Ads 468x60px

Link list 2

24 de setembro de 2026

0

Dragon Quest no SNES Só Que Não... - Os Escolhidos


Eu não pretendia. Não era meu plano, mas vendo ligações de história com outros jogos eu acabei me interessando em revisitar mais um Dragon Quest. 

Só que desta vez não estamos mais no SNES. Esse chegou na geração seguinte, e mesmo sendo um remake de um título já lançado no ocidente, ficou preso no Japão. 

Quer conhecer os escolhidos? Então clica no CONTINUE LENDO que a história é longa. 


EU E DRAGON QUEST 

Apesar de todo o contato com os jogos no SNES, eu nunca consegui acompanhar o desenvolvimento ou saber sobre lançamentos da franquia até Dragon Quest VIII no Playstation 2, isso porque a internet era sonho distante para nós pobres brasileiros e revistas de jogos em geral não davam cobertura para Dragon Quest, não na mesma proporção que um Final Fantasy receberia na época do Playstation ao menos. 
Com essa miséria de informações, eu então sabia que  os 4 primeiros jogos foram feitos para o Famicom e saíram para o NES em inglês, eu até tentei jogar por emulação essas versões clássicas, quem aí lembra do NESticle? Enfim, também conhecia os do Super Famicom porque eu tinha eles e joguei… eu até me perguntava se tinha ou não Dragon Quest IV no SNES também… 

A foto é de 2015 mas essas são as minhas cópias dos dois DQ do PSX

Tudo que eu não sabia era que por volta de 2002, já haviam lançado 2 jogos da franquia no Playstation. Isso mudou porque nesse mesmo ano aproximadamente eu fui em uma loja de usados, era uma loja que vendia de tudo, mas o destaque deles era o fato de ter coisas de origem japonesa, no meu interesse, especialmente os jogos de videogame. Não que eu não tenha tido algo a mais pra aproveitar lá, foi ali que eu conheci a banda Loudness também. 
Enfim, não me lembro do valor, mas comprei em um mesmo dia Dragon Quest VII e Dragon Quest IV para Playstation, ambos originais e completos, só a capa do IV que tinha um trincado mas tá valendo. 

Eu joguei e terminei ambos ainda no hardware original, mas, como eu disse lá no começo desse texto, foi Dragon Quest no SNES e ligações com esse título que me fizeram jogar Dragon Quest IV no Playstation novamente. E se você não leu sobre os jogos no SNES e tem interesse:

Dragon Quest V está NESSE LINK 
Dragon Quest I&II está NESSE LINK 
Dragon Quest VI está NESSE LINK 
Dragon Quest III está NESSE LINK 

Todos os textos são em ordem de lançamento dos jogos, para explicar melhor a evolução de alguns elementos. 

AS ORIGENS 

Infelizmente não temos informações sobre o desenvolvimento desse remake em específico. Tudo que podemos assumir é que o desenvolvimento deve ter se iniciado próximo ao lançamento de Dragon Quest VII no Japão e que o jogo fez extensivo uso de elementos do referido título como base, fazendo as devidas adaptações para acomodar um título mais antigo da franquia. 

Dragon Quest IV era muito aguardado

Mas antes de falarmos mais sobre essa versão e sua data de lançamento, vamos conhecer um pouco da origem do título original. 
O desenvolvimento de Dragon Quest IV começou ainda em 1988, cerca de dois meses após o lançamento de Dragon Quest III, após uma viagem à Espanha onde Yuji Horii e outros membros do time de produção visitaram castelos antigos buscando referências e ideias para um novo mundo de fantasia. Desde o início não estavam nos planos do Yuji Horii manter qualquer ligação com a saga de Loto e seus descendentes, essa história foi devidamente contada nos 3 primeiros jogos. 
Muitas ideias depois e a história que daria origem à trilogia celestial estava pronta, então o foco do jogo se direcionou para outro elemento, a inteligência artificial. O tópico foi bastante popular no Japão na época e o criador da franquia queria ter algo relacionado com o tema dentro do jogo. 
Um bom tempo depois, mais precisamente em fevereiro de 1990, Dragon Quest IV: Michibikareshi Monotachi chegou ao Famicom no Japão, e em 1992, a versão localizada com o nome de Dragon Warrior IV chegou ao NES. 

Capa da versão de PSX

A história já conhecemos, com o passar dos anos o Yuji Horii decidiu por fazer remakes dos jogos clássicos da franquia, geralmente após um novo jogo ser lançado, aí o remake faz uso de recursos do novo jogo para implementar a experiência, mas sem perder a essência original. Dragon Quest VII que era inicialmente planejado para o Nintendo 64DD, migrou para o Playstation e deu uma boa demorada para chegar, dando as caras somente em 2000 no Japão e 2001 no ocidente como Dragon Warrior VII. Mas foi em 22 de novembro de 2001 que Dragon Quest IV ganhou oficialmente o seu remake, lançado com exclusividade para o Playstation no Japão. Uma localização era planejada para 2002, porém dessa vez quem encerrou atividades após o lançamento foi a desenvolvedora Heartbeat, com isso a localização foi cancelada. 

UMA NOVA HISTÓRIA E UMA NOVA ESTRUTURA 

Dragon Quest IV tem uma forma de contar sua história bem diferente dos demais jogos da franquia. Aqui a história é dividida em 5 capítulos, sendo os 4 primeiros uma introdução para os personagens que irão acompanhar o herói em sua jornada e o quinto capítulo podermos dizer que é o que outros jogos seriam, você finalmente assume total controle do herói e encontra seus aliados e vai salvar o mundo. 
Um detalhe que o remake fez adições à estrutura, antes do primeiro capítulo ganhamos um pequeno prólogo que introduz o jogador ao protagonista, algo que originalmente só teríamos no quinto capítulo. Também ganhamos um sexto capítulo, um belo de um bônus, trazendo um novo desfecho para a história do jogo. 

Elenco do jogo

A história do jogo é mais ou menos a seguinte. Toda vez que o mal se levanta e ameaça o mundo, um herói se levantará para garantir a paz. Esse herói será capaz de usar a armadura celestial e terá a ajuda do dragão que habita o castelo que flutua nos céus.
Eis que os demônios tentam reviver Estark o imperador do submundo, mas as forças divinas estão agindo. Aqueles que foram escolhidos irão se unir ao herói e juntos, irão salvar o mundo. 
Esse é um resuminho bem básico, mas tem muito mais acontecendo no jogo em si. Dragon Quest IV te dá muito mais oportunidade de conhecer e entender a história jogando. Graças à estrutura de capítulos, podemos conhecer muito mais do nosso elenco jogável antes de embarcar de vez na jornada com o herói. O elenco de Dragon Quest IV dobrou de tamanho em relação ao jogo anterior, agora temos 8 personagens jogáveis, embora somente 4 possam ser usados ativamente. 

Pode ser Solo, ou Sofia... ou o que você quiser, afinal em Dragon Quest o herói é o jogador

Graças às mudanças do remake, com o prólogo, vamos conhecer primeiro o herói ou heroína dependendo de sua escolha. Temos aqui um jovem de 17 anos que cresceu em um vilarejo isolado nas montanhas que nem mesmo um nome tem. Ele treina diariamente com alguns dos habitantes do vilarejo nas artes da espada e da magia. Ele talvez não saiba o peso da responsabilidade que ele terá, mas os moradores estão totalmente cientes de que ele é o herói da profecia, quem irá salvar o mundo, tanto que eles fazem de tudo para manter o vilarejo escondido de pessoas de fora. A vida do nosso herói até então se resume a treinar e se divertir com sua amiga elfa, Cynthia, que adora se transformar e pregar peças nele. 
Em termos de aparência eu diria que temos os protagonistas mais diferentes da franquia Dragon Quest, cabelos cacheados verdes, as roupas diferem entre o herói e a heroína, até a expressão facial das artes tem um ar diferente dos protagonistas dos jogos anteriores e até posteriores eu diria. Ah! Temos nomes sugeridos para eles também, para o rapaz o nome é Solo e para a moça é Sofia. 
No gameplay teremos um personagem na classe herói de Dragon Quest III, com atributos equilibrados e uma boa mistura de magias, porém com alguns diferenciais em relação ao herói do jogo anterior. 

