só que aqui é Cosmic Fantasy Stories, então tem que ter problemas. Em várias dungeons os designers distraídos usaram somente o sprite de escadas descendo, o jogo não indica de nenhuma forma em que andar estamos em uma dungeon, adivinha quem se perdeu um bocado? As dungeons de Cosmic Fantasy 1 tem layout diferente das do jogo original, todas estão muito maiores e confusas… aí algum distraído me vai e coloca um sprite errado de escada. Some isso com um encounter rate maldito e aquele monte de comportamento estúpido nos combates… e não se esqueça da EXP roubada e dos LV up totalmente aleatórios. Ainda bem que no Cosmic Fantasy 2 o layout das dungeons foi mantido, aí mesmo com as escadas erradas eu fui olhar os mapas na internet e mandei o jogo se lascar. Já estava pra lá de cansado de jogar essa porcaria, não iria viver a experiência toda sem tirar vantagem não.
Nos combates o jogo deu uma boa mudada no visual em relação ao dos dois jogos originais. Ainda estamos em primeira pessoa, é claro, muito difícil jogos dessa época apostarem num visual diferente nesse quesito. Como estamos lidando com dois jogos juntos, os produtores mantiveram o visual idêntico em ambos.
Nossos personagens não vamos ver, mas os monstros sim. A maioria dos sprites vieram direto dos jogos originais, não me lembro de ter visto algum monstro original aqui que não estava nos originais. Ainda temos monstros estáticos e as cores também tiveram algumas mudanças para se adaptar com a paleta do Mega Drive, porém aí também tem problemas, vários monstros que não são versões com cores modificadas aparecem com cores distorcidas em lugares diferentes do jogo. Mudar cores é comum, mas não com a escolha que fizeram aqui, dá pra notar que isso é errado, também temos flickering, aquele problema de sprites que ficam piscando porque o console não dá conta de exibir tudo corretamente. Geralmente enfrentamos até 4 monstros por combate, quando colocam sprites um pouco maiores que se sobrepõem de alguma forma o flicker acontece. Amadorismo imenso que poderia ter sido evitado organizando melhor a formação dos monstros. Nos jogos originais, por mais que eles não fossem exemplos, não existia flickering.
| Problemas com flickering no jogo nem deveriam existir |
As animações dentro dos combates são bem pobres. Nem sei se deveria chamar de animação. Os ataques físicos nem tem, mas as magias… muitas nem mesmo tem dois frames de animação. E pior ainda, algumas só contribuem para mais flickering nos combates. É inacreditável ver que parte do time de produção desse jogo trabalhou em Tenshi no Uta um ano antes e fizeram algo muito melhor… mano, Dragon Quest V do SNES que é bem limitado graficamente falando dá um banho no quesito animação em combate.
Apesar de todos os problemas, ao menos temos cenários nos combates. Cosmic Fantasy 1 até tinha, Cosmic Fantasy 2 não, aqui todos ganharam. A maioria é compartilhada entre os dois e alguns vieram do Cosmic Fantasy 1 do PC Engine, o que não é problema. Só poderiam usar uma mudança de cores em alguns para combinar com as dungeons…
| Chefes não tem cenário ao fundo |
Por fim nos sobra os chefes, eles meio que fogem do padrão. Primeiro que eles tem sprites animados ao contrário dos monstros comuns, só que mesmo animados não tem animações de ataque, só o sprite ali que tem animações de movimento simples, e os cenários são removidos, provavelmente porque os chefes em si são os cenários. É um truque bem utilizado em jogos para economizar memória e colocar mais sprites na tela, por exemplo. Aqui foi usado só pra isso e não adiciona nada de fato… só não tem flickering quando usamos magias neles.
Por fim as cenas animadas não tem como dar ruim, ou será que tem? Bem, as cenas aqui foram literalmente retiradas dos jogos originais do PC Engine, com a mesma qualidade visual e tudo. Como já era um ponto positivo da franquia, não vejo como criticar aqui, a não ser pelo fato de que removeram algumas cenas tanto de Cosmic Fantasy 1 quanto do 2, foi pouco, mas como eu joguei os originais eu notei isso.
Acrescentaram uma abertura nova mostrando um pouco dos dois jogos, essa também não é ruim. No final só provam o meu ponto, que Cosmic Fantasy deveria ter sido um anime e não jogos… teriam feito muito melhor proveito das ideias do Kazuhiro Ochi.
No final das contas temos gráficos até decentes mas não exemplares. Cosmic Fantasy 1 ficou mais bonito, o que não é muito difícil considerando o original, já Cosmic Fantasy 2 é como trocar seis por meia dúzia. Todos os problemas gráficos poderiam ser facilmente resolvidos com mais atenção da equipe para notar eles, algumas melhorias poderiam ser feitas se houvesse um time competente no projeto, mas estamos falando de Cosmic Fantasy, aí é pedir demais, ainda mais quando o negócio é da Telenet Japan.