Sir.Ryan e seu bigode de respeito

O capítulo 1 nos introduz ao personagem Ryan, o cavaleiro do reino de Batland. O rei de Batland reúne seus melhores guerreiros para uma missão. Crianças estão desaparecendo misteriosamente. Com forte senso de justiça, Ryan prontamente atende ao pedido do rei e parte em uma jornada para descobrir o paradeiro das crianças. Durante as buscas, ele até faz amizade com um Hoimi Slime chamado Hoimin, juntos eles descobrem o paradeiro das crianças sequestradas e o líder dos sequestradores revela o motivo das ações. Eles estavam raptando crianças no intuito de assassinar o herói lendário que ainda era uma criança e com isso ninguém iria impedir os planos deles. Após salvar as crianças, Ryan volta à Batland e reporta ao rei os acontecimentos, em seguida ele parte em uma jornada para encontrar e proteger o verdadeiro herói. 
Armadura rosada e um bigode de respeito. Ryan faz você rir do visual dele mas o cara é um guerreiro de respeito, só teve o azar de ser desenhado pelo Toriyama kkkkkkkkkkkkkkkkkk 
No gameplay ele é literalmente um guerreiro como os de DQIII, HP, ataque e defesa altos, velocidade péssima… pode equipar armas e armaduras pesadas e bate com força. Se melhorar o atributo sorte dele vai ter bons danos críticos. 

Alena, Clift e Bray o trio de Saintheim

O capítulo 2 irá nos introduzir 3 personagens de uma vez. Estamos em Saintheim onde a princesa Alena, uma jovem rebelde segundo seu pai, quer viajar para treinar e aperfeiçoar suas habilidades como lutadora. O rei, obviamente, proíbe sua filha de botar os pés para fora do castelo e ordena que ela aprenda a se comportar como uma nobre. Só tem um detalhe, no quarto da princesa está a melhor rota de fuga, um buraco na parede que ela mesma abriu treinando. Ao fugir ela é interceptada por Clift e Bray, dois servos do castelo que estão sempre preocupados com a princesa. Eventualmente os 3 começam uma jornada pelo reino. Em um vilarejo nas montanhas eles descobrem que um monstro está demandando jovens mulheres como sacrifício, ao saber disso, Alena toma o lugar da próxima jovem a ser sacrificada e promete derrotar o monstro. Trabalho feito ela segue viagem. Ao chegar na próxima cidade os moradores estão animados porque a princesa de Saintheim estará visitando a cidade… como assim? Ao chegar no hotel eles descobrem que alguém está se passando por ela e para piorar a situação, a falsa princesa é sequestrada. Os sequestradores demandam um bracelete dourado como resgate. Segundo os moradores da cidade, o bracelete está selado em uma caverna próxima, pois ele possui poderes misteriosos. A vida humana é mais importante que uma joia, vamos em busca do bracelete e trocamos pela “princesa” raptada. 
Ao seguir a jornada nos encontramos com um guarda do castelo que nos informa que algo aconteceu ao rei. Ao voltarmos para casa, descobrimos que o rei perdeu a voz, agora nossa missão é encontrar uma cura. O que não foi tão difícil assim. Recuperado, o rei nos conta sobre um sonho terrível que ele teve e que perdeu a voz ao tentar contar sobre ele ao seu ministro. Por fim, o rei nos deixou partir em nossa jornada. Nosso destino é o reino de Endor onde um torneio de artes marciais está sendo realizado e a Alena quer participar. Ao chegar em Endor vamos falar com o rei, ele então diz que prometeu ao vencedor do torneio a mão de sua filha, a princesa Monica, em casamento. Porém ele se arrependeu da promessa, ainda mais porque o possível vencedor, Death Pisaro parece ser pouco confiável. Ele então pede para que Alena lute e vença o torneio já que sendo ela uma mulher não poderia haver casamento. Alena luta e quando chega o momento da final contra o tal Death Pisaro, o tal lutador sumiu, o que faz de Alena a vencedora. Após o torneio ela ouve rumores estranhos sobre Saintheim e volta para casa. Ao chegar ela encontra o castelo completamente vazio. O que teria acontecido? Ela então parte em uma jornada em busca de respostas. 
Alena é uma das minhas personagens femininas favoritas da franquia. Eu gosto do visual dela, da personalidade impulsiva e rebelde, fora que ela é uma lutadora. Só de não ser uma maga feita de papel já é um bônus. Clift é um sacerdote de Saintheim, que é meio bobo, mas é notável que ele tem uma queda pela Alena. Já o Bray é o velho mago que se preocupa com o bem-estar da família real que ele serve há todos os anos possíveis… 
Alena é uma lutadora, seus atributos são bem equilibrados, mas sua velocidade e sorte são muito altas. Ela consegue atacar antes de muitos monstros rápidos e ainda consegue acertar muitos ataques críticos, o que faz você querer ela na party por vários momentos. Clift é um clérigo, porém com algumas vantagens nos equipamentos, isso porque ele pode usar muita coisa boa, além claro de contar com magias de cura que ajudam nos momentos certos. Já o velho Bray é um mago do jeito mais tradicional possível. 

Torneko o NPC que virou personagem jogável kkkkk

No capítulo 3 iremos conhecer Torneko, o NPC que virou protagonista. Torneko é funcionário de uma loja de armas na cidade de Lakenava. Onde ele vive com sua esposa e filho. Torneko é um trabalhador dedicado e sonha em um dia ter a sua própria loja. Ele então decide ir até Endor tentar a sorte, mas antes ele para em Bonmour, onde o rei quer conquistar Endor, porém antes disso a ponte que liga os dois reinos deve ser reparada, porém o arquiteto responsável desapareceu. E lá vai o Torneko resolver o problema… não, ele não vai consertar a ponte, mas vai salvar o arquiteto que está sendo seduzido por uma raposa no meio da floresta. Resolvido o problema, o príncipe de Bonmour pede ao Torneko para ele levar para a princesa de Endor uma carta de amor… e lá vai o Torneko, o NPC mais eficiente do mundo, ajudar. Ao chegar em Endor ele entrega a carta à princesa, o rei fica sabendo e manda Torneko levar uma resposta ao rei de Bonmour. Ao menos a recompensa é ter autorização para abrir comércio em Endor. O rei de Bonmour recebe a notícia com alegria, afinal, não precisará gerar um conflito para conquistar Endor. 
Por fim, Torneko finalmente consegue se mudar para Endor com sua família e abrir uma loja. Ali ele fica sabendo sobre a armadura celestial e decide partir em uma jornada em busca dela. Porém sua jornada só acaba quando ele ajuda a financiar a construção do túnel que liga Endor ao continente do leste. Facilmente a história mais aleatória do jogo, mas tudo o que Torneko fez tem um propósito na aventura final… 
Torneko é talvez o personagem mais absurdo da franquia toda, um tiozão gordo, como bigode avantajado, um mochilão nas costas… total NPC, mas acredite, ele se tornou um dos personagens mais populares da franquia toda, ganhou até jogo próprio. 
Como ele é um mercador podermos ver algo próximo do que a classe oferece em Dragon Quest III, porém ao menos nesse remake, ele ganhou algumas habilidades à mais. No campo ele aprende algumas coisas que ladrões no remake de DQIII aprendem e em combate ele usa algumas habilidades aleatórias como os jesters, embora muitas das habilidades sejam de outras classes em DQVI por exemplo. Curiosamente ele não leva um extra de Gold no final do combate como os mercadores fazem… 