ESCUTA ISSO AQUI
A parte sonora é uma experiência bem mais mista que a gráfica. O CD-ROM vem com som digital, isso é igual em ambos os consoles, mas quando falamos do hardware nativo o PC Engine usa som PSG embutido direto na CPU enquanto o Mega Drive tem um chip de som FM fabricado pela Yamaha e ainda conta com uma ajudinha do Zilog Z80, o processador do Master System.
| Não tem OST, afinal quem iria gastar comprando algo de um jogo ruim? |
A abordagem sonora aqui é um bocado diferente, apesar de usar o CD-ROM como mídia para o jogo, Cosmic Fantasy Stories fez toda a sua trilha sonora usando o hardware de som base do Mega Drive. As músicas originais foram remixadas pela Michiko Naruke, que fez um trabalho decente, embora eu não diga que seja dos melhores trabalhos dela.
Em Cosmic Fantasy 1 eu diria que não faz muita diferença, já que o jogo original usava somente músicas feitas pelo PC Engine base. Aqui eu diria que é mais a gosto do freguês, algumas músicas ficam melhores no PC Engine, outras no Mega Drive.
No caso do Cosmic Fantasy 2 aí eu já acho que foi downgrade usar o som base do Mega Drive, isso porque a trilha sonora do PC Engine é toda feita com som de CD. Mesmo assim algumas músicas ficaram bem boas com o chip FM.
O maior problema aqui para mim é o fato de terem removido músicas, os temas de abertura cantados de ambos os jogos foram removidos provavelmente por direitos autorais envolvidos. Mas músicas dentro do jogo também foram removidas, especialmente o tema de chefes de Cosmic Fantasy 2, não colocaram nada no lugar, aí os combates contra chefes usam a música comum.
Quer ouvir a trilha sonora do jogo? Então clica NESSE LINK
Agora quando vamos para os efeitos sonoros… aqui sim eu tenho motivos pra reclamar. Não que os jogos originais fossem exemplo disso, Cosmic Fantasy 1 nem tem muito efeito sonoro e os do 2 não eram maravilhosos. Mas aqui acontece o seguinte, o que muita gente faz piada com o som do Mega Drive é por eles produzirem sons que parecem peidos… aí o que esse jogo me faz? Usa vários sons assim. Fora a aleatoriedade, uma mesma magia pode usar vários sons diferentes, um festival de flatulências. Se bem que para um jogo que é uma merda, essa característica é condizente. Ainda bem que não tem como transmitir cheiro… Kkkkkkkkkkkkk
Com as vozes é praticamente igual ao que tínhamos no PC Engine. Como só temos vozes nas cenas animadas que vieram de lá idênticas, o som aqui se manteve.
O elenco é essencialmente o mesmo nos dois jogos. Caso você não lembre mesmo depois de ler os outros artigos sobre essa franquia.
- Yuu = Minami Takayama
- Saya = Yumi Takada
- Monmo = Yumi Takada
- Nyan = Seiko Nakano
- Van = Toshihiko Seki
- Larla = Yuko Minaguchi
- Rim = Hiromi Tsuru
- Annie = Yumi Takada
- Pick = Seiko Nakano
- Galam = Hirotaka Suzuoki
Além desses temos outros nomes no elenco como Yoko Matsuoka, Shozo Iizuka, Yu Mizushima e Tessho Genda.
A qualidade das vozes ainda é tão boa quanto no PC Engine, afinal é tudo digital direto do CD.
Eu digo que a parte sonora do jogo poderia ser melhor, não terem usado o som do CD para trilha sonora foi maldade, eu real queria ver as faixas de Cosmic Fantasy 1 com um arranjo legal. Os sons de peido nem falo nada, parece regra jogo ruim de Mega Drive ter sons assim.
SEM SEGREDINHOS?
Contrário ao padrão da franquia, aqui não se deram ao trabalho de colocar um debug, nem mesmo um meio de ver as cenas animadas. Tudo o que temos aqui é um seletor de mapas que eu nem quis saber de testar para ver o que saia do truque.
Para acessar isso você vai precisar de dois controles. Aí na tela de boot do Mega CD segure o direcional para trás e o START juntos até a tela de copyright da SEGA desaparecer então solte os botões. Na tela de título segure o botão C ainda no controle 2 e então pressione START no controle 1.
Se você fez corretamente o truque vai ver a tela acima e usando o direcional poderá escolher um mapa e pressionando START você será levado para ele.
RECEPÇÃO E LEGADO
Recepção? Legado? Nenhum dos dois se aplica aqui. A maior parte das informações sobre esse jogo que eu achei na internet são às genéricas de sempre. Praticamente ninguém se meteu a besta de jogar isso até o final.
O jogo não é lembrado pelos fãs da franquia do PC Engine, não é lembrado nem mesmo como alternativa de RPG no Mega CD. No YouTube ocidental a maior parte dos vídeos é da abertura e dos primeiros minutos de gameplay, no lado oriental achei um gameplay até bem completo da parte 1, os comentários de outros japoneses era em geral “eu não sabia que tinha essa versão” ou “por que removeram a música da Tomomi Nishimura?”...