As irmãs Manya e Minea

No capítulo 4 iremos conhecer as últimas personagens do elenco, as irmãs gêmeas Manya e Minea. Estamos na cidade de Monbarbara onde Manya faz sua última apresentação como dançarina, ambas as irmãs irão partir em uma jornada para vingar a morte do pai Edgan, um alquimista renomado, pelas mãos do seu aprendiz Balzac. Elas voltam ao vilarejo onde viviam com o pai e lá descobrem que Orin, o outro aprendiz do seu pai, ainda está vivo e está em uma caverna à oeste da cidade. Elas vão até lá e se encontram com ele, por anos ele esteve lá se recuperando e preparando a vingança dele contra Balzac. Ele então se junta às irmãs e juntos vão ao castelo de Kingleo onde supostamente eles irão encontrar Balzac que aparentemente usurpou o reino. Depois de uma série de desvios elas finalmente conseguem se encontrar com Balzac mas não conseguem derrotá-lo e acabam aprisionadas. Na cela elas encontram com o antigo rei que estava lá preso, ele diz que seu filho mudou e tomou o poder para si. Ele então diz que não temos como enfrentar Balzac e seu filho no momento e nos ajuda a escapar. Durante a fuga Orin fica para trás para que as duas irmãs possam escapar. As duas vão até a cidade portuária de Havaria e pegam um barco rumo à Endor. Encerrando assim o capítulo. 
As duas irmãs, embora visualmente parecidas, têm habilidades e personalidades diferentes. Manya é mais descontraída e um bocado irresponsável, nós a encontramos jogando no cassino. Já Minea é o cérebro da dupla, usando suas habilidades como vidente ela é quem prediz parte do destino delas junto ao herói lendário. 
Em termos de gameplay, Manya é uma dançarina só no nome, porque ela na real não tem nenhuma habilidade comum da classe. Acredito que não tinham ainda definido o padrão da classe que temos em Dragon Quest VI. Suas habilidades são mais próximas de um mago com alguns diferenciais nos equipamentos, onde ela consegue equipar algumas coisas que o Bray por exemplo não consegue. Minea é um a vidente, porém suas habilidades estão mais próximas de um clérigo, até mesmo a oferta de equipamentos é bem similar. Um detalhe único dela é poder usar cartas de tarô em combate, o que pode nos dar efeitos aleatórios, similar à magia Parupunte. 


E por fim, a partir do capítulo 5 o jogo começará de fato. Agora você voltará a controlar o protagonista e poderá encontrar os demais personagens e seguir a jornada até o final do jogo. 
Eu pessoalmente adorei a ideia dos capítulos, enquanto muitos jogos não dão muita atenção para os companheiros de viagem, aqui temos toda essa introdução para eles. Em Dragon Quest isso faz você olhar com mais carinho para a party. Ainda mais nesse remake que só adiciona para conhecermos mais dos personagens. 

DRAGON QUEST NA QUINTA GERAÇÃO 

Existem várias franquias que mantém suas bases sólidas e vão só acrescentando para enriquecer a experiência, sem nunca abandonar as origens. Dragon Quest com certeza é uma delas. Muito do que eu já descrevi lá nos jogos do SNES você ainda encontra aqui, 5 anos depois. Mas como o jogo base foi Dragon Quest VII, que trouxe algumas mudanças em relação ao SNES, tivemos mudanças em alguns pontos. Enfim vamos para os controles. 

Mantenha-se no controle

  • Os direcionais vão manter o trabalho de movimentar o personagem pelo campo e navegar com o cursor em menus. Como estamos no Playstation, o jogo é compatível com o controle analógico, porém somente o analógico esquerdo terá função replicando o que o direcional comum faz. 
  • O botão ⭕ vai ser o que abre o menu de campo e confirma ações. 
  • O botão ❌ faz o de sempre, cancelar ações. 
  • O 🔺 será o nosso botão de ação, igual ao X no SNES. Vamos usar ele para abrir baús, revistar objetos, conversar com os NPCs. 
  • O 🟥 ganhou bastante função aqui. No mapa ele abre o mapa, no campo ele dá um zoom para você ter uma visão de cima do lugar quando estiver disponível. Por fim, ele segue fazendo no menu a função que o Y fazia no III do SNES, fechar o menu de vez. 
  • Os botões R1, R2, L1 e L2 servem para você rotacionar a câmera no campo. R1 e L1 rotacionam livremente à medida que você mantém um deles pressionado. Enquanto R2 e L2 rotacionam em 45º de forma fixa. Se você pressionar R1 e L1 ao mesmo tempo, o jogo dá reset na câmera voltando ela para a posição inicial. 
  • O START só tem função no campo, ele repete a função do R1 e L1 ao mesmo tempo, dá o reset na câmera. 
  • O SELECT serve para abrir um pequeno resumo do seu progresso, onde você verá algumas informações não muito úteis e um título. 
  • Por fim, o analógico direito e os botões R3 e L3 não farão nada e mesmo com um controle compatível com Dualshock o jogo não oferece nenhum suporte para vibração. 

Estamos lidando com Dragon Quest, então muita coisa se mantém desde sempre. Ao iniciar um novo jogo teremos a opção de dar nome ao protagonista e decidir se ele será um herói ou heroína, aí teremos que usar um Memory Card para salvar o jogo, temos total liberdade quanto à quantidade de saves desde que se tenha espaço no cartão. Cada jogo irá ocupar um bloco de save. Por falar em salvar, esse foi o primeiro Dragon Quest a mover o save dos reis para as igrejas. Logo no capítulo 1 um NPC nos dá a informação. 

Dragon Quest será sempre Dragon Quest...

A maioria das experiências com lojas, INN e etc é idêntica ao que a gente já tem na franquia, felizmente na melhor forma delas. O ciclo entre dia e noite também está presente nesse jogo desde sua versão original. É importante saber utilizar ele para ver e fazer eventos no momento certo. 
Para diversão, o jogo não adicionou como no remake do III no SNES. Aqui teremos apenas o cassino com a arena de monstros, a mesa de poker e as máquinas caça níquel. Teremos também as Tiny Medals que foram inclusive introduzidas na versão original de 1990, porém aqui elas funcionam como nos jogos mais novos, de forma cumulativa para as recompensas. 
Lembre-se de revistar tudo que pode ser revistado. Potes e barris podem ser pegos e quebrados para encontrar itens e seguindo o padrão dos jogos mais novos, os poços podem ser adentrados. Na dúvida, use a habilidade do Torneko de farejar itens. E não se esqueça, estamos em um jogo com cenários em 3D agora, girar a câmera é importante para encontrar algo. 

A carruagem puxada pela Patricia

Introduzido na versão original, o sistema de carruagem está presente aqui também, você terá todos os recursos de party que você tem desde Dragon Quest V, que são um pouco diferentes do que Dragon Quest IV original nos oferece. 
Vindo de Dragon Quest VII, uma nova side quest foi introduzida, agora temos a possibilidade de criar uma cidade. No continente de Saintheim, onde foi realizado o bazar no deserto, o local ficava abandonado no jogo original, aqui após alguns eventos, Hoffman o cara que nos dá a carruagem irá iniciar o projeto de uma nova cidade no local. À partir do momento que aceitamos ajudar, iremos encontrar NPCs em hotéis, igrejas ou bares nas demais cidades do jogo que poderemos falar sobre a nova cidade, eles então irão imigrar para lá. A medida que novos moradores chegam a cidade irá crescer e se desenvolver, serão 7 etapas de desenvolvimento e ao final ainda poderemos obter uma cidade diferente de acordo com as pessoas que mandamos para lá. Com boas escolhas iremos ter lojas vendendo itens únicos e até alguns itens para encontrar como Tiny Medals. 

Menu de campo CTRL+C CTRL+V total

Fora do que eu citei acima, ainda é Dragon Quest em sua essência. Sabe o que também é bem igual? Sim, ele mesmo, o menu de campo. Esse não mudou nem nos títulos mais recentes, imagina se nessa época eles teriam mudado muito. Vamos então ver isso direito. Só tem um pequeno downgrade aqui. Por que removeram a quantidade de Gold da tela inicial do menu?

Clift comentando sobre a armadura celestial

TALK: É a mesma opção legada desde os tempos do Famicom? Não exatamente, por incrível que pareça, acrescentaram algo a mais aqui. Implementado em Dragon Quest VII, agora temos a opção de conversar entre os membros da party. Ao selecionar essa opção do menu sem ter um NPC próximo seus personagens irão conversar entre si. É uma opção útil para saber o que fazer às vezes, mas a melhor parte é conhecer mais da personalidade de cada personagem da party. Felizmente o recurso se tornou padrão em jogos futuros da franquia.

Gerenciamento de itens dos personagens e da bolsa

ITEM: O gerenciamento de itens é idêntico ao de Dragon Quest VII, que já era igual ao do remake de Dragon Quest III no SNES. A fórmula padrão não mudou, cada personagem vai carregar seus itens e os equipamentos irão ocupar parte do espaço. Diferente da versão de 1990, aqui a bolsa também está presente como nos jogos mais novos da franquia, porém ela só estará disponível a partir do capítulo 5, bem como o sistema de banco para guardar Gold, a propósito, a quantidade de Gold e algumas informações sobre os itens serão exibidas no canto superior direito da tela. As opções para gerenciar itens são essencialmente as mesmas. 
  • Usar o item faz com que o personagem utilize o item que está em sua posse ou na bolsa. Isso claro, se o item puder ser usado em campo. 
  • Ainda podemos enviar itens entre os personagens ou guardar eles na bolsa. Se for um equipamento, o jogo até irá perguntar se queremos equipar o personagem que está recebendo o item. 
  • Podemos equipar um item que esteja na posse do personagem direto pelo menu de itens. Processo mais rápido e eficiente do que ir até a opção de equipar todo o personagem.
  • Se Torneko estiver na party poderemos avaliar um item com ele. Da mesma forma que um mercador fazia no remake de Dragon Quest III. Ele irá falar algo sobre o item, dirá quem pode equipar caso seja equipamento e posteriormente se o item puder ser vendido, qual o valor de revenda. É legal que como Torneko tem personalidade, os comentários sobre as coisas são sempre bem humorados. 
  • Quer descartar o item, também temos opção para isso. Desde que o item não seja de quest, você poderá jogá-lo fora. 

Atributos da Manya

STATUS: A tela de status também não mudou muita coisa. Assim que você acessar a opção no menu de campo, só de manter o cursor no nome de um personagem, você já irá ver os atributos dele. Na parte esquerda teremos a lista de personagens, podemos ter até 9 personagens no total à partir do capítulo 5. A lista de atributos é dividida da mesma forma que nos jogos anteriores. Na esquerda temos. 
  • Nome do personagem 
  • A ocupação do personagem, que aqui não é necessariamente a classe mas sim o que o personagem realmente é. Por exemplo, Alena é uma princesa, mesmo sendo claramente uma lutadora em termos de classe da franquia. 
  • O sexo do personagem 
  • O LV do personagem, aqui entra um detalhe curioso. Os personagens temporários não terão o LV exibido e nem recebem EXP. 
Abaixo teremos a lista de equipamentos utilizados e na direita entra a lista de atributos logo abaixo da quantidade de Gold que também é exibida aqui. Os atributos não mudaram praticamente nada. 
  • Força é o quanto seu personagem tem de ataque físico sem uma arma. 
  • Velocidade 
  • Resistência ou stamina é a defesa corporal do personagem sem equipamentos. 
  • Inteligência é o atributo que determina o quão bom seu personagem é com as magias. 
  • Sorte é um atributo muito bom aqui, especialmente com a Alena que tem muita. Danos críticos são muito frequentes com ela por conta disso, mas o atributo também influencia as chances de fuga em combate e se você pode receber ou não um item como recompensa. 
  • HP e MP máximos do personagem. 
  • Ataque com a arma equipada 
  • Defesa com armadura equipada 
  • EXP total. Nessa época ainda tínhamos de perguntar para o padre o quanto faltava para o próximo LV. 

Lista de magias do velho Bray

Apertando o ⭕ de novo vamos ter a lista com as magias e habilidades aprendidas pelos personagens. Aqui o jogo volta a dividir entre o que pode ser usado em combate na lista da esquerda e o que pode ser usado em campo na lista da direita. 

Aquele resumo da galera toda

Se você para o cursor na opção de exibir o resumo de todos os personagens o jogo trará uma novidade, agora temos o tempo de jogo sendo contado, algo que não tínhamos no SNES, embora não seja necessariamente uma novidade desse remake mas sim de Dragon Quest VII. Apertando o ⭕ teremos então o resumo com o nome, HP, MP e LV e apertando o botão novamente iremos ver ataque e defesa da party. 

Sobre os status negativos vamos revisar rapidinho. 
  • O envenenamento faz seu personagem perder um ponto de HP por passo dado no campo até que ele morra. 
  • Um personagem morto não fará absolutamente nada até ser revivido, inclusive não ganha EXP ao final dos combates.
  • A confusão faz seu personagem fazer coisas aleatórias até que ele volte à si. 
  • Se você dormir vai ficar apanhando até acordar. 
  • Um personagem paralisado não poderá agir em combate até ser curado, mas se todos os personagens forem paralisados poderá tomar um game over. 
  • Se o seu personagem for silenciado ele não poderá usar mágicas durante o combate. 
  • Cegar um personagem fará com que ele perca a precisão dos ataques. 
  • Por fim, a maldição é só oriunda de equipamentos amaldiçoados, não se empolgue com armas que aumentam seu ataque de forma absurda. Um personagem amaldiçoado poderá ficar paralisado na hora de agir no combate. Para remover as maldições somente as igrejas poderão lhe ajudar. Esse Dragon Quest não tem a magia de remover maldições. 

Torneko não usa magia mas tem habilidades pra usar

MAGIC: Se o seu personagem tem MP ele provavelmente poderá usar alguma magia no campo usando essa opção. Salvo o Torneko, o único personagem que mesmo sem MP pode usar habilidades no campo. É tudo bem próximo do que você viu nos últimos jogos antes desse. A lista das magias, uma breve descrição do que ela faz e o consumo de MP dela. 

SEARCH: Achou que não teríamos opções legadas aqui? Essa aqui é ela, não tem real motivo para utilizar ela sendo que temos botão de ação. Só tem um detalhe curioso, se você usar essa opção em lugar do botão de ação, seu personagem não irá pegar potes e barris para quebrar, ele apenas irá olhar o que tem dentro, como era nos jogos do SNES. 

Opções para gerenciar a party

STRATEGY: Aqui temos aquele menu que guarda as opções relacionadas à organização da party. Temos praticamente as mesmas opções que Dragon Quest VI, III remake e VII oferecem. 

Full Heal: Aquela opção que faz um personagem com magias de cura usar elas até encher todo o HP da party. Aqui o algoritmo sofreu algumas mudanças. Se um personagem estiver envenenado, a magia que cura o status será utilizada. Outro ponto é que o jogo não fará apenas um personagem jogar todo o MP fora fazendo as curas, as magias serão usadas de acordo com a necessidade das mais eficientes ou não entre todos os usuários. 

Equipando um personagem diferenciado

Equip: O bom e velho processo de equipar um personagem passando por cada peça de equipamento. É meio inútil hoje em dia graças à facilidade de equipar no ato da compra ou pela tela de itens. Mas o que você pode equipar em um personagem é. 
  • Uma arma, com variedade e compatibilidade diversa. Porém, o jogo aqui é bem cruel. Os desenvolvedores removeram chicotes e bumerangues, então nada de armas que atingem mais de um alvo. E pra piorar só um pouco, personagens como a Manya e o velho Bray tem uma péssima disponibilidade de armas para equipar. Minha única dica é, equipe um Killer Pierce na Alena. 
  • Uma armadura, com uma variedade até boa. Tem boas proteções para todo mundo, só é meio safado que as melhores para as mulheres são roupas provocantes kkkkkkkkkkkkkkkkkk 
  • Um escudo, e aqui a compatibilidade vai embora. Muitos personagens sequer tem um escudo para equipar, e o jogo não tem a boa e velha tampa de panela… 
  • Um capacete. A variedade é melhor que a dos escudos. Os melhores infelizmente dependem de drop de monstro. 
  • Um acessório. Nesse jogo é mais do que obrigatório ter um. Com alguns personagens tendo pouca variedade de proteções, um que aumente a defesa é útil. Também tem personagens como o Ryan que tem uma velocidade muito baixa, para ele um acessório que aumenta esse atributo vai bem.

Aquelas estratégias que ninguém pediu mas botaram no jogo

Set Strategy: Aqui temos a opção de definir aquela estratégia de combate onde seu personagem é controlado pela CPU. Um detalhe interessante, essa foi a grande novidade de Dragon Quest IV em 1990, à partir do capítulo 5, somente o protagonista será totalmente controlado por você, todos os demais personagens serão controlados utilizando essas estratégias… e isso foi o que o hype de IA da época causou na franquia… felizmente o remake não te limita desse jeito e podemos ter o controle de toda a party e combate. Também temos algumas mudanças em relação aos jogos anteriores, agora podemos definir estratégias diferentes para cada personagem ao invés de toda a party e o jogo aqui faz uma pequena mudança cosmética no nome das estratégias caso o personagem esteja jogando com uma heroína. Isso porque no japonês há diferenças na forma de falar entre um homem e uma mulher. As estratégias em si são. 
  • Full Offensive (ガンガンいこうぜ/ガンガン行くわよ): Nesse modo o personagem irá focar totalmente no ataque, usando tudo o que ele tiver de mais forte contra os inimigos. 
  • Support Me (俺にまかせろ/私にまかせて): Nesse modo o personagem não irá atacar diretamente, deixando a ofensiva na mão do protagonista e utilizando apenas habilidades e magias de suporte. 
  • Take Care (いのちだいじに): Nesse modo os personagens irão ter um foco maior na recuperação do HP e na tarefa de manter a party viva. Porém quando se está com o HP em bom estado o personagem irá focar em atacar também. 
  • Balanced Fight (バッチリがんばれ): Esse é o modo equilibrado, onde os personagens irão pensar mais antes de agir, com isso eles não irão desperdiçar MP em magias fortes com inimigos fracos e irão explorar os pontos fracos dos inimigos. 
  • No Magic (呪文つかうな/呪文はやめて): Se você não quer que o personagem use magia é só colocar ele nesse modo. Como esse jogo não conta com habilidades sem consumo de MP, a maioria dos personagens irá focar no ataque físico padrão.
  • Manual Mode (めいれいさせろ/めいれいするわよ): Felizmente o remake aqui removeu a obrigatoriedade de usarmos personagens controlados pela CPU, então nesse modo você terá total controle sobre todos os seus personagens em combate. 
Quando eu fui jogar Dragon Quest IV do Famicom, para conhecer o jogo, e eu descobri que era obrigatório usar essas estratégias automatizadas para os personagens, eu simplesmente larguei o jogo para nunca mais voltar. Eu já tinha jogado Dragon Quest V entre outros do SNES onde isso não é obrigatório, aí achei um desaforo. Em RPG com combate por turnos eu não aceito ter personagens controlados pela CPU sendo que eu posso pensar minhas estratégias com calma. Quando estamos com um personagem temporário na party e não temos o controle sobre ele, eu até relevo, mas não precisava fazer isso com os personagens principais. 

Ordenando a galera

Order: Use essa opção para organizar e trocar os membros da party. Lembrando que membros da equipe que estão na carruagem só poderão ser usados quando a carruagem estiver disponível. Outro detalhe é que a lógica do jogo diz que os personagens nas duas primeiras posições são alvos mais frequentes em relação aos que estão nas duas últimas. Aparentemente nesse jogo isso parece ter diferença, tudo o que eu não notei no remake do Dragon Quest III parece funcionar aqui. 


Sort Items: Essa é aquela opção que pega todos os itens não equipados da party ou de um personagem em específico e coloca na bolsa automaticamente. 


Sort Bag: Aqui você pode decidir por organizar a sua bolsa em dois modos. Por tipos de itens, onde o jogo irá colocar itens de cura no início da lista, depois quest items e então equipamentos. Ou então você pode organizar por ordem alfabética em japonês. 

Um pequeno resumo do que você fez até então

Battle Curriculum: Essa opção é uma novidade desse jogo. Você também poderá acessar ela apertando o SELECT no campo. Aqui o jogo exibe um pequeno resumo com o seguinte. 
  • Tempo total de jogo. 
  • Quantidade de combates que você encontrou. 
  • Quantidade de monstros derrotados. 
  • Total de Gold que você obteve durante todo o jogo. 
  • Quantidade de batalhas vencidas. 
  • Quantidade de game overs. 
  • Quantidade de fugas de combates. 
  • Maior dano causado com um ataque. 
  • Quantidade de monstros que faltam para concluir o bestiário. 
  • Título que recebemos com base nesses dados. Existem diversos títulos que variam do quanto você fez durante o jogo. 
Aproveitando o embalo, o jogo oferece um bestiário com informações dos monstros que encontramos durante o jogo. Completar ele lhe dará uma recompensa boa, você poderá ganhar 30 mil moedas do cassino. 

E é isso aí. O menu de campo é praticamente o mesmo. Eu descrevi as mesmas coisas nos últimos 2 ou 3 reviews de Dragon Quest. Mas eu não reclamo, se funciona, pra que mudar? 

Tela de combates de Dragon Quest sempre a mesma...

E podemos dizer quase o mesmo sobre os combates. Tirando a parte dos personagens não serem mais automatizados e uns detalhes no gerenciamento de party, temos essencialmente a mesma experiência do jogo original lá de 1990. Mas Dragon Quest é assim mesmo. Sempre mantendo sua essência. Tanto é que o layout dos combates é o mesmo de sempre. No topo da tela teremos o resumo dos personagens, no meio a ação acontece e em baixo teremos janelas com os comandos e então durante o turno a janela de contexto. Os combates, como sempre, são por turnos com a ordem de ação definida pelo atributo velocidade. Você irá escolher o que fará cada personagem e então o turno irá rolar. Assim como nos jogos lançados antes, temos combates que começam com vantagens para nós ou para os inimigos, o que dá um turno extra sem interrupções para quem começa com a vantagem. 

Para diálogos mais rápidos sempre no 1

Assim que um combate se inicia teremos aquela janela com opções relacionadas à party. E se você apertar pra frente no direcional terá uma opção para trocar a velocidade dos diálogos de combate, lembrando que 1 é a velocidade máxima e 7 a mais lenta e colocando no 8 será o modo manual onde você terá que pressionar um botão para avançar o texto manualmente.

FIGHT: Selecionando essa opção vamos pra luta, você irá escolher os comandos para os personagens que estiverem no modo manual e ver a luta acontecer de fato. 

Estratégias inúteis pra quem quiser usar

STRATEGY: Aqui você pode definir as estratégias automatizadas para os membros da party assim como no menu de campo. Lembrando que aqui podemos definir comportamentos separados para cada personagem e que o protagonista não pode ser usado assim. 

Reorganizando a party

CHANGE: Essa opção só estará disponível em lugares em que a carruagem é acessível e é onde poderemos trocar os personagens da party durante o combate. 
  • Podemos trocar apenas um membro por outro. 
  • Podemos trocar toda a party, inclusive o protagonista. 
  • Podemos ver um pequeno resumo de informações dos personagens antes de fazer a troca. 
É interessante notar que, diferente da versão original do jogo, fazer alterações da party em combate não irá nos custar um turno sem agir. 

ESCAPE: A opção de fugir da luta. Esse jogo me pareceu menos gentil com a taxa de sucesso. Mesmo com a Alena que tem sorte absurda na party eu muitas vezes falhei na tentativa de fuga. 

Considerando que vamos lutar, as opções disponíveis são exatamente as mesmas que você tinha no remake de DQIII do SNES. 

Em quem vamos bater?

ATTACK: Se é para bater no inimigo com a arma equipada, é aqui que você faz isso. Detalhe que removeram a opção de bater nos aliados que tínhamos no DQIII. 

Zaraki a magia que mata um grupo de inimigos

MAGIC: Se o seu personagem tem MP ele pode usar magia. O catálogo deste jogo é bem menor, diria que é até menor do que o de Dragon Quest III e olha que o remake aqui adicionou algumas magias. Mas o que realmente importa não ficou de fora. Para a nossa alegria, esse Dragon Quest já entra na categoria dos que tem informações sobre o que cada magia faz. 

DEFEND: O de sempre aqui também. Não quer tomar dano alto? É só se defender. 

As areias do tempo que pegamos emprestadas do Príncipe da Pérsia kkkkk

ITEM: Eu nem precisaria dizer como é que funcionam as coisas aqui. É idêntico aos jogos anteriores. Inclusive a regra de usar peças de equipamento como itens também se aplica aqui caso elas tenham função de item. 


EQUIP: Pense numa opção útil. Quer usar uma arma diferente para uma situação específica? É só deixar nos itens do personagem e trocar no combate por aqui. 

ESCAPE: A exata, mesma, idêntica, repetida, reaproveitada opção que você tinha ali no menu inicial dos combates. 

E é isso. Mudou algo? Praticamente não. Nem mesmo as regras para o término dos combates mudaram. Se você morrer é game over, volta para o último save point com metade da grana no bolso e os aliados mortos que você terá que pagar para reviver se não tiver outros meios de fazê-lo. Se vencer a luta é EXP e Gold garantido, se der sorte inimigos darão um item, inclusive muitos equipamentos raros só se consegue assim. 
O desafio do jogo é pesado, se comparado com todos os jogos que eu joguei antes para review, ele só perde para o Dragon Quest II. Tem muitos inimigos que batem forte mesmo você estando em um bom LV, alguns não economizam nas magias que causam danos altos e ainda tem muitos que atacam duas vezes, e como o jogo não tem muita liberdade de customização para os personagens, ficamos meio limitados dependendo de quem está na party no momento. O encounter rate aqui é bem mais pegado que outros jogos da franquia. Experimente andar pelo mapa durante a noite, é quase um passo e uma batalha… ao menos o jogo compensa isso com dungeons mais curtas que o habitual. Grind e manter equipamentos atualizados aqui ajuda mais do que nunca, ainda assim uma péssima escolha de party pode te levar à ruína contra algum chefe. Definitivamente, esse remake de Dragon Quest IV não é um jogo para quem só quer sair atacando sem pensar, talvez seja porque o jogo original tinha os aliados automatizados que tomavam decisões e aprendiam com o tempo. 


Por fim podemos assumir que mesmo com um desafio um pouco mais pesado, não há problemas com a jogabilidade aqui. Ela segue o que já tínhamos na franquia, fazendo poucas alterações e mantendo a solidez. É o típico jogo em que se você não avança a culpa é sua. 

VOLTAMOS PARA BAIXO DA MÉDIA? 

Dragon Quest IV, assim como Dragon Quest VII foram os únicos jogos da franquia principal no Playstation, ambos os jogos fazem uso da capacidade em processar gráficos 3D do console. Mas não totalmente em 3D, aqui temos um daqueles exemplos de jogos onde ainda se usa sprites em 2D. Vou ser bem sincero, eu acho os gráficos aqui abaixo da média, para um jogo de 2001 ele é visualmente fraco se comparado com outros títulos do console que saíram até antes dele e que utilizam a mesma lógica de cenários 3D e sprites clássicos em 2D. Ainda assim vamos falar dos elementos em separado porque tem sim pontos bons nos gráficos. 

Nossos personagens são legais

Comecemos então pelos sprites do campo. Todos os personagens principais foram redesenhados e tiveram suas cores ajustadas para ficarem mais próximos da arte do Toriyama, o que é bom. Os NPCs em geral foram todos trazidos de Dragon Quest VII, muitos já estavam presentes no jogo de 1990 mas a arte deles aqui é idêntica à do DQVII. NPCs mais importantes, inimigos e monstros tem um sprite próprio e com detalhes o bastante para reconhecermos quem precisa ser reconhecido. Com relação à animação, todos mantém o padrão de ciclo de caminhada porém umas míseras animações em alguns momentos foram adicionadas, uma pena que é pouco. Por fim, monstros gigantes que no SNES seriam sprites grandes foram todos feitos em 3D, os modelos não são feios mas aí fica aquela sensação de que estão fora de lugar. 

Mapa meio que ainda é 2D

Nos cenários tudo muda. O mapa ainda é em 2D, bem desenhado até e a transição entre dia e noite é tão bem detalhada quanto no remake do DQIII do SNES. A única coisa que não temos mais aqui é um “Mode 7” quando estamos voando pelo mapa. 

Exemplo de mapas em 3D do jogo

Para as cidades, castelos e dungeons o jogo passou a utilizar polígonos, assim todos eles são totalmente em 3D e podem ser rotacionados com os botões de ombro do controle. No geral eu não acho os cenários muito bonitos, não que eu não goste de jogos com cenários em 3D, mas o que temos aqui é bem abaixo da média. Praticamente não temos elementos para interagir que não sejam em 2D, elementos como água são ainda pior, muitas vezes vemos os personagens “flutuando” por cima d'água porque não fizeram um sprite que desse a impressão do personagem estar na água. Também não temos tantos efeitos de fumaça ou neblina que dariam uma aparência melhor para alguns lugares. 


Nos combates o jogo faz melhor. Os monstros continuam sendo em 2D, mesmo os gigantes que eram 3D no campo. A arte do Toriyama segue impecável como sempre foi, ainda temos um bônus legal, agora os monstros que podem se transformar em nossos personagens nos mostram sprites muito legais dos nossos personagens, o que é também uma sacanagem do jogo continuar com combates em primeira pessoa. 
Os cenários são uma mistura de elementos em 3D com um fundo plano em 2D, algo que não é incomum em jogos da época, jogos de luta em especial faziam muito isso. Um ponto interessante do jogo ter cenários em 3D no campo e nos combates é que no geral eles são sempre fiéis ao lugar que estamos. E a variedade é grande.


Por fim, animações de ataque são simples, mas as magias são um ponto super positivo do jogo. Os efeitos visuais das magias são realmente bons. Muitos vieram reciclados de Dragon Quest VII e misturam efeitos 2D e 3D muito bem. O jogo é até ambicioso, algumas magias tiram amplo proveito dos cenários em 3D fazendo rotações de câmera para destacar melhor os efeitos. Uma pena que a variedade nesse jogo seja pequena perto do VII, mas o que trouxeram para cá vale a pena. 

Tudo foi feito com gráficos do jogo ao invés de CGi

Com relação à cenas extras, Dragon Quest VII tinha cenas em CGi horrendas, o que me fazia achar o jogo ainda mais feio, embora eu goste muito dele, mas para a nossa alegria não trouxeram isso para cá. O jogo é modesto com as cenas, ele até exibe uma intro interessante em 3D e durante o jogo rola algumas cenas com um ângulo de câmera diferenciado já que é tudo em 3D, mas no geral o jogo é bem modesto nisso. Não que Dragon Quest fosse cheio disso antes… 

Gráficos nunca foram o forte de Dragon Quest se olharmos para a maior parte da franquia até 2001, é um pouco triste depois de Dragon Quest VI e o remake do III no SNES terem trazido lindos gráficos em 2D termos um downgrade nos jogos seguintes com um 3D mais limitado. Ao que parece, durante o desenvolvimento de Dragon Quest VII, que é a base para esse remake, os desenvolvedores tiveram dificuldades em se adaptar ao 3D, o que explica muito sobre o visual do jogo… uma pena que havia essa sede por usar 3D em tudo na época, com as capacidades para gráficos 2D que o Playstation tem poderíamos ter ganho um dos jogos mais bonitos da franquia até então. 

AQUI NÃO TEM DEFEITOS… EU ACHO… 

Dragon Quest sempre teve uma ótima trilha sonora, o principal responsável por isso é com certeza o finado Koichi Sugiyama. Desde a versão original, a trilha sonora do jogo é boa e aqui só fizeram melhorar. Todas as músicas do jogo original foram rearranjadas, assim como o fizeram nos remakes anteriores da franquia. E assim como no remake do III, músicas de cidades e castelos mudam para um tom mais calmo durante a noite. 
Diferente dos lançamentos anteriores, aqui não tivemos uma trilha sonora orquestrada acompanhando o lançamento do remake, talvez porque no ano anterior tenham lançado uma versão com performance da filarmônica de Londres. 
Indiferente disso, Dragon Quest IV tem ótimos pontos na trilha sonora, um deles é uma música diferente para cada personagem nos seus respectivos capítulos, temos um tema de batalha diferente durante o capítulo da Manya e Minea, além de músicas regulares muito boas. 


Quer ouvir a trilha sonora do jogo? Clica NESSE LINK 
E para ouvir a versão orquestrada tocada em 2000 clica NESSE LINK 

Em 2026 a franquia completou 40 anos. E nesses 40 anos, muitos efeitos sonoros usados ao longo dos jogos permanecem presentes, sofrendo mudanças por conta das capacidades sonoras dos consoles é claro, mas você consegue ouvir o som que antecede uma magia sendo usada e sabe que ele é de Dragon Quest. 
Com esse remake de Dragon Quest IV não temos muito o que dizer, ele cai perfeitamente no meio do que eu disse no parágrafo anterior. A única coisa a se notar é que, muitos dos efeitos aqui são exatamente os mesmos de Dragon Quest VII, o que é esperado. 


Vozes ainda não… esse recurso em um Dragon Quest só 4 anos depois desse… 

Eu digo e repito, não tem como ir mal com a parte sonora de Dragon Quest. A mistura de temas recorrentes com novas músicas a cada novo jogo funciona super bem. Aqui ainda temos várias músicas boas para lembrar, o que faz o jogo ter um ponto extra na qualidade sonora. 

EXTRAS

Não sei se tem ou não algo perdido no CD, mas se tiver, ninguém parece ter procurado, não achei nada online falando sobre isso, dessa vez não vou saber se temos um menu de debug ou coisas não usadas… Mas isso não quer dizer que o jogo não te dá nada de extra. 

Extras...

Capítulo 6: Após finalizar o jogo e assistir ao final você terá a opção de salvar o seu progresso. Feito isso é só dar reset e carregar o save que você irá ver na indicação do capítulo que ele mudou de 5 para 6. Isso mesmo, o jogo adicionou uma nova aventura e com ela um novo final. 
Assumindo que seu último save antes de finalizar o jogo tenha sido no Santuário da Esperança, você irá retornar ao jogo em Endor. Vá até a World Tree e fale com os elfos do local, eles irão falar sobre as flores da árvore e que elas podem reviver qualquer ser vivo em quaisquer circunstâncias. Após isso vá para Gotside e você verá que o altar na cidade tem um buraco. 
Esse buraco é uma dungeon extra, você irá passar por uma mistura de mapas desse jogo com vários de Dragon Quest VII, ao chegar ao final vai encontrar uma dupla de idiotas brigando entre si, se você interromper eles você poderá lutar contra eles. Eggler e Chickler são os chefes secretos do jogo. Derrotando eles você receberá uma recompensa baseada na imagem que está no quadro ao fundo do cenário. 
Nessa primeira vez você ganhará acesso à flor da World Tree que você poderá usar para reviver a elfa Rosaly e então mudar a história do jogo… e é só isso que eu vou dizer aqui, o resto é com você… sem spoilers heim… 
Mas você poderá lutar contra a dupla de abestados mais umas 6 ou 7 vezes que vai ter mais recompensas, aí você pode procurar pelo verdadeiro chefe final e ver um final um pouco diferente. 

RECEPÇÃO E LEGADO 

Capas dos guias oficiais das versões de Famicom e de PSX

O jogo original foi bem sucedido em seu lançamento no Japão, o jogo passou das 3 milhões de cópias vendidas, embora tenha ficado atrás do jogo anterior. Mas como parece ser padrão, remakes de Dragon Quest costumam vender menos que seus lançamentos originais. Esse remake de Playstation vendeu 1.2 milhão de cópias, o que não é pouco, inclusive com esses números ele foi o quarto jogo mais vendido do Japão em 2001. 
A mídia especializada da época, também conhecida como Famitsu, deu 32 de 40 (9, 8, 8 e 7) para essa versão, a menor nota que uma versão de Dragon Quest IV recebeu deles. Nas minhas pesquisas pela web os japoneses com quem eu tenho contato no geral jogaram e gostaram dessa versão. Curiosamente conversei com mais gente que jogou essa versão mas não a original de 1990, uma situação parecida com a minha, isso obviamente se dá pela média de idade que nós temos em comum. Entre os ocidentais muitos disseram que gostariam de jogar, mas o idioma é uma grande barreira. 

Torneko ganhou o primeiro spin-off da franquia

Dragon Quest IV recebeu muitos elogios em seu lançamento lá em 1990 e foi o primeiro jogo da franquia à dar origem para um spin-off. Torneko no Daibouken é o primeiro jogo da franquia Fushigi no Dungeon da Chunsoft. Esse jogo nasceu quando a Chunsoft abrandou o desenvolvimento da franquia Dragon Quest para seguir por caminhos próprios. Aqui temos como protagonista o Torneko que vai enfrentar uma dungeon cheia de armadilhas para obter tesouros. Não só a franquia cresceu gerando vários jogos com outras franquias como base, mas também o próprio Torneko ganhou sequências nas suas aventuras solo. 

Capa da versão de DS

Além desse remake para Playstation, a Arte Piazza, que assumiu parte do trabalho na franquia com o fim da Heartbeat, produziu para a Square Enix lançar em 2007 um remake para o Nintendo DS. Esse remake é a base dos remakes dos Dragon Quest V e VI que saíram no portátil. Ele é essencialmente o jogo de Playstation com alguns ajustes para o portátil. Esse remake também chegou ao ocidente em 2008, agora não mais como Dragon Warrior IV mas sim como Dragon Quest IV Chapters of the Chosen. Essa nova localização contou com uma nova tradução diferente da localização da versão de NES, com mais nomes trocados do que nunca e mantendo o padrão lixo de localização que todo Dragon Quest tem recebido desde sempre. 

Artes promocionais da versão Android

Em 2014 essa versão de DS foi portada para smartphones com sistema Android e iOS, assim como praticamente todos os jogos clássicos, ela recebeu os ajustes para se jogar com toques na tela. Além claro dos balanceamentos que toda nova versão recebe. Um detalhe interessante é que nessa versão ocidental o recurso de conversa entre membros da party se fez presente, algo que a versão de DS não tinha pois na época, para cortar custos de localização, optaram por remover por inteiro o recurso. 

Pedi pra IA fazer uma só de brincadeira... ela misturou elementos do III HD-2D kkkkk

Por enquanto o que temos de Dragon Quest IV é isso. Mas eu fico na expectativa de que em algum momento a Square Enix anuncie que a trilogia celestial (IV, V e VI) vai ganhar um remake HD-2D… Quero muito um para o V, mas não vou ignorar o IV e VI. 


Tá, e agora? Se eu quiser comprar e jogar como eu faço? Eu fui pesquisar um pouco e isso foi o que eu achei. 
  • A versão original japonesa para Famicom no Brasil eu só achei loose. Você paga em média 75 reais para ter uma cópia dessas. O interessante é que pelo mesmo valor você consegue uma cópia completa se optar pela importação. 
  • Para Dragon Warrior IV do NES os valores no Brasil aparecem nos mesmos 75 reais em média e ainda somente por cópias loose. Importando a coisa está surreal, galera anda vendendo o jogo por uma média de 1200 em um cartucho loose e achei até absurdos 6000 reais por uma cópia completa. 
  • A versão de Playstation que é o tema do review só em japonês mesmo. No Brasil vi algumas cópias à venda por 250 reais. Importando o preço cai para uns 150 em média. 
  • A versão de Nintendo DS eu só achei uma cópia ocidental no Brasil por absurdos 1000 reais, embora esteja completa não acho que valha tudo isso. Na importação os preços começam em 170 para versões ocidentais loose e 400 em média para uma completa. A japonesa é bem mais em conta e só achei completas por 200 reais em média. 
  • E como sempre, as versões para smartphones são as mais acessíveis. Não pelo preço em si, mas pela facilidade em adquirir e jogar sem recorrer à consoles antigos ou emuladores. A versão para Android está saindo por 77,99 na Google Play Store e para quem usa iOS o preço da App Store é 99,90. Lembrando que essas versões são vendidas como novas, então pode acontecer promoções com preços melhores. 

Algumas observações… 
  • Todos os preços e disponibilidade dos produtos foram pesquisados durante a produção do post. Não há nenhuma garantia que tudo esteja igual dependendo de quando você está lendo isso. 
  • Não foram considerados custos de frete, impostos de importação (facada) e encargos como IOF nos preços. 
  • Cuidado com golpes online. Sempre que possível use métodos de pagamento seguros e verifique a reputação de vendedores nas plataformas que oferecem o recurso. Às vezes é melhor pagar um pouco mais do que perder dinheiro. 

E aqui chegamos no balde de água fria… infelizmente essa versão de Dragon Quest IV não conta com localização oficial, que foi cancelada à época porque a Heartbeat fechou as portas e os custos de localização aumentariam por ter que envolver outra empresa e até o presente momento, não temos uma tradução feitas por fãs. Sem entender japonês você estará limitado à jogar a localização do original Dragon Warrior IV, ou então as versões do DS e mobile. E isso se você entender inglês, porque não sei se alguma delas ganhou tradução para o português brasileiro. 

E é aquilo né? Sem uma tradução para facilitar o entendimento da maioria, o Retro Achievements não vai ter um set de conquistas para o jogo, ao menos não para essa versão. A original em 8 bits e a de DS tem. 

Em todo o caso, se você tem interesse em saber o que é o RA e aproveitar o projeto em outros jogos, assista ao vídeo NESTE LINK. 

CURIOSIDADES 

As irmãs Manya e Minea aparecendo junto de Abel no anime dele...

  • Dragon Quest IV sofre do mesmo mal que Dragon Quest VI, ambos foram os últimos títulos (sem contar remakes) à serem lançados em suas plataformas originais e trouxeram muitas novidades para a franquia. Porém ambos vivem às sombras da popularidade dos títulos anteriores, III e V no caso.
  • Vários personagens de Dragon Quest IV aparecem no anime Dragon Quest Yuusha Abel Densetsu, Torneko e Alena aparecem com menor destaque porém as irmãs Manya e Minea até tem mais importância em momentos da trama. 
  • Dizem que o Torneko por motivos desconhecidos caiu no gosto dos jogadores, talvez essa popularidade toda explique o motivo do personagem ter sido usado como protagonista do primeiro spin-off da franquia. 
  • Torneko inclusive é o personagem que mais apareceu ou tem menções nos demais jogos da franquia mesmo sem nenhuma ligação entre os jogos. 
  • Hoimin o Hoimi Slime que nos acompanha no capítulo 1 é o primeiro monstro à fazer parte da party em um Dragon Quest, mesmo ele não podendo ser controlado como um personagem comum. 
  • Dragon Quest IV oferece apenas uma arma capaz de atacar um grupo de inimigos. A versão original ainda não tinha implementado o recurso e deste remake em diante o jogo até removeu todos os chicotes e bumerangues, ou não? Bem, como eu disse, tem uma arma, um chicote, o Green Gum Whip que pode ser obtido ao entregar 60 Tiny Medals para o Medal King e é único no jogo todo. 
  • O remake reaproveitou vários mapas 3D de Dragon Quest VII, especialmente para interiores de casas e igrejas, mas também teremos alguns no minigame da cidade e na dungeon extra no capítulo 6. 
  • Este é o único jogo da franquia a dar uma boa introdução para os personagens que irão nos acompanhar. Isso porque a estrutura de capítulos foi utilizada para isso. 
  • A estrutura de party dos dois primeiros capítulos faz pequenas referências ao dois primeiros jogos da franquia. 

CONCLUSÃO 

Dragon Quest IV na época de seu lançamento original trouxe muito para a franquia, elementos que até hoje são utilizados nasceram ali, inclusive as malditas IAs que eu detesto kkkkkkkkkkkkkkkkkk 


Não fosse esse remake eu provavelmente não teria jogado o quarto jogo da franquia tão cedo, assim como provavelmente teria sido com os anteriores em 8 bits. Eu teria perdido uma boa aventura, mas por mais que eu goste de RPGs, não tenho tanta paciência com RPGs do NES. 

No geral eu gosto desse remake do jogo no Playstation, minha maior reclamação sempre será com os gráficos em 3D mas eu tolero eles em favor de um bom jogo. Infelizmente sem uma tradução eu meio que não tenho como te recomendar jogar essa versão em específico, mas você pode aproveitar bem com as versões de DS ou mobile. 


Depois de tantas aventuras com Dragon Quest eu pretendo dar uma parada com a franquia… eu até estava com vontade de jogar Dragon Quest VIII, mas a emulação não me agradou muito no hardware que me facilitaria jogar. 
Isso não significa que eu parei de escrever, como tenho usado os textos como forma de ficar longe das redes sociais (e das tretas), tenho uma listinha de jogos para começar a escrever. 

Enfim. Eu mais uma vez me despeço por aqui mas eu volto. Você gostando ou não kkkkkkkkkkkkkkkkkk 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

*Se gostou do post comente, sua opinião é muito importante.
*Comentários com links ou palavrões serão excluídos.

 

Seguidores