Pesquisando fora do YouTube também não rolou muita análise completa, das que eu vi, muitos abandonaram no começo.
Fui aproveitar da bondade dos meus contatos nos grupos japoneses e perguntei sobre o jogo, apenas um membro realmente jogou, boa parte do que eu reclamei ele também reclamou, ele até achou coisas que eu não achei para reclamar… eu cogitei adicionar parte dos relatos dele, mas preferi me manter na minha experiência ruim.
| Na lista de avaliações do Gamefaqs ele aparecem em 16º de 24 posições... Medo do que vem abaixo dele... |
Oficialmente essa versão ficou presa no Japão e no Mega CD, nada de relançamento e nem localização da versão original… o que é um alívio, imagina só, além de lixo no Mega Drive teríamos lixo no Nintendo Switch. Obrigado Edia por fingir que isso não existe.
Mas me deixa curioso o fato da Working Designs não ter se interessado em trazer essa porcaria para o ocidente. Será que até eles perceberam que não valia a pena? E olha que eles trouxeram o Cosmic Fantasy 2 no Turbografx 16...
Por incrível que pareça eu encontrei um artigo num fórum de alguém tentando traduzir o jogo. Aparentemente nem era tão difícil modificar o texto e o corajoso estava usando ajuda da IA para traduzir. Mas segundo o próprio, ele abandonou por dois motivos, um é que ele percebeu que o jogo era realmente ruim de jogar e outra porque percebeu que se alguém realmente quisesse jogar Cosmic Fantasy era melhor pegar as versões do PC Engine no relançamento do Nintendo Switch que tem o idioma inglês suportado.
Você por um acaso tem uma cópia desse jogo? Faça um bem para a humanidade, ajude a limpar o mundo, realize uma cremação da sua cópia e enterre as cinzas. Vamos livrar o mundo do mal… Kkkkkkkkkkkkk
CURIOSIDADES
Tudo o que eu disse nos posts sobre as versões originais do PC Engine pode ser ignorado por aqui. Até a estátua do Mazinger Z em Cosmic Fantasy 2 foi removida. O jogo não tem nenhuma referência legal mais, alguns diálogos com NPCs mudaram então o que tinha nos originais já era. Mas tem uns detalhes que eu achei peculiar.
- O responsável pelo mal planejamento do jogo aqui trabalhou como testador em Stellar Blade, aprendeu o que é importante na vida sobre testar jogos tanto tempo depois?
- Um dos dois miseráveis pela programação total do jogo sabia de fato trabalhar, só não o fez aqui. Ele trabalha com a Chun Soft desde os anos 90 na franquia Mystery Dungeon, algo muito mais complexo do que essa porcaria e que funciona super bem. Mesmo antes de ir para a Chun Soft ele trabalhou em vários títulos com a Telenet Japan e a maioria funciona melhor que esse lixo.
- O outro programador sumiu no mundo depois de produzir uns joguinho hentão.
- Dentre a galera que trabalhou nos gráficos tinha ao menos um cara talentoso o bastante para se manter na indústria. O cara inclusive fez parte do time que modelou cenários nos Zelda Breath of the Wild e Tears of the Kingdom.
- Se você colocar o CD do jogo em um CD player vai poder ouvir os áudios das cenas animadas, inclusive temos o som que o Monmo fazia quando usávamos o recurso dele para voltar às cidades visitadas… esse recurso não existe nessa versão.
E é isso, não dá pra esperar muito desse jogo nem nas curiosidades.
É O PIOR, NÃO TEM JEITO
Eu até pretendia escrever uma boa conclusão, mas o vídeo abaixo resume muito bem como são as coisas. Considerando os jogos originais do PC Engine e esse jogo, eu não consigo imaginar melhor descrição do que essa do vídeo.
Nunca um meme fez tanto sentido na minha vida gamer como agora.
Enfim, Cosmic Fantasy Stories foi a pior experiência que eu poderia ter com um RPG até o momento em que esse texto é publicado, nunca se sabe o que o futuro nos reserva.
Mas é importante considerar uma coisa, esse jogo eu joguei até o final, diferente de muitos jogos que eu achei ruim mas abandonei, aí não considero eles como piores por não ter de fato uma experiência mais complexa com eles… embora eu tenha certeza que muitos eu nunca nem vou chegar perto de novo.
Enfim, está pago. Você que me pagou para jogar essas merdas, espero que você esteja satisfeito seu verme, um dia eu ainda te acerto kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Mas os reviews não param, já tenho alguns jogos por finalizar, o próximo review deve ser de um primeiro de uma geração. Aguardem e verão…
Eu fico por aqui muito feliz por ter me livrado de Cosmic Fantasy. Então sem mais sofrimento, até a próxima.










